31 | mais um ponto final em minhas vivências…

…trinta e um dias. agosto. último dia. sábado. dias de ira ao mercado, mas eu recuso os caminhos. adormeço no quarto escuro. a vida ensaia um novo hiato. a última hora. o último texto. a água ferve. a xícara espera na mesa. penso em ingredientes. corto pães ao meio. besunto com manteiga. levo ao forno.Continuar lendo “31 | mais um ponto final em minhas vivências…”

30 | The cat´s house

…de todos os livros disponíveis na pilha, ele escolheu o único que poderia iluminar a sua anatomia de homem — que, minutos antes, tinha aberto a porta para que a autora de dias desfeitos… entrasse. Ele tinha recusado Modigliani — o primeiro. Picasso — o segundo… e todos os outros artistas, que foram deixados sobreContinuar lendo “30 | The cat´s house”

29 | Nunca há uma só razão para essas coisas

Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina… a bordo de seus sete ou oito anos — talvez mais, talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si, no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpo na cadeiraContinuar lendo “29 | Nunca há uma só razão para essas coisas”

28 | quase sete anos depois

Houve um momento em que eu decidi que não queria os modelos prontos, por saber que não seria o bastante para mim. Era pouco ou nada. Deitar minha escrita em velhos moldes conhecidos e ocupar os mesmos espaços não seria o suficiente. E foi a minha insatisfação que me fez ir atrás de um verboContinuar lendo “28 | quase sete anos depois”

27 | aumenta o som…

‘Where there is desire, there is gonna be a flame Where there is a flame, someone’s bound to get burned But just because it burns, doesn’t mean you’re gonna die You gotta get up and try, and try, and try Gotta get up and try, and try, and try You gotta get up and try,Continuar lendo “27 | aumenta o som…”

26 | Nesse vinte e seis de agosto, não chove

E eu não fui às ruas… ouvi Sampa de Caetano Veloso, como quem acerta os ponteiros de um relógio de bolso — daqueles antigos, preso por uma corrente dourada no passante da calça. Preparei uma xícara de chá e refiz os caminhos de ontem… aqueles que me levaram do Aeroporto até um quarto de hotel, no centroContinuar lendo “26 | Nesse vinte e seis de agosto, não chove”

25 | A volta das pequenas livrarias

Ao ler esse post, nesse domingo de cores estranhas… me lembrei da viagem à Berlim e do ambiente novo que encontrei por lá. As pequenas Editoras estavam a dar oportunidade a escritores que dificilmente conseguiriam ser publicados… o que me levou de encontro as discussões acerca das grandes Livrarias e seus projetos ambiciosos de apostar no queContinuar lendo “25 | A volta das pequenas livrarias”

24 | gostar ou não gostar, eis a questão

Eu gosto de gostar… estender a mão para um encaixe e ficar num abraço. De convidar à casa e por a mesa. Escolher o prato, o vinho. Servir o café… com biscoitos de leite que derrete na boca, às vezes, na mão — receita antiga que combina coco-trigo-amido-de-milho-e-manteiga. Mas gosto imenso de não gostar porqueContinuar lendo “24 | gostar ou não gostar, eis a questão”

23 | * já me viram remexendo escombros

Às vezes, pequenos grandes terremotos ocorrem do lado esquerdo do meu peito. Fora, não se dão conta os desatentos. — Affonso Romano de Sant´Anna — . Eu não sinto saudades da minha infância! Mas, gosto imenso de saber que tudo — nesse meu cenário particular —, está em seu devido lugar e que posso acessá-loContinuar lendo “23 | * já me viram remexendo escombros”

22 | uma amizade feita em pequenos goles

O mês era agosto e eu andava com o passo solto. Atravessava ruas, dobrava esquinas, entrava e sai de lugares vários, sem compromisso… e ocupava a mesa ao lado da porta, de onde espiava os movimentos do lugar, enquanto brincava de encadear palavras umas às outras. Estava decidida a escrever meu primeiro romance… passava asContinuar lendo “22 | uma amizade feita em pequenos goles”