28 | quarto capítulo do meu Scenarium

Ao final do primeiro ano da Scenarium, eu não tinha certezas. Tinha inventado meia dúzia de projetos de livro — exemplos de poesias e contos. Vinte disso, cinquenta daquilo. Capas e miolos iguais — tudo feito no Word, em caráter experimental.Tinha investido uma pequena soma para viabilizar o projeto. Desde o começo eu não queriaContinuar lendo “28 | quarto capítulo do meu Scenarium”

27  | às segundas…

Acordei cedo — coisa pouco comum para essa figura-humana-noturna que sou. Espreguicei os músculos e nervos. Alonguei braços-pernas-ponta-de-dedos-pescoço… esticando todos os ossos do corpo — como faz a menina de quatro patas da casa.Respirei fundo — como um monge — uma saudade-peculiar que despertou comigo. Talvez um resquício de sonho que ficou em algum cantoContinuar lendo “27  | às segundas…”

O melhor dos prazeres: combinar ingredientes

“Esta é uma arte que aprecio. Existe uma espécie de feitiçaria em toda culinária (…). E é parcialmente a transitoriedade disso que me delicia; tanta preparação carinhosa, tanta arte e experiência colocada num prazer que pode durar apenas um momento, e que só uns poucos apreciarão plenamente.” Joanne Harris in Chocolate Eu cresci, no sentidoContinuar lendo “O melhor dos prazeres: combinar ingredientes”

17 |  Sou um naufrago da tua lembrança…

A distância dos teus olhos não a sei abreviar, o latido dos teus sonhos não me deixa adormecer José Miguel Silva …a juventude chegou até mim como se fosse um interruptor, que alguém toca sem cuidado, e pronto: uma lâmpada se acende no meio do cômodo que sou.Eu existia de maneira contida, indiferente ao queContinuar lendo “17 |  Sou um naufrago da tua lembrança…”

A poesia de sophia…

Meio-dia. Um canto da praia sem ninguém.O sol no alto, fundo, enorme, aberto,Tornou o céu de todo o deus deserto.A luz cai implacável como um castigo.Não há fantasmas nem almas,E o ar imenso solitário antigoParece bater palmas. No ano que passou, desisti de ler jornais-revistas e outros meios-impressos. Cansei das ‘novidades’ narradas de acordo comContinuar lendo “A poesia de sophia…”

14 | Segundo capítulo do meu Scenarium

Hoje, no meio da tarde, recebi mais um manuscrito para apreciação… é comum chegar aos meus olhos um sem-fim de páginas do Word, com textos autorais de pessoas que querem uma avaliação profissional (dessa que vos escreve) para eventual publicação na Scenarium ou apenas para saber a qualidade do material antes de apresentá-las para algumaContinuar lendo “14 | Segundo capítulo do meu Scenarium”

13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*

Eu sempre tive paixão por bússolas! Ganhei uma quando tinha seis anos — um pouco mais ou menos. Sempre fui péssima com essa coisa de idade. Me perco em somas improváveis… começo a contar e daqui a pouco, uma folha se desprende da árvore, um pássaro cruza o ar em movimentos magníficos de asas, umContinuar lendo “13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*”

Brinca-se com o passado… alguém quer jogar?

Não sei se já mencionei aqui ou em outro lugar… o quanto gosto de percorrer a cidade a bordo de um Coletivo. Principalmente a bordo dos famosos Trólebus — conhecidos por suas pausas inesperadas… no meio das ruas paulistanas.E, foi justamente, a bordo de um desses red bus paulistanos… ao voltar para casa, pouco antesContinuar lendo “Brinca-se com o passado… alguém quer jogar?”

09 | eu abandono livros por aí

às vezes, sinto que perdi os teus melhores anos os melhoressão aqueles em que entendemos as coisas pela metademeia ciência sobre uma planta — metade do Homero lidomeio sonho numa caminhada ao entardecermeio futuro envolvido em mistériopor não se entender metade do passado Mario Osório Eu não coleciono livros… embora tenha algumas prateleiras cheias. SãoContinuar lendo “09 | eu abandono livros por aí”