6 on 6 | meus pets

6 on 6

Convivo com cães desde sempre… e sou apaixonada por essas incríveis criaturas de quatro patas. Quando nasci, já havia um cão na família — um pastor alemã, chamado Lord —, que segundo conta a lenda, fui apresentada ao voltar para casa e de quem ganhei uma lambida na cara. Amor a primeira vista… soube que ele arrastou sua cama para o meu quarto e rosnava para quem tentava se aproximar do berço. Chorei horrores quando ele se foi… a lenda diz que ele fugiu e não mais voltou. Mio babo o levou para a clínica e preferiu sair comigo pelo bairro para procurá-lo, a me contar que estava doente e sem possibilidade de tratamento, a eutanásia foi recomendada.

Triste e sem um cão aos sete anos de idade… a vizinha levou um dos seus amiguinhos caninos — um Fox chamado Gervásio — para me alegrar e ficou. O garoto brincalhão que gostava de pular-rodopiar e correr pelo quintal… desfaleceu repentinamente. Foi o coração, me disseram. E eu contestei: como é possível um cão sofrer de males humanos? O veterinário — surpreso —, usou de todo o seu repertório para me convencer. Não deu certo… até hoje acho um absurdo um cão ter problemas cardíacos. Não faz sentido.

Aqui em São Paulo… conheci Patrick — um boxer —, que aos quarenta e cinco dias, sabia muito bem o que queria e me escolheu para si — e durante quase treze anos de convivência foi o melhor dos amigos.

Recentemente fui nomeada tutora de uma Schnauzer que chegou por aqui com o nome de Chantilly… mas que, em poucos dias foi apelidada por mim… Jane dog.

01 — acho um charme essa língua roxa… que ela exibe quando está com feliz ou faminta (o que no caso dela acontece com frequência, principalmente se ouve o apito do forno… ela ama bolo).

02 — desde que chegou, definiu seus lugares favoritos… o canto do sofá, o travesseiro do Marco ou em cima do lençol que ela embola com as patas e deita em cima para tomar sol.

03 — se tem uma coisa que eu admiro nos cães é que eles escolhem os que amam e se rendem as carícias, apertos… que aqui é coisa frequente — nem dá tempo de pedir… rá

04 — se quer ver Jane dog feliz é dizer “vamos ao passeio”… pronto! Ela pula do sofá e gruda na porta. Gosta de rolar na grama e correr atrás de outros cães, demonstrando agilidade para desviar dos obstáculos humanos-caninos…

05 — um dos humanos favoritos dessa menina (o que posso dizer, ela tem bom gosto?). Me avisaram que ela não gostava de homens. Pois é, mas, isso foi antes de conhecer esse moço aí… amor a primeira patinha…

06 — se tem uma coisa que amo é ter um momento Felícia — apertar-apertar-e-apertar. Patrick fugia, Jane dog, não…


Mariana GouveiaObdulio Nuñes Ortega

Publicado por Lunna Guedes

Sou sagitariana. Editora de livros artesanais. Autora de romances. Degustadora de café. Uma típica observadora de pássaros, paisagens, pessoas e lugares. Tenho fases como a lua... sendo a minguante a minha preferida!

15 comentários em “6 on 6 | meus pets

  1. Amei Patrick antes mesmo de conhecê-lo e com Jane Dog foi a mesma coisa. Tão lindo quando vejo vocês! Ah, e tenho um álbum com as fotos que você me manda dela. Amoooo muitoooo!

  2. Que delícia de relato, Lunna! Com certeza, os cães inspiram o melhor de nós. Para ama os gatos, pode se dizer o mesmo. Mas o gato mais próximo que eu tive apresentava um comportamento canino.

  3. Que post lindo, amo animais e nem preciso dizer que essa foi uma das publicações com a qual mais me indentifiquei 😍 Também convivo desde sempre com cães e gatos, lembro de cada um, seus nomes e suas histórias, nenhum me escapa da memória. A Jane dog é muito fofa, imagino que seja uma cadelinha muito meiga e companheira, um amorzinho 💕🐶

  4. Também cresci convivendo com cães.. e gatos. Diferente de muitos, não consigo escolher entre um e outro, amo cães e amo gatos e sempre os tive como companhia. Atualmente meus cães e meus gatos – sempre no plural! – ficam na casa da minha mãe (ela tem muito mais espaço e não quer nem ouvir falar quando eu digo que quero trazer um) mas tenho também uma cachorra que adotei junto com meu noivo quase 4 anos atrás e na verdade acho que é um demônio da tasmânia disfarçada de cão. É uma peste, mas tem meu amor todinho. Acho que deu pra perceber que falar desses bichinhos é um dos meus assuntos preferidos, não é? Então é claro que adorei o post e estou devidamente apaixonada pela senhorita Jane Dog…a primeira foto é a coisa mais linda!

  5. Socorro! Quando eu nasci também tinha um pastor alemão em casa, o nome dele era Igor. Acho que quando eu tinha uns 9 anos ele também estava muito doente e foi recomendado a eutanásia pq já não tinha mais jeito…histórias muito parecidas as nossas (mas eu sabia o que ia acontecer com ele).
    Adorei as fotos e também amei a língua roxa, um charme mesmo!

  6. É uma pena esses anjos de quatro patas viverem tão pouco. Mas eu penso que nesse pouco tempo conosco na Terra, eles fazem um bem danado por onde passam ❤ Linda sua história com o primeiro doguinho. Eu tive uma, quando era bebê também, que minha mãe diz que cuidava de mim como se eu fosse um de seus filhotes *-*
    Ai, a Jane Dog é muito fofa. Não sabia que essa raça tinha a linguinha roxa. Tipo o Chow chow. Acho fofo também. E a carinha que ela faz de alegria, que amor!!!

  7. Eu fui criada com cães em casa, desde pequena e meus pais odiam gatos então, eu achava que também odiava até casar com um apaixonado por gatos. E mesmo tendo esperando sete anos para arrumarmos um gato, parece que sempre fui criada com eles, meu gatitos são muito carinhosos e ciumentos, mais até que as cadelinhas. Todos os animais da minha casa foram resgatados da rua e tem todo o amor e carinho que consigo dar pra eles.

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