Criando e desenvolvendo o personagem

Depois de observar por um bom tempo… a parede-branca da sala onde me sentei para escrever o meu romance, dei pelo movimento frenético dos meus dedos no teclado. Como se houvesse um horário pré-agendado no mundo para a escrita acontecer e pronto. Não contei as palavras, as linhas ou o tempo — como fez JackContinuar lendo “Criando e desenvolvendo o personagem”

23 | os meus melhores ingredientes

Percebi ao me sentar para escrever esse texto que a pessoa que cozinha e a leitora que eu sou… tem as mesmas manias. Gosto imenso de abrir o armário e espiar a ordem das coisas para só então, selecionar os ingredientes de acordo com o cardápio do dia. Uso o mesmo trigo, a mesma marcaContinuar lendo “23 | os meus melhores ingredientes”

22 | os meus livros não-lidos (ainda)

Passei um par de horas a espiar minhas caixas de livros… suas sequências ainda organizadas de poesias, romances, novelas, crônicas, contos e ensaios. Gosto dos livros que ali permanecem, em estado de espera. Um livro sempre me leva a outro e a outro e a outro e mais outro — aos poucos vão abandonando aContinuar lendo “22 | os meus livros não-lidos (ainda)”

21 | A mesa do canto do café Ino

Sempre passava por Linha M na livraria — em destaque em uma ilha, bem na entrada da Livraria… eu o observava de longe. Não me aproximava para reparar os detalhes da capa e perceber um click de Robert Mapplethorpe ou reconhecer a lenda viva do punk Patti Smith, com seus potentes versos people have theContinuar lendo “21 | A mesa do canto do café Ino”

20 | Malditos Paulistas

Fui até a prateleira e ali fiquei — imóvel — a observar os livros e seus cenários tantos. Se tem uma coisa que eu percebi através da leitura desde que passei a devorar livros… é que as cidades narradas por autores — inexistem. Cada escritor tem a sua própria cidade… inventada-reinventada, sempre a partir doContinuar lendo “20 | Malditos Paulistas”

19 | uma página é sempre uma janela aberta

Fiquei a observar as janelas dos prédios ao longo da Avenida… nesse fim de tarde sem sol. As luzes começaram a se acender… uma a uma, como de costume. E eu fui contando-as, como se fossem livros na prateleira — observando os títulos-autores-orelhas. E comecei a pensar nelas como habitat natural de tantos personagens não-escritos.RepareiContinuar lendo “19 | uma página é sempre uma janela aberta”

18 | o lugar dos meus livros

Sagitariana que sou… sempre fui movida pelo improviso. Gosto imenso de inventar paisagens, construir cenários… mas nunca tive apreço por objetos prontos pelos quais se pode pagar com o cartão. Reaproveitar objetos-materiais e transforma-los em outros é o que me move. Sou aquela que sempre que avista uma caçamba na rua, se inquieta par verContinuar lendo “18 | o lugar dos meus livros”

17 | minhas caixas de livro…

Aproveitei o domingo para limpar as minhas caixas de livro… costumo fazer isso no último dia do mês. Mas, acabei por fugir de algumas das minhas rotinas — nesses dias de confinamento —, o que me gerou algum prejuízo de tempo-espaço-lugar… uma desordem natural de dias-semanas-horas. E não faço idéia de quanto tempo vou levarContinuar lendo “17 | minhas caixas de livro…”

O primeiro romance…

Na primeira vez em que me sentei diante da tela — depois de dizer em voz alta vou escrever um romance — abri o Word e fiquei a observar o branco da página. Alguém havia me dito que era o pesadelo da maioria dos escritores. Mas eu achei agradável. Havia qualquer coisa de paz eContinuar lendo “O primeiro romance…”

marco: zero!

Nesse ano faz dez… uma soma inteira. Uma década cheia. Eu tinha as minhas decisões de cabeceiras. O tipo de coisa que eu dialogava apenas com o travesseiro e no silêncio aquecido do quarto. Eram coisas que não-são. Eu tenho uma relação bem grande com coisas que não-são… porque não é preciso movimento. Apenas observá-lasContinuar lendo “marco: zero!”