Ana Luísa Amaral

capa da primeira edição do livro lua de papel, 2014

Lua de Papel

e eu cantasse o amor sem resultado ou causa,
seria mais sensata: chegava-me uma lua de papel,
um par de braços lisos, conformados

Se eu cantasse o amor sem causa ou resultado,
tinha muito mais paz: fingida em luas-cheias,
seria mais sensata e decerto poeta bem melhor

Assim o que me resta é lua cheia a trans-
bordar de tridimensional. A paz a falhar toda
e eu resolvida em causa a insistir papel. E amor.

———
(Lisboa, 1956)

Esse poema nomeou o meu primeiro romance,
lançado em 2014 pela Scenarium livros artesanais

Abril [entre tantas coisas] é o mês do B.E.B.A e lá vamos nós…
e eu terei companhia nessa aventura diária
 

Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi – Darlene Regina
Mariana Gouveia Obdulio Nuñes OrtegaRoseli Pedroso

Publicado por Lunna Guedes

lunnaguedes... sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios. detesta dias de sol e ama dias de chuva. ama o outono em qualquer lugar. escreve por escrever somente. seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros... a direção na qual a ponta do grafite avança. ponto final é uma coisa incompreensível. gosta de vírgulas e exclamações.

8 comentários em “Ana Luísa Amaral

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

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