Somos duros um com o outro

 

obdulioCrédito da imagem. Obdulio Nuñes Ortega

 

Gosto — confesso — como as coisas acontecem em minha vida, sem pressa… apenas movimento natural das coisas e suas causas.

A caminho do trabalho, vejo a vida acontecendo nos espaços urbanos que frequento. Os cães e seus humanos, em passeios matinais por esquinas, a despertar do sono que, visita certos bairros paulistanos. O Sol de outono — que não arde e muito menos queima — acaricia a pele e também a alma… e ultimamente, me faz pensar no olhar de O., esse "amigo" recém-chegado à minha atmosfera, com suas frases inteiras e pensamentos completos. Ele me faz sentir comum, pois olha e vê… diferentes de muitos humanos nos quais tropeço diariamente, causando cansaço e fadiga.

Voltei a ler Plath na noite de ontem… ela fala em sua solidão, em poesia e escreve missivas tecendo a própria vida, essa teia de aranha, da qual escapou precocemente. Foi escolha dela — eu sei…

Alguns de nós, contudo, a acusam de covardia… porque é fácil dizer o outro, quando não vestimos as mesmas roupas. Na nossa pele é sempre coisa outra! — não corta, não arde, não dilacera, não sangra…

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