13 | Pessoas são personagens

Sai para andar a cidade e me equilibrar entre passos… rotina que se repete desde que a escrita passou a ser movimento dentro dos meus dias, em pares. Acabei no mesmo lugar de sempre — entre esquinas — a degustar do meu tradicional latte.Estava no segundo gole, quando os personagens do dia chegaram — três escritoresContinuar lendo “13 | Pessoas são personagens”

11 | uma voz nas pedras

Li em algum lugar que, bons livros levam tempo para existir na superfície das coisas. Não penso no tempo — dos ponteiros — não me ocupo de calendários. Não tenho pressa… mas não se engane — eu sou uma pessoa movida a urgência.Quando as frases gritam dentro — e de tão cheia, necessito transbordar… deixarContinuar lendo “11 | uma voz nas pedras”

07 | A pessoa que não somos

  “e eu sensível apenas ao papel e à esferográfica: à mão que me administra a alma” — Herberto Helder —   Sai para andar calçadas, sem destino com lugares-espaços ou compromisso com a cidade. Era apenas eu, os meus passos e as coisas que trago dentro: personagens-tramas-enredos-canções-notas-para-daqui-a-pouco… e o desejo de ter em mãos umContinuar lendo “07 | A pessoa que não somos”

06 | se eu tenho medo de pássaros?

Assim que aterrissei na pergunta feita com todas vogais-consoantes-e-a-interrogação — uma flecha em pleno vôo, com alvo certo —  ‘por acaso, você tem medo de pássaros?” — voei para longe e alcancei os meus céus de ontem. Acabei por pousar na minha infância, esse lugar particular, que guardo para dias de sol quente porque a minha infância foiContinuar lendo “06 | se eu tenho medo de pássaros?”

05 | Um torvelinho por dentro

As minhas ideias acontecem quando eu me coloco em movimento de cômodos-calçadas-ruas-esquinas. Só depois é que me sento para escrever. Meu pensamento necessita do passo… como o grafite que precisa caminhar pelo papel. Tudo se organiza naturalmente e eu sinto dentro, o lado de fora e o contrário também.Quando leio um texto-livro-original-a-mim-encaminhado… o mesmo acontece.Continuar lendo “05 | Um torvelinho por dentro”

04 | Borges Oral

Aproveitei dos aromas da manhã-esbranquiçada — segunda-feira a espreguiçar do lado de fora da janela — para ler mais uma vez o texto de Borges sobre a poesia, no livro borges oral & sete noites. É uma dessas leituras que não cabem dentro de um único momento. É preciso voltar às páginas e navegar palavras…Continuar lendo “04 | Borges Oral”

03 | Meus cabelos grisalhos…

Eu tinha catorze anos quando ao escovar minha cabeleira, observei um cabelo branco e fiz uma enorme festa diante do espelho. A nonna — figura central de minha infância, uma das mulheres incríveis com quem tive o imenso prazer de conviver — tinha longos fios brancos, que eu admirava e desejava.Pode parecer pouco… um mísero fioContinuar lendo “03 | Meus cabelos grisalhos…”

02 | tempo. tempo. tempo

Eu nasci entre anciãos… e talvez por isso sempre me considerei igual a eles. Nunca soube conviver com pessoas de pouca idade. As crianças e seus porquês sempre me aborreceram. A juventude com suas inquietações me perturbavam. E a tal fase adulta-inaugural nunca se adequou à minha pele.Gostava mesmo era de me sentar na poltronaContinuar lendo “02 | tempo. tempo. tempo”

01 | Sarà Novembre

O tempo é a qualidade dos tempos porque nos foi dito: “Fazei isto em memória de mim”. Maria Gabriela Llansol   Faz algum tempo que não me oriento através do calendário-relógio. Não me importo com o que dizem os dias-horas. Se segunda-terça — setembro-outubro, tanto faz. Eu nunca sei o lugar certo dos dias ou dosContinuar lendo “01 | Sarà Novembre”