Setpum…

Nesse Agosto… completam-se cinco anos do lançamento de Septum. Eu levei um susto quando recebi a notificação. Fui espiar um calendário imaginário, enquanto observava as fotos da Biblioteca Mário de Andrade, onde nos reunimos no ano de 2016 para apresentar ao nosso-mundo — que em um lançamento de livro, encolhe-se consideravelmente — os nossos diários.

Eu nunca sei a quem convidar. Faço uma lista mental de nomes e vou riscando um por um… porque o lançamento é uma espécie de festa: você prepara a mesa, enfeita com livros, um arranjo de flores, escolhe um objeto pessoal — e pronto. Divulga, envia convites e comparece…

O problema é que nem dá tempo de comemorar. Lembro-me que nesse dia, estava a autografar o exemplar e a humana-criatura queria saber se eu já estava a trabalhar no próximo livro. Acusei o golpe. Senti um solavanco no meio do peito e acabou o ar. Finalizei a dedicatória e procurei aquelas plaquinhas mágicas, onde se lê: saída… quando dei por mim, estava na porta da Biblioteca, a espiar os degraus de pedras. Gosto imenso daquele lugar convertido em entrada para uns e saída — de emergência — para outros. Uma espécie de caminho do meio…

Septum tem esse nome porque eu gosto da simbologia do sete — seven, sette, septem — e começou a ser escrito em settembre — que, antes da intromissão de um dos malucos do mundo… era o sétimo mês do ano.

A idéia era tomar notas durante as quatro estações do ano — primeiro projeto da Scenarium, que naquele ano, comemorava dois anos de vida-projeto-erros-tropeços e vários livros publicados e eu decidi comemorar com uma nova edição do projeto. Convidei Mariana Gouveia, Maria Cininha e Adriana Aneli para participar… cada uma com suas anotações avulsas…

Ao final da última estação… eu tinha um problema sério em mãos: havia escrito muito mais do que pretendia, inviabilizando Septum. Alguma coisa precisava ser feita. Faltavam dois meses para o lançamento e havia muito por fazer. Respirei fundo e decidi sair de casa, rumo ao Café entre-esquinas da Alameda Santos.

Diariamente eu entrava no ônibus — na Avenida Ibirapuera — e enquanto seguia pelas ruas… eu espiava a paisagem de casas-prédios-pessoas-viadutos-parques-e-praças… e a mente urdia uma espécie de mapa, organizando as minhas emoções — uma a uma.

Foram 21 dias… até entregar para o meu leitor-primeiro o calhamaço de Septum

Nesse Agosto temos b.e.d.a — blog every day august.
Adriana Aneli — Claudia Leonardi — Darlene Regina
 Mariana Gouveia — Obdulio Nuñes Ortega — Roseli Pedroso

Publicado por Lunna Guedes

lunnaguedes... sagitariana. degustadora de cafés. uma flecha em voo rasante. colecionadora de silêncios. detesta dias de sol e ama dias de chuva. ama o outono em qualquer lugar. escreve por escrever somente. seu único compromisso é com seus abismos, onde salta para sentir a sensação de queda adestradora de pretéritos e desafiadora de futuros... a direção na qual a ponta do grafite avança. ponto final é uma coisa incompreensível. gosta de vírgulas e exclamações.

6 comentários em “Setpum…

  1. Eu estava aí… Vi você rabiscar folhas e amassá-las… De repente, a mão desenhava letras e diante do mistério que se seguia aos meus olhos curiosos – você criava parte do livro perante aos meus olhos curiosos.
    E assim, como por encanto, eu vi a mágica ser criada.
    Consulto aquele dia na memória sempre…

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: