Violência contra a mulher

Uma das coisas que me fascina e encanta no universo da escrita é a pesquisa… que é um abrir de portas para muitas realidades paralelas. Eu tinha um tema e precisa explorá-lo a exaustão até ser capaz de responder as muitas mil perguntas que surgiriam durante o processo.

Ao escrever Alice, uma voz nas pedras… eu quis ouvir pessoas-sobreviventes. A maioria se recusava a falar e eu sabia que não seria fácil. Mulheres-vítimas de violência sentem vergonha e algumas temem por suas vidas, mesmo após a separação.

Existem homens que não admitem que suas mulheres existam sem eles. O noticiário está repleto desse tipo de notícia — infelizmente. Mas eu encontrei mulheres dispostas ao diálogo e de indicação em indicação, cheguei ao site www.mariasdapenha.com

Criado pela fotógrafa e jornalista Ísis Dantas que aos 19 anos… conheceu o seu agressor. Sem saber o que a esperava, ficou nesse relacionamento abusivo por dois anos e meio e dele nasceu sua filha mais velha. A época, devido o ciúme doentio do companheiro, parou de estudar, mudou a forma de se vestir e de agir – não amamentava em público a fim de evitar repreensões e o habitual descontrole do parceiro. Com o apoio da mãe e não suportando mais, Ísis conseguiu colocar um ponto final ao sofrimento e recomeçar. À época, sua filha tinha 8 meses de vida. Voltou a estudar, concluiu o curso de jornalismo e, acabou — como gosta de dizer — resgatada pela fotografia.

Hoje, com 42 anos, descobriu uma forma de ajudar mulheres que passaram pelo mesmo trauma. O projeto é destinado a vítimas de violência que conseguiram romper o ciclo e que precisam de cuidados. Não é fácil admitir para o mundo, tampouco para si que o sonho de uma vida a dois virou um pesadelo, do qual se recusava a acordar por medo-vergonha de si e dos outros. É delicado recuperar a autoestima e se olhar no espelho e o projeto existe nesse sentido…

Para que ainda não conhece Alice, o primeiro capítulo do livro está disponível nesse link… E o livro em formato artesanal, você pode adquirir nesse link.

Publicado por Lunna

É sagitariana... degustadora de café. Figura canina e uma típica observadora de pássaros. Paciência lhe falta desde a infância. Mas sobra-lhe sarcasmos para todas as coisas da vida que fazem mais barulhos que cigarras nos troncos das árvores. Aprecia o silêncio e falas cheias. As que se repetem com facilidade de boca em boca despreza... Lacaniana por opção.... E completamente apaixonada por mulheres que usam a escrita como uma navalha afiada que corta enquanto é carne. Escreve à noite e reescreve pelas manhãs. Gosta de calçadas e corujas. Anda sozinha ou acompanhada, tudo depende da fase... minguante é a sua preferida!

2 comentários em “Violência contra a mulher

  1. Eu faço parte de um projeto que atende mulheres que sofrem violência doméstica… Li seu livro várias vezes para elas. \Tudo é muito assustador diante de tudo que elas passaram e ver escrito ali, em uma história, que conta em detalhes parte de tudo que elas viveram foi emocionante. O mais importante é que elas descobriram que podem mudar o final de suas histórias.

Pronto para o diálogo? Eu estou (sempre)

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