20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…

… “há uma nudez que assombra há outra que fulmina e há a que ilumina”. As elegias do Duíno   Abri o armário da cozinha para pegar uma xícara e o cheiro de canela tragou-me para dentro e lá fui eu pousar num desses ontens que coleciono. Quando menina, gostava de ir às compras comContinuar lendo “20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…”

15 | Pessoa e eu!

“Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar”. Foi o que disse Campos, em um de seus poemas que termina com a pergunta: “e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?”… …esse foi o primeiro poema de Campos que li em voz alta. Estava a andar pelasContinuar lendo “15 | Pessoa e eu!”

14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra. Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto.Continuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

13 | rituais da minha escrita…

Depois de ler um texto escrito por M., fiquei a pensar na minha escrita… no papel. Quando comecei a tomar notas — no templo da minha infância —, percebi que tinha certo apreço pela escrita fina, o que me levou a dispensar a famosa Bic Cristal e sua ponta em esfera, feita de carboneto deContinuar lendo “13 | rituais da minha escrita…”

10 | o meu mundo…

Acordei cedo e fui para a varanda observar a cidade sonolenta. Manhã de sexta-feira… e eu a repetir, feito um mantra: hoje é sexta… hoje é sexta… hoje é sexta — sem consequência alguma em minha mente-pele, que seguiu o curso do nåo-saber… coisa bastante comum nesse meu mapa de vivências irregulares. Enquanto aguardava peloContinuar lendo “10 | o meu mundo…”