10 fatos literários sobre mim

Definitivamente, todo leitor tem suas peculiaridades! Que somos completamente apaixonados por livros, não é uma novidade. Mas, se tem uma coisa que um leitor gosta de fazer… é compartilhar impressões com outro leitor. Eu, por exemplo, já fui vista as prateleiras da livraria que eu frequentava (antes da pandemia) a travar um enorme diálogo comContinuar lendo “10 fatos literários sobre mim”

Manhã de sábado azul

Fotografia: Mariana Gouveia Escolhi para esse texto primeiro/página primeira… a palavra “amanhecer”, porque não gosto de inícios-começos-primeiras-linhas. Sempre tive dificuldades em lidar com esse outro verbo: iniciar…Dar o primeiro passo nunca foi para mim.Eu sou do tipo que junta os pés e salta… Mas, foi lá na infância que tudo se tornou demasiadamente complicado. O primeiroContinuar lendo “Manhã de sábado azul”

* Don´t stop´til you get enough

Eu ainda me lembro da primeira vez em que me sentei diante de uma televisão ligada. Estava na casa do mio nonno que gostava de se distrair com a programação no começo da noite. Não me interessei pelo programa de auditório com personagens mambembes. Provavelmente devido a falta de hábito de ficar imóvel-quieta — comoContinuar lendo “* Don´t stop´til you get enough”

É uma rosa rubra a autora dessas linhas

A primeira vez em que tive contato com o branco… foi em sala de aula. Eu era a menina do canto-quieta. A que não se misturava com a turba e não tirava os olhos das páginas do caderno-novo — apreciando com intensa paixão o silêncio de uma página surda-muda-quieta… em branco. Eu queria — desesperadamenteContinuar lendo “É uma rosa rubra a autora dessas linhas”

6 ON 6 | vitrines

Certa vez ao passear pelo centro da cidade em que morava — ainda menina —, me deparei com uma janela entreaberta e uma manequim deixado lá. Li com alguma dificuldade o anúncio pendurado no pescoço do boneco velho: vende-se. Durante alguns passos — engatados ao de C., —, tentei compreender o pequeno carta. Quem estavaContinuar lendo “6 ON 6 | vitrines”

…lendo meus desacontecimentos

Escolhi viver sem fronteiras definidas, nações não me interessam, limites só me importam os da ética. Tenho um coração andarilho, um corpo mutante, uma mente trangênera. Sou irmã, mãe, filha, homem, cúmplice, bicho bicho, humano, árvore, erva daninha, pedra, rio, Vírus. Sou todas as cores, todos os sexos, todas as línguas. Sou palavra em palavras.Continuar lendo “…lendo meus desacontecimentos”

Aos teus pés

Sempre gostei de caminhar lugar… saber que o meu passo alcançou determinadas paisagens. Às vezes, me surpreendo com o pensamento a vasculhar a memória em busca da primeira vez em que escolhi um calçado. Lembro-me de me sentar num banco com estofamento escuro e agitar os pés no ar. O jovem atendente da loja deContinuar lendo “Aos teus pés”

Dia da Marmota…

Hoje, nos Estados Unidos da América se comemora o Groundhog Day… que ficou conhecido graças ao filme feitiço do tempo — com Bill Murray no papel de egocêntrico Phill, um repórter do tempo, que tem o mesmo nome do animal — uma marmota —, que após o período de hibernação tem o seu comportamento observadoContinuar lendo “Dia da Marmota…”

32 / 365… — outro capítulo…

Um grande escritor de ficção cria — por meio de atos de imaginação, por meio de uma linguagem que parece inevitável, por meio de formas vividas — um mundo novo, um mundo único, individual: e ao mesmo tempo reage a um mundo , o mundo que o escritor compartilha com outras pessoas, mas que éContinuar lendo “32 / 365… — outro capítulo…”