Eu faço amor na cozinha…

 

bruschettas da lunna

 

Preciso fazer uma confissão: eu faço amor na cozinha… começa com um olhar, que narra uma dúvida, que gera um mordiscar de lábios! Ele se aconchega junto a mim, beija meus lábios com fome… e eu digo em seus ouvidos, em meio a um sorriso arteiro: “bruschettas”…

É quase uma pergunta, que ele responde, como se já sentisse o gosto entre os lábios.
Ele fatia o pão. Eu pico os tomates em cubos pequenos… ele passa manteiga no pão. Eu corto a cebola. Ele pica o queijo, enquanto come um pedaço ou outro e, me serve na boca. Mastigamos ao mesmo tempo… as nossas euforias insanas.

Eu pego as taças… ele o vinho.
Brindamos a nós dois, e entre um gole e outro, seleciono as ervas: salsa, orégano…
Ele prepara a fôrma… eu o forno!

Sentamos à mesa e, enquanto esperamos, entrelaçamos as nossas lembranças com sorrisos, olhares enviesados e saudades de coisas recentes. Rabiscamos ilusões em diálogos entrecortados por sorrisos espaçados. Brincamos com o cão, que busca por afago e um pedaço de pão para si… bebemos vinho. Contamos coisas anteriores a nós dois. Rasgamos premissas e alguns minutos depois, saboreamos bruschettas…

Eu escolho a trilha sonora… ele lava, eu guardo… ele canta e eu dou risada. O cão nos espia com seu "sorriso canino"… saímos para ruas de mãos dadas, vez ou outra trocamos de lado, o cão vem para o meu cuidado. Ele é menino antigo, só anda do lado de fora da calçada.

Voltamos a casa… a tarde acabou.
É noite e precisamos pensar o jantar… olhares, sorrisos, beijos, toques…

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