6 ON 6 | RETRATOS

O primeiro retrato de que me lembro… é também uma de minhas primeiras lembranças. Tinha quase cinco anos, a manhã estava ensolarada e os pássaros sobrevoavam telhados. O vento frio derrubava folhas e cumpria seu papel de anunciar a nova estação.

Um signore e seu ajudante chegarão na hora marcada… com o equipamento necessário. Posicionaram a câmera no quintal dos fundos. Nos arrumamos como se fossemos sair… e debaixo da laranjeira posamos para a fotografia. Um. Dois. Três. Quatro… cliques.

A foto meio esverdeada se desfez com o tempo, se perdeu dos olhos, mas permanece intacta em minha memória. Recordo a inquietude de meus gestos. Eu não parava quieta. Não sorria. Espiava os gestos dos meus. Me distraia com folhas-pássaros-vento. Mio babo fez questão de comprar todas as doze fotografias, que foram coladas num álbum, que a gente folhou nas noites de sábado durante os anos seguintes.

Hoje com o advento dos celulares, fotografias são frequentes, mas os velhos álbuns deixaram de existir. Registramos todo e qualquer momento, mas é tudo tão frágil. São tantos cliques por dia, que esquecemos ou simplesmente não nos lembramos do instante.

Eu não tenho retratos impressos, estão todos em nuvens-memórias… e dificilmente volto a eles. Hoje, para preparar esse post, me diverti com cenas que nem na minha memória estavam…


6 on 6 - retratos - 02

— uma visita ao mirante nove de julho, para mais um dia de trabalho, pesados goles de café, pesadas nuvens a vestir a tarde de noite e a sensação de que mais um capitulo de minha história — que se fosse intitular, chamaria de 1981 — foi escrita..

6 on 6 - retratos - 03

nós dois… com nossos sorrisos conhecidos, em pares. Sorrimos por sorrir somente, para nós… o mundo que somos um para o outro.

6 on 6 - retratos - 06

era um dia azul e a gente pegou a estrada. As paisagens foram passando por nós e nós por elas… os pedágios, carros-ônibus-caminhões-motos. Gosto de observar o lugar de onde saímos… e dar pelo lugar para onde fomos. Chegar-partir-ficar… verbos devidamente conjugados nesse retrato nada comportado… rá

6 on 6 - retratos - 01

fomos caminhar pela centro velho de São Paulo. Passos em pares… a gente sempre se mistura quando se encontra pelos caminhos… se diverte com olhares-sorrisos-palavras. E sempre se lembra de fotografar o momento que daria para fazer um álbum…

WhatsApp Image 2017-07-27 at 18.12.13

o relógio dizia 15 horas... o calendário anunciava a terça-feira. Eu cheguei primeiro. Gosto de escolher o lugar-mesa-cadeira… e esperar. Gosto de observar a chegada… abrir os braços — como pássaro que salta para o vôo — e se encaixar em outros braços. Gosto das primeiras palavras — sempre imprecisas, as pessoas chegam trazendo rastros e até se desfazer deles leva algum tempo.

6 on 6 - retratos - 05

entre esquinas para lançar mais um livro. Era noite de quinta. As pessoas foram chegando-deixando abraços-sorrisos. Gosto de observar as reações de cada leitor de posse de um livro artesanal. Querem compreender o caminho percorrido pela fita… a maneira como o papel se ofereceu ao molde. E, no dia seguinte a esse momento-movimento… ao passear pelos retratos desse dia, esse ficou… um nó que não desata!

 


Mariana Gouveia | Maria Vitoria |Obdulio Nunes Ortega


 

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17 comentários sobre “6 ON 6 | RETRATOS

  1. Frasco de Memórias maio 6, 2018 / 17:02

    Lunna, que belo passeio pelas suas memórias… através das palavras e das imagens.
    Ando há anos a prometer que vou fazer o tal album.
    Será que ainda conseguiremos passar um serão a ver retratos longe dos ecrãs?
    Bacio!

  2. obduliono maio 6, 2018 / 19:16

    Que bom fazer parte de seu tour pelas almas-lugares humanos, Lunna…

  3. Cilene maio 6, 2018 / 20:51

    Adorei os retratos e lembrei do “book” que minha fez pra mim quando tinha lá meus 3 anos e eu com cara de choro em todas hahaha…nunca fui muito sociável quando pequena e continuo nem tanto agora. Depois fizemos um outro eu e a minha irmã, nesse eu já mais crescidinha até curti mais as fotos. Vou até procurar esses álbuns lá na casa da minha mãe.
    E como você hoje um retrato é tão fácil de fazer, esquecer que ele existe. É frágil, quase banal.
    Beijos

  4. Aline Callai maio 6, 2018 / 22:04

    Eu amo a forma como você escreve, é uma delícia ler! Adorei você ter contado a história de cada retrato, eu as vezes fico olhando fotos e imaginando uma história para elas haha
    Beijos,
    http://www.nomundodaluablog.com/

  5. Luana Souza maio 7, 2018 / 20:10

    Essas fotos estão lindas, todos parecem tão felizes nelas! Adorei essa introdução que você fez. Faço parte do time de pessoas que ama aqueles retratos antigos… na verdade, quanto mais antigo e pictorialista, melhor pra mim. Inclusive, coleciono fotos antigas 🙂

  6. claudialeonardi maio 8, 2018 / 18:28

    Carissima
    Adorei as fotos
    Eu gosto muito deste projeto fotográfico.
    Suas lembranças e reflexões são sempre belissimas
    Bacio

  7. Isa Gomes maio 11, 2018 / 22:37

    Achei incrível você compartilhar suas lembranças com a gente… Eu AMO fotografias e vez ou outra me pego revendo fotografias antigas. Acho que elas registram momentos felizes e tristes da vida, fazendo com que a gente reviva fases da nossa história e ressuscitam sentimentos. Gostei muito!
    Beijos! ❤

  8. Fernanda Akemi maio 12, 2018 / 9:36

    Lunna, que post maravilhoso e lindas fotos!!
    É uma delícia viajar nas memórias dessas imagens, desses momentos passados.
    Eu tenho alguns álbuns feitos por minha mãe e sou apaixonada por fotos.

    Bacio!

  9. Mariana Gouveia maio 13, 2018 / 11:02

    Linda tu!

  10. Hanna de Paiva maio 13, 2018 / 16:44

    Nossa, quantas fotos legais você tem guardadas! Eu não guardo foto em nuvem, embora o celular salve automaticamente e eu só descubro anos depois… kkkk Mas tenho um arquivo no notebook com todas as minhas fotos, até por questão de espaço no celular mesmo… Mas, ao contrário de você, ainda revelo algumas fotos e aqui em casa o que mais temos são porta-retratos espalhados pela casa com nossos melhores momentos… =)
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

  11. Juliana Sales maio 13, 2018 / 18:07

    Que delicadeza esse post! Aliás, tudo que você escreve é carregado de delicadeza e de sentimentos. Lendo o post fiquei pensando que eu tenho uma relação engraçada com a fotografia. Eu amo fotografar, é um hobbie que me faz bem, e costumo estudar um pouco sobre iluminação, enquadramento, composição, essas coisas. Mas eu não costumo fotografar pessoas, inclusive eu mesma. A maior parte das minhas fotos são da natureza, paisagens, animais, objetos. Mas curiosamente, as fotos que eu imprimo e guardo em álbuns (sim, eu ainda mantenho alguns álbuns, tanto de fotos originalmente analógicas quanto de fotos digitais que eu imprimi) são em sua maioria das pessoas queridas.

  12. Heloisa maio 14, 2018 / 22:21

    Sempre amei fotografias e hoje mesmo com toda a tecnologia eu ainda imprimo algumas e coloco em meu mural!!! Eu prefiro tirar fotos de paisagens do que tirar fotos minhas. Sou daquelas que ama fotografias mas não ama ser fotografada 🤗

  13. Luciana - Ciana Andrade maio 19, 2018 / 17:34

    Que delícia de texto. Me fez recordar de minhas fotos… Me fez recordar de minhas lembranças mais lindas…Concordo com você, os álbuns se foram,,, Sinto falta deles sabia.
    Muitas coisas eu quero fazer nesse ano, e dentre elas organizar um álbum, revelar fotos perdidas em cds, pen drive. Sinto falta da imagem no papel.
    Bjs

  14. Patricia Monteiro maio 20, 2018 / 14:50

    Lendo esse lindo post fui recordando de minha primeira foto (a primeira que me lembro), era para uma carteinha de escola, meu pai que me levou, estava com cara de emburrada, rs! Adoro olhar fotos antigas, são lembranças de momentos felizes que ficaram eternizados em um instante. Pena que as fotos de hoje em dia já não têm o mesmo sabor das de ontem…Amei o post, super sensível ❤

  15. blogcoisasdavidadabru maio 28, 2018 / 17:17

    olhar fotos é sempre algo que nos tras uma nostalgia do momento que fez com que aquela foto existisse eu nao sou muito de pegar fotos para olhar pois sempre acabo ficando triste com saudade das epocas felizes das fotos

  16. Retipatia maio 28, 2018 / 17:45

    Adoro essa colcha de retalhos que as fotografias formam na vida da gente, fragmentos do ali há pouco e do tanto tempo atrás. É como se cada pedaço nosso fosse captado e não me surpreende os mitos de que as fotos aprisionavam as almas, mas ainda que não elas inteiras, guardam um pedaço. Um naco nosso ali no olhar, no jeito e até quando a memória falha.
    Adorei seus dizeres (e fico absurdamente repetitiva ao escrever isso pela já incontável vez), e gostei especialmente da primeira fotografia, essa que não apareceu aqui em imagem, mas foi colada na mente pela imaginação que sua descrição criou.
    xoxo

    p.s.: e estou aqui agora a imaginar um conto com esse começo de comentário meu, porque toda vez que venho aqui, me sinto inspirada… ai ai… tu faz bem pra cabeça loka aqui… rsrsrs

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

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O primeiro retrato de que me lembro… é também uma de minhas primeiras lembranças. Tinha quase cinco anos, a manhã estava ensolarada e os pássaros sobrevoavam telhados. O vento frio derrubava folhas e cumpria seu papel de anunciar a nova estação.

Um signore e seu ajudante chegarão na hora marcada… com o equipamento necessário. Posicionaram a câmera no quintal dos fundos. Nos arrumamos como se fossemos sair… e debaixo da laranjeira posamos para a fotografia. Um. Dois. Três. Quatro… cliques.

A foto meio esverdeada se desfez com o tempo, se perdeu dos olhos, mas permanece intacta em minha memória. Recordo a inquietude de meus gestos. Eu não parava quieta. Não sorria. Espiava os gestos dos meus. Me distraia com folhas-pássaros-vento. Mio babo fez questão de comprar todas as doze fotografias, que foram coladas num álbum, que a gente folhou nas noites de sábado durante os anos seguintes.

Hoje com o advento dos celulares, fotografias são frequentes, mas os velhos álbuns deixaram de existir. Registramos todo e qualquer momento, mas é tudo tão frágil. São tantos cliques por dia, que esquecemos ou simplesmente não nos lembramos do instante.

Eu não tenho retratos impressos, estão todos em nuvens-memórias… e dificilmente volto a eles. Hoje, para preparar esse post, me diverti com cenas que nem na minha memória estavam…


6 on 6 - retratos - 02

— uma visita ao mirante nove de julho, para mais um dia de trabalho, pesados goles de café, pesadas nuvens a vestir a tarde de noite e a sensação de que mais um capitulo de minha história — que se fosse intitular, chamaria de 1981 — foi escrita..

6 on 6 - retratos - 03

nós dois… com nossos sorrisos conhecidos, em pares. Sorrimos por sorrir somente, para nós… o mundo que somos um para o outro.

6 on 6 - retratos - 06

era um dia azul e a gente pegou a estrada. As paisagens foram passando por nós e nós por elas… os pedágios, carros-ônibus-caminhões-motos. Gosto de observar o lugar de onde saímos… e dar pelo lugar para onde fomos. Chegar-partir-ficar… verbos devidamente conjugados nesse retrato nada comportado… rá

6 on 6 - retratos - 01

fomos caminhar pela centro velho de São Paulo. Passos em pares… a gente sempre se mistura quando se encontra pelos caminhos… se diverte com olhares-sorrisos-palavras. E sempre se lembra de fotografar o momento que daria para fazer um álbum…

WhatsApp Image 2017-07-27 at 18.12.13

o relógio dizia 15 horas... o calendário anunciava a terça-feira. Eu cheguei primeiro. Gosto de escolher o lugar-mesa-cadeira… e esperar. Gosto de observar a chegada… abrir os braços — como pássaro que salta para o vôo — e se encaixar em outros braços. Gosto das primeiras palavras — sempre imprecisas, as pessoas chegam trazendo rastros e até se desfazer deles leva algum tempo.

6 on 6 - retratos - 05

entre esquinas para lançar mais um livro. Era noite de quinta. As pessoas foram chegando-deixando abraços-sorrisos. Gosto de observar as reações de cada leitor de posse de um livro artesanal. Querem compreender o caminho percorrido pela fita… a maneira como o papel se ofereceu ao molde. E, no dia seguinte a esse momento-movimento… ao passear pelos retratos desse dia, esse ficou… um nó que não desata!

 


Mariana Gouveia | Maria Vitoria |Obdulio Nunes Ortega


 

17 comentários sobre “6 ON 6 | RETRATOS

  1. Frasco de Memórias maio 6, 2018 / 17:02

    Lunna, que belo passeio pelas suas memórias… através das palavras e das imagens.
    Ando há anos a prometer que vou fazer o tal album.
    Será que ainda conseguiremos passar um serão a ver retratos longe dos ecrãs?
    Bacio!

  2. obduliono maio 6, 2018 / 19:16

    Que bom fazer parte de seu tour pelas almas-lugares humanos, Lunna…

  3. Cilene maio 6, 2018 / 20:51

    Adorei os retratos e lembrei do “book” que minha fez pra mim quando tinha lá meus 3 anos e eu com cara de choro em todas hahaha…nunca fui muito sociável quando pequena e continuo nem tanto agora. Depois fizemos um outro eu e a minha irmã, nesse eu já mais crescidinha até curti mais as fotos. Vou até procurar esses álbuns lá na casa da minha mãe.
    E como você hoje um retrato é tão fácil de fazer, esquecer que ele existe. É frágil, quase banal.
    Beijos

  4. Aline Callai maio 6, 2018 / 22:04

    Eu amo a forma como você escreve, é uma delícia ler! Adorei você ter contado a história de cada retrato, eu as vezes fico olhando fotos e imaginando uma história para elas haha
    Beijos,
    http://www.nomundodaluablog.com/

  5. Luana Souza maio 7, 2018 / 20:10

    Essas fotos estão lindas, todos parecem tão felizes nelas! Adorei essa introdução que você fez. Faço parte do time de pessoas que ama aqueles retratos antigos… na verdade, quanto mais antigo e pictorialista, melhor pra mim. Inclusive, coleciono fotos antigas 🙂

  6. claudialeonardi maio 8, 2018 / 18:28

    Carissima
    Adorei as fotos
    Eu gosto muito deste projeto fotográfico.
    Suas lembranças e reflexões são sempre belissimas
    Bacio

  7. Isa Gomes maio 11, 2018 / 22:37

    Achei incrível você compartilhar suas lembranças com a gente… Eu AMO fotografias e vez ou outra me pego revendo fotografias antigas. Acho que elas registram momentos felizes e tristes da vida, fazendo com que a gente reviva fases da nossa história e ressuscitam sentimentos. Gostei muito!
    Beijos! ❤

  8. Fernanda Akemi maio 12, 2018 / 9:36

    Lunna, que post maravilhoso e lindas fotos!!
    É uma delícia viajar nas memórias dessas imagens, desses momentos passados.
    Eu tenho alguns álbuns feitos por minha mãe e sou apaixonada por fotos.

    Bacio!

  9. Mariana Gouveia maio 13, 2018 / 11:02

    Linda tu!

  10. Hanna de Paiva maio 13, 2018 / 16:44

    Nossa, quantas fotos legais você tem guardadas! Eu não guardo foto em nuvem, embora o celular salve automaticamente e eu só descubro anos depois… kkkk Mas tenho um arquivo no notebook com todas as minhas fotos, até por questão de espaço no celular mesmo… Mas, ao contrário de você, ainda revelo algumas fotos e aqui em casa o que mais temos são porta-retratos espalhados pela casa com nossos melhores momentos… =)
    Bjks!

    Mundinho da Hanna

  11. Juliana Sales maio 13, 2018 / 18:07

    Que delicadeza esse post! Aliás, tudo que você escreve é carregado de delicadeza e de sentimentos. Lendo o post fiquei pensando que eu tenho uma relação engraçada com a fotografia. Eu amo fotografar, é um hobbie que me faz bem, e costumo estudar um pouco sobre iluminação, enquadramento, composição, essas coisas. Mas eu não costumo fotografar pessoas, inclusive eu mesma. A maior parte das minhas fotos são da natureza, paisagens, animais, objetos. Mas curiosamente, as fotos que eu imprimo e guardo em álbuns (sim, eu ainda mantenho alguns álbuns, tanto de fotos originalmente analógicas quanto de fotos digitais que eu imprimi) são em sua maioria das pessoas queridas.

  12. Heloisa maio 14, 2018 / 22:21

    Sempre amei fotografias e hoje mesmo com toda a tecnologia eu ainda imprimo algumas e coloco em meu mural!!! Eu prefiro tirar fotos de paisagens do que tirar fotos minhas. Sou daquelas que ama fotografias mas não ama ser fotografada 🤗

  13. Luciana - Ciana Andrade maio 19, 2018 / 17:34

    Que delícia de texto. Me fez recordar de minhas fotos… Me fez recordar de minhas lembranças mais lindas…Concordo com você, os álbuns se foram,,, Sinto falta deles sabia.
    Muitas coisas eu quero fazer nesse ano, e dentre elas organizar um álbum, revelar fotos perdidas em cds, pen drive. Sinto falta da imagem no papel.
    Bjs

  14. Patricia Monteiro maio 20, 2018 / 14:50

    Lendo esse lindo post fui recordando de minha primeira foto (a primeira que me lembro), era para uma carteinha de escola, meu pai que me levou, estava com cara de emburrada, rs! Adoro olhar fotos antigas, são lembranças de momentos felizes que ficaram eternizados em um instante. Pena que as fotos de hoje em dia já não têm o mesmo sabor das de ontem…Amei o post, super sensível ❤

  15. blogcoisasdavidadabru maio 28, 2018 / 17:17

    olhar fotos é sempre algo que nos tras uma nostalgia do momento que fez com que aquela foto existisse eu nao sou muito de pegar fotos para olhar pois sempre acabo ficando triste com saudade das epocas felizes das fotos

  16. Retipatia maio 28, 2018 / 17:45

    Adoro essa colcha de retalhos que as fotografias formam na vida da gente, fragmentos do ali há pouco e do tanto tempo atrás. É como se cada pedaço nosso fosse captado e não me surpreende os mitos de que as fotos aprisionavam as almas, mas ainda que não elas inteiras, guardam um pedaço. Um naco nosso ali no olhar, no jeito e até quando a memória falha.
    Adorei seus dizeres (e fico absurdamente repetitiva ao escrever isso pela já incontável vez), e gostei especialmente da primeira fotografia, essa que não apareceu aqui em imagem, mas foi colada na mente pela imaginação que sua descrição criou.
    xoxo

    p.s.: e estou aqui agora a imaginar um conto com esse começo de comentário meu, porque toda vez que venho aqui, me sinto inspirada… ai ai… tu faz bem pra cabeça loka aqui… rsrsrs

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