22 | meus três verbos favoritos…

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Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto. Encontrar palavras no ar… que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana“. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra. Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto. Apenas a constatação da loucura — foi saudável —, e não demorou para que eu entendesse que enlouquecer era uma saída-fuga. Uma maneira de permanecer invisível. Longe de tudo-mundo-pessoas… e suas sanidades-insuportáveis. As histórias sempre têm começo. meio. fim. A realidade também. Mas é tudo tão modorrento-demorado. Sometimes, parece que nada acontece. Eu ainda me lembro do momento-lugar onde deixei de me incomodar com as coisas que não posso mudar-alterar. Baixei os olhos. Varri o chão. Lembro-me bem das ranhuras no piso — uma espécie de mapa para lugar nenhum. Das pessoas a me rodear — arrulhavam-alto… não como os pássaros. As gaivotas quando arrulham, é como um chamado. Respirei fundo e me senti leve. Meu corpo carregado por elas — pelos ares. No alto — em voos panorâmicos. Avistei os humanos, com seus pés enraizados em suas próprias ruínas. Escrever. Escrever. Escrever… são três verbos-poderosos. Alguém — em algum lugar — irá dizer que é apenas um. Espero que ao chegar a essa conclusão-equivocada… leia o texto de novo!

 

| experimenta ler com trilha sonora |

 


maratone-se grupo interative-se

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10 comentários sobre “22 | meus três verbos favoritos…

  1. Mariana Gouveia setembro 22, 2018 / 19:02

    e se juntam aos meus…

  2. Eder Capobianco setembro 22, 2018 / 19:51

    Tenho visto mesmo……….o blog está bem movimentado……….legal………..haehaheah………….

  3. obduliono setembro 22, 2018 / 21:41

    Não sei qual dos três verbos é o mais importante. Escrever, quando apenas estamos iniciando um tema. Escrever, quando estamos em pleno do voo de cruzeiro. Escrever para fechar o texto de uma maneira ideal… Ah, e reescrever…

  4. Juliana Sales setembro 23, 2018 / 16:33

    Verbos que eu admiro, mas que não são meus preferidos. Suas tantas variações me atrapalham um pouco. Sempre fui uma pessoa mais de começos do que de finais. Quando percebi isso tentei equilibrar as coisas. Concluir, finalizar, terminar. Ainda gosto de deixar algumas coisas inacabadas, admito, mas todas por um motivo especial. Atualmente percebo que tais coisas inacabadas tem me incomodado um pouco. Mas acho que gosto desse incômodo. Acho que me desviei um pouco do foco do texto, rs.

  5. ana claudia de angelo setembro 25, 2018 / 10:58

    Também está na minha lista de verbos preferidos! E que se completam com sonhos, insistência, respiração, amor e envolvimento! A somatória do verbo a alguns substantivos e adjetivos nos proporcionam iniciar, desenvolver e, muitas vezes com certa dó, concluir! Perfeitas escolhas!
    Beijos!

  6. Tá Lendo setembro 28, 2018 / 20:31

    Oi Lunna verbos fortes e imprescindíveis, complementam e fortalecem outros…É tristes quando nos deparamos com pessoas conformadas e apáticas…Quem sabem se ousassem a “escrever”, dariam os primeiros passos…Por aqui seguimos, escrevemos e sonhamos…Lutamos também, caímos e levantamos…Vida que segue…
    Abraços

  7. Mara Vanessa Torres setembro 30, 2018 / 13:08

    Que bacana, cara!! Eu gostei muito da sua ideia de encaixar leitura e trilha sonora. 😀

  8. Retipatia outubro 2, 2018 / 15:55

    Queria saber quem diria que ‘escrever’ é apenas um verbo, quiçá, acho que podemos encontrar bem mais que três contidos nele… mas, sem devaneios, ou com eles, fiquei, no mais popular termo ‘viajar da maionese’, a pensar sobre a metamorfose – que essa semana já me apareceu como referência em outra leitura e estou a pensar se é um chamado para que eu finalmente dê a Kafka outra chance, depois de conhecê-lo com a leitura de O Processo…
    Bem, voltando a metamorfose… Image se o Homem-Formiga não seria mais interessante metamorfoseado, se, ao invés de apenas encolher e controlar os insetos, se virar um deles não seria mais caótico-vibrante-enlouquecedor. Talvez aí não fosse uma HQ… e o mesmo valeria para o Homem-Aranha, eu suponho. Mas já não sei como cheguei em “supers” homens… Ainda que Superman e os outros dois não sejam da mesma linha… E provavelmente já existe algum HQ com personagem que vire um inseto, tal qual a Rita Skeeter… Mas meus conhecimentos do gênero são um tanto quanto parcos…

    De toda forma, o que importa é que adorei o texto e fiquei a indagar se hoje, na tempestade que queria me diluir, não acordei metamorfoseada…

    xoxo

  9. Analia Boss outubro 6, 2018 / 15:46

    Adorei seu “escrever” nunca tinha pensado de forma tão profunda. Concordo com você.

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

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