30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!

Eu não sou de fazer somas, por isso não sei dizer-afirmar há quantos dias estou confinada. Olhei para os dedos das mãos e ensaiei uma soma qualquer, mas não sou boa com isso também. Alguma coisa sempre me distrai e eu me perco em devaneios. Eu gostava da matemática quando era coisa simples… somas eContinuar lendo “30 | Boa noite Eliot… até logo Abril!”

27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!

Estava aqui a olhar para o nada… com a mente vazia e o corpo inerte quando dei pelo fundo da xícara e, de repente, fui tragada por uma espécie de halo. E lá estava eu, em sala de aula, com os olhos arregalados. Eu havia retornado ao colégio para os estudos do segundo ciclo. EraContinuar lendo “27 | Navega-se sem mar, sem vela ou navio!”

23 | dia do livro…

o que fez cada um com o que leu à velocidade que leu?Paisagens e sítios de chegada.— Gonçalo M. Tavares — Hoje de acordo com o dia… é o Dia mundial do Livro! A data foi escolhida por ser o aniversário de Shakespeare e Cervantes. Me lembro que em Barcelona era uma verdadeira festa. OsContinuar lendo “23 | dia do livro…”

22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…

Faz algum tempo que eu sei que a minha memória é a grande vilã da minha realidade. Justamente eu que sempre tive preferência pelas vilãs dos filmes-livros. Torço por personagens erráticos, estranhos… que trava suas batalhas pessoais contra o sistema e os conceitos desde a infância — de alguma maneira eu compreendo suas imperfeições.Aprendi queContinuar lendo “22 | * últimas coisas sem porquê, nem quando…”

21 | * uma visão que se dissolve e se dissipa aos olhos…

Curioso observar o bairro onde resido da varanda… as ruas estão pouco habitadas e os poucos humanos em movimentos são ligeiros em desaparecer, como se estivessem com medo de serem notados — estão em fuga de seus remetentes, onde enlouquecem. Já vi alguns rosnarem com as paredes e esbravejarem ferozmente com a própria sombra. AsContinuar lendo “21 | * uma visão que se dissolve e se dissipa aos olhos…”

20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…

… “há uma nudez que assombra há outra que fulmina e há a que ilumina”. As elegias do Duíno   Abri o armário da cozinha para pegar uma xícara e o cheiro de canela tragou-me para dentro e lá fui eu pousar num desses ontens que coleciono. Quando menina, gostava de ir às compras comContinuar lendo “20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…”

16 | que tal um café?

Meio da tarde. O vento. Qualquer coisa de sol. Folhas avulsas-alheias. O futuro acena. Espero pela noite… para ver as sombras escorrerem pela parede. A xícara sobre a mesa. O último gole. Sempre café… preto-forte-denso. Observo os manuscritos com os quais passei o dia — futuro romance com seus personagens a pedir forma-fôrma.Respiro fundo… ligoContinuar lendo “16 | que tal um café?”

15 | Pessoa e eu!

“Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar”. — foi o que disse Campos, em um de seus poemas que termina com a pergunta: “e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?”… …esse foi o primeiro poema de Campos que li em voz alta. Estava a andarContinuar lendo “15 | Pessoa e eu!”

14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra.Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto. ApenasContinuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

13 | rituais da minha escrita…

Depois de ler um texto escrito por M., fiquei a pensar na minha escrita… no papel. Quando comecei a tomar notas — no templo da minha infância —, percebi que tinha certo apreço pela escrita fina, o que me levou a dispensar a famosa Bic Cristal e sua ponta em esfera, feita de carboneto deContinuar lendo “13 | rituais da minha escrita…”