O fim só é uma palavra pra quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!

(…)e deixamos de confiar no poema no poeta na metáfora e em todas as mentiras neste equinócio com pronúncia de outono e voz de setembro esquecido [de repente parece que o mundo murchou para os que amam por acaso nestes dias lentos. (…) Um poema, de Jorge Pimenta para a estação de setembro   SetembroContinuar lendo “O fim só é uma palavra pra quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!”

26 | s e g u n d a (última)

Neste estado não mundano em que me movimentoMinha Fe e Esperança são diabólica moeda correnteEm mundos falsificados, cunho pequenos donativosEm torno de mim, e troco minha alma por amor. Allen Ginsberg Dia quente. Segunda feira. Impossível dizer que o inverno se foi. O calendário diz que é primavera, desde o dia vinte e três. EContinuar lendo “26 | s e g u n d a (última)”

25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos

Caro Escritor, Escrevo-te dentro dessa manhã de sábado, no segundo (ou seria terceiro?) Dia de primavera. Estou em dúvidas e ao olhar lá para fora, nada se esclarece. Será um lindo dia de sol. Mas está frio… E há um silêncio pouco comum na Alameda que exibe um vento típico dos dias de julho deContinuar lendo “25 Estou sozinha no quarto, entre dois mundos”

As estações das quais sou feita…

Há pouco eu vi uma folha desprender-se de uma árvore. Estava no meio do passo, com as mãos guardadas nos bolsos da calça. O pensamento ia a galope. Foi um voo lento… o último. Recordei um poema de miss Emily e cheguei a pensar em correr para recolhê-la em minhas mãos, antes que tocasse oContinuar lendo “As estações das quais sou feita…”

A Casa de Alices

Na noite de ontem, participei de uma palestra para mulheres em um novo espaço. Foi um convite que não pude recusar. A Casa é para mulheres vítimas de maus tratos na periferia paulistana e algumas estão destruídas por dentro, outras apenas por fora, com marcas que desaparecerão em breve. Levei Alice comigo e uma ideiaContinuar lendo “A Casa de Alices”

Papel em branco

Primavera/08 Sai às ruas para visitar essa pequena parte de São Paulo que tenho para mim… Ver as ruas, sentir os aromas é tudo que precisava hoje. As ruas exibem aromas inéditos. Hoje eu senti cheiro de bolo de laranja. Não sei de qual casa vinha. Espiei uma a uma. São muitas, uma depois daContinuar lendo “Papel em branco”

O interesse do leitor

No último encontro do Clube de Escrita da Scenarium… uma pergunta feita por Isabel — uma das alunas — ficou comigo, viajando pelas linhas de meu corpo. Gosto imenso quando acontece. Meu pensamento navega por inúmeras direções ao longo de um dia. Enquanto costuro os muitos pedidos feitos nas últimas semanas, preparo textos e façoContinuar lendo “O interesse do leitor”

18 |  Deixa o coração se apaixonar pelas paisagens

Cara Roseli, Passei a noite com os olhos a piscar realidades… Vigiei a tela da televisão. De filme em filme… fui saltando para cá e para lá, sem me apegar a nada. Vez ou outra, o olhar se voltava para dentro e ficava por lá, a vigiar outros dias-semanas-meses, sem pousar em nada. Sabe aquelaContinuar lendo “18 |  Deixa o coração se apaixonar pelas paisagens”

Mais um ontem colecionável

Nove e vinte e sete. É noite. Janela aberta. Cama desfeita. Xícara de chá em mãos. É primavera, segundo o calendário. Mas a minha alma só sabe falar-me do inverno. Ouço o som do carrilhão ressoar do ontem e a pele reage, com um arrepio que percorre toda a extensão do meu corpo. Respiro fundo.Continuar lendo “Mais um ontem colecionável”

Loucas noites / Wild Nights

Fui a prateleira há pouco e busquei os livros de Emily… uma decisão tomada ao despertar: ler Emily Dickinson nessa manhã de inverno-domingo. Tenho alguns livros da poeta-mulher, que em seu tempo foi considerada inadequada-imprópria-fora-do-comum. Hoje, muito se fala de Emily e dos motivos que a fez reclusa… da paixão pela cunhada, que morava naContinuar lendo “Loucas noites / Wild Nights”