As muitas versões de Mr. Darcy…

Na semana passada… fez vinte e cinco anos que o ator Colin Firth saiu do lago na pele do personagem Mr. Darcy, na minissérie Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) com suas roupas e a camisa branca toda molhada… deparando-se com uma espantada Elizabeth Bennet, interpretada por Jennifer Ehle — se transformando numa das cenasContinuar lendo “As muitas versões de Mr. Darcy…”

Os erros cometidos

Enquanto me vestia para ir à feira… comprar uma dúzia de ovos, me lembrei mais uma vez do momento em que eu disse em voz alta — vou escrever um romance — uma decisão definitiva, com a qual eu teria que lidar nos dias seguintes… Até então, eu havia percorrido todos os caminhos da escrita.Continuar lendo “Os erros cometidos”

Politicamente (?) correto…

Está tudo muito chato hoje em dia — é uma das frases que mais se repete — de boca em boca — nesse nosso contemporâneo monótono. Virou uma espécie de Norte para os incomodados com o tal do politicamente correto — termo que gera polêmica até na hora de definir a sua origem.Pesquisando, descobri queContinuar lendo “Politicamente (?) correto…”

Ariel

olmoSilva Plath Conheço o fundo, ela diz. Conheço com minha própria raiz:Você temia isso.Eu não: já estive lá. É o mar que você ouve em mim.As suas insatisfações?Ou a voz do nada, era essa sua loucura? O amor é uma sombra.Como você mente e chora por ele.Ouça: esses são seus cascos: se foram, como umContinuar lendo “Ariel”

Outras maneiras de usar a boca

As melhores paisagens de São Paulo, envolvem livros. A Martins Fontes, na Paulista, instalada a poucos passos da Brigadeiro Luis Antônio. A Livraria da Vila, com suas várias unidades na cidade… todas simpáticas, sendo a de Moema a melhor — sem dúvida. Cenários para se ver com calma. Limpar o pé ao chegar e seContinuar lendo “Outras maneiras de usar a boca”

É justamente quando eu sei porque escrevo,

Fim de tarde… um dia inteiro com os olhos grudados nas folhas impressas. Risco e rabisco… reescrevo frases inteiras. Falo com as paredes. Reclamo da temperatura que bate seus recordes diários… segundo a moça do tempo. Respiro fundo… penso nos prazos que eu mesma me dei. Gosto de ser capaz de cumprir minhas rotinas deContinuar lendo “É justamente quando eu sei porque escrevo,”

6 on 6 | meus cantos

Sou uma pessoa feita de cantos… da casa, do corpo, da alma e dos lugares onde chego e permaneço. Gosto de ocupá-los… preenchê-los com qualquer coisa de presença. Uma xícara de chá… um bom livro. Um punhado de folhas em branco, a lapiseira. Um vaso de planta… e o silêncio das ausências. Sempre que chegoContinuar lendo “6 on 6 | meus cantos”

05 | Era uma vez…

Eu não sou leitora de contos de fadas… mas, como habitante do mundo onde existe a Disney, não sou indiferente a narrativa. Sei das princesas e dos príncipes e das muitas releituras e adaptações feitas para o cinema-teatro-televisão-e-livros — é uma fórmula de sucesso que o senhor Walt Disney soube reconhecer e usá-la para criarContinuar lendo “05 | Era uma vez…”

[todos os poemas]

PedreiraPaul Auster Não mais que seu canto. Como seo canto e sónos tivesse trazido até aqui. Estivemos aqui, e nunca estivemos aqui. Estivemos a caminho de onde começamos,e estivemos perdidos. Não há fronteirasna luz. E a terranão nos deixa palavrapor cantar. Pois o desmoronamento da terrasob os pés já é música, e andar entre essasContinuar lendo “[todos os poemas]”

la sagra della primavera

Hoje eu queria ter comprado flores… apenas pelo prazer de cumprir um antigo ritual. Mas o forte calor não me deixou sair de casa. E mesmo que eu fosse as ruas, percorrer calçadas… os caminhos do bairro não me levariam ao velho Mercado de Flores — perto do mar —, com suas bancas cheias deContinuar lendo “la sagra della primavera”