10 | os discos da minha infância…

Quando menina eu gostava de espiar as capas dos discos do mio babo… para tentar adivinhar qual deles seria o escolhido para girar na vitrola, na próxima noite de sábado. Era um dos nossos rituais. Ele definia o cardápio… eu e C., saiamos para buscar os ingredientes e à noite… ele escolhia a trilha sonoraContinuar lendo “10 | os discos da minha infância…”

6 on 6 | calendário particular

Escolhi a trilha sonora para espiar os dias-semanas-meses — cannonball do damien rice — e vim me sentar aqui, na varanda… esse meu-cenário-lugar desde que a realidade eclipsou. Alguém me disse que estava a viver um sábado depois do outro… o que me fez sorrir, já que tenho imenso apreço por esse dia, que meContinuar lendo “6 on 6 | calendário particular”

03 | Aquele ontem amanheceu de novo…

“É porque existe o desejo, o olfacto, es o medo, e os vivos apaixonam-sepor outros vivos, e lembram-se, por vezes, do enorme número de mortos;e dentro destes há alguns que os fazem desligar a luz e o trabalho,e o quotidiano aí já não basta, porque o coração tem em certos diasum orçamento incomportável”. Gonçalo M.Continuar lendo “03 | Aquele ontem amanheceu de novo…”

02 | A Persona!

Eu tinha quase vinte — ela vinte e seis! Eu era recém-chegada… e ela parecia estar lá desde sempre, com seus olhos cor de caramelo. Os meus eram cor de café expresso. Ela sentava-se na primeira fileira de cadeiras — e eu mais ao fundo… nas últimas. Não nos falamos nas primeiras vezes, apenas nos olhamosContinuar lendo “02 | A Persona!”

A viagem que se repete dentro…

“Às vezes tudo é tão estranhoque não basta continuar a andar”.Alfonso Barrocal Julho chegou com fortes rajadas de vento e incalculáveis estragos abaixo da linha do Equador. O ano está disposto a não nos dar folga e eu sinto falta dos dias de julho que trago na memória. Tempo de pausa — uma espécie deContinuar lendo “A viagem que se repete dentro…”