Aconteceu dezembro há pouco…

Sou alheia ao calendário – desde sempre… e geralmente me esqueço das festividades que percorrem a cidade, o país, o mundo e sua realidade particular…

O Natal, no entanto, cada vez chega mais cedo… com suas luzes piscantes e enfeites estranhos. Nesse ano… chegou em meados de outubro… com os muros das casas e fachadas de prédios cobertos por luzes e enfeites mirabolantes; mas há qualquer coisa estranha no ar… e eu não sei dizer se é no mundo ou se é apenas em mim…

As luzes da cidade parecem ser as mesmas dos outros anos… parece que não foram removidas, apenas acesas. As pessoas estão a exibir qualquer coisa de indiferença em seus gestos. Nem mesmo parece dezembro… nas revistas pipocam sugestões de como sobreviver as festas de fim de ano; apontam caminhos para os solitários e deprimidos, número que cresce assustadoramente de um ano para o outro…

Talvez qualquer coisa se acenda na última hora – quando a mesa estiver posta, a ceia pronta e as pessoas reunidas para a comilança…

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