Ensaio fotográfico

Depois de tatuar a palavra FIM na última linha do meu romance (lua de papel)… escrito em não sei quantos dias-semana-meses… anos (?) eu espalhei as páginas impressas e li… linha por linha. Sabia que ao fazê-lo, iria riscar-rabiscar-ralhar-reclamar e bufar pesado contra o que havia escrito. Eu tinha mais de mil páginas impressas e a certeza de que boa parte delas… era excesso.
Passei uma noite inteira — na companhia de muitas xícaras de chá-café-cappuccino e água — a amassar folhas e mais folhas.
Tenho que confessar que essa parte foi a mais divertida da trajetória do meu primeiro romance. A leitora que habita o meu corpo — e que despertou para o mundo lá na infância, ao folhear um livro de poesias — é muito exigente. Mas ela soube reconhecer que havia frases muito bem pontuadas e sequencias bem definidas. O ritmo era bom e os personagens bem construídos.
Finalizada mais uma etapa… precisei pensar em como nomear os sete capítulos do livro. Num primeiro momento, pensei em usar apenas números… de um a sete — idéia descartada rapidamente. Foi ao ver o resultado do ensaio fotográfico feito por Nadia Jung que eu me lembrei do poema de Ary dos Santos — que orientou o início da trama — e decidi selecionar alguns dos versos do poeta portugues para orientar as belas fotografias feitas exclusivamente para o livro…

A cidade é um chão de palavras pisadas

Procurar uma coisa: é sempre encontrar outra!

O teu peito: a minha casa…

A vida é talvez uma rua comprida

Inofensiva quando sozinha

A minha vida é um punhado de começos suspensos


Abril [entre tantas coisas] é o mês do B.E.B.A e lá vamos nós…
e eu terei companhia nessa aventura diária
 

Adriana Aneli – Alê Helga – Claudia Leonardi Darlene Regina
Mariana GouveiaObdulio Nuñes OrtegaRoseli Pedroso

Publicado por Lunna Guedes

lunnaguedes... sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios. detesta dias de sol e ama dias de chuva. ama o outono em qualquer lugar. escreve por escrever somente. seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros... a direção na qual a ponta do grafite avança. ponto final é uma coisa incompreensível. gosta de vírgulas e exclamações.

16 comentários em “Ensaio fotográfico

  1. Fiquei horas aqui lembrando da época… acho que estou nostálgica hoje… acho que vou escrever outra carta…

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

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