A força do querer

logo a força do querer…ontem começou a nova novela das nove — da Rede Globo. E se tem uma coisa que me intriga nessas tramas… são os títulos que as orienta junto ao público.

Eu costumava pensar — antes de me inteirar sobre o processo — que deveria existir um ‘cérebro vivo’ contratado apenas para cumprir essa função: encontrar um título-tema  que resumisse — com qualquer coisa de perfeição — a idéia do autor.

Após pesquisar o assunto, percebi que a ‘novela’ de títulos para as tramas televisivas são as mesmas que os autores enfrentam na hora de ‘nomear’ seus benditos-frutos: os livros. Mas há uma sutil diferença, já que no caso das novelas, os autores é quem batem o martelo e os autores de livros, na grande maioria das vezes, são obrigados a se render a imposição dos editores-editoras.

Mas, assim como no mundo dos livros, todo o processo é bastante particular. Temos autores que deixam o título por último… depois de todo o enredo e personagens prontos. E no último segundo recorrem a profissionais — a maioria da área de marketing, verdadeiros especialistas — em garimpar o melhor dos títulos.

Foi o que fez Agnaldo Silva em ‘fina estampa’, que inicialmente iria se chamar ‘marido de aluguel‘ em referência a personagem principal da trama, vivido por Lilian Cabral…

E há autores que precisam do título como Norte… como Gilberto Braga, que se deparou com o título no momento mais improvável de sua vida: durante o enterro do músico-amigo Dorival Caymmi. A letra da música ‘só louco‘ lhe veio à mente… e ao cantarolar o verso — ‘ah, insensato coração/ por que me fizeste sofrer‘ — ele teve certeza — um ano e meio antes — que ‘insensato coração‘ seria um bom título para uma novela das nove.

Na nova trama das nove… o título — a força do querer — foi usado nas chamadas pela emissora — de maneira bastante didática — para fazer o público entender a proposta da autora e sua trama, que promete mover seus mil e um personagens a partir dessa força que nos faz levantar da cama e encarar essa tal realidade.

Não gosto do estilo-ritmo da autora Gloria Perez e também detesto essas tramas com personagens em excesso — marca registrada da noveleira. Mas é inegável que o mote-título me fez parar e pensar em meus movimentos de vida… porque se tem uma coisa que move os meus passos é justamente o meu querer… que já esbarrou no querer de outras pessoas.

Fui chamada de louca ao deixar de lado uma ‘carreira sólida’ para me enveredar por um mundo ‘estranho e desconhecido’ onde ninguém trabalha… apenas bebe café. Tudo que eu faço é visto por muitos como ‘um hobby’… que não resulta em ganhos ou conquistas.

Que seja… eu faço o que gosto e minha prioridade é a satisfação que sinto ao ver meus projetos concretizados. Nada é melhor que fazer o que se gosta e poder simplesmente mudar de direção junto com o vento…

 

Séries de televisão | Castle

Castle libro

Numa dessas noites de cansaço — causado pela realidade literária na qual habito e transito — e que me faz desejar esvaziar-se de tudo, como se tivesse um botão de desliga na mente-memória… fui para frente da TV na esperança de ocupar o meu olhar com imagens prontas e insólitas.

Queria assistir um filme — com uma história comum, um romance de uma hora e meia de duração com certeza de final feliz na última cena. Foi o que encontrei na programação do Canal AXN — desorientada por natureza.

Era noite de quarta e o filme estava programado para as 23 horas… ainda havia alguns muitos minutos a viver antes de o filme começar. Deitei na cama e enquanto aguardava… assisti ao seriado que estava no ar: Castle — do qual já tinha ouvido falar através de uma amiga, que na época, mantinha um blogue de séries.

Eu estava num período de transição… minhas séries favoritas tinham chegado ao fim… e nada atraia a minha atenção. Nem mesmo Castle, que trazia em sua anatomia, o personagem-escritor convidado a auxiliar na investigação de um crime… que aparentemente tem seus livros como fonte de inspiração. Era clichê demais para mim… já tinha visto esse mesmo argumento em outros cenários algumas dezenas vezes. Não me interessei…

Nas últimas cenas do episódio exibido naquela noite… fui conduzida ao último capítulo de um livro. Assisti a Detetive Beckett — antagonista da trama — levar um tiro no peito durante uma cerimônia de morte… e fim.

De posse do mistério deixado no ar… precisava saber o começo da trama. Ler o livro desde as primeiras linhas para entender os fios que conduziram toda a trama a esse estranho desfecho. Como na infância — diante de um livro novo — assisti a todos os episódios disponíveis da primeira, segunda e temporada… e aguardei — pacientemente — pela quarta temporada — completamente seduzida pelo enredo de uma trama que pincelava um bom drama policial com pitadas de bom humor.

A frente do seriado estava o personagem Richard Castle, interpretado por Nathan Fillion… um escritor atento aos detalhes. Logo no primeiro capítulo, ele nos apresenta sua musa, a detetive Beckett, numa descrição que apenas um bom escritor é capaz de traçar. O personagem nos surpreende com seu conhecimento de cenas de crime, suas curiosas relações com a realidade e também, com a paixão que faz o autor-inativo — em busca de motivação para a escrita nas primeiras cenas — despertar…

A primeira temporada é composta por 10 míseros e intensos episódios… mas é na segunda temporada — infelizmente composta por 22 episódios — que assistimos o início a trama diabólica que envolve a morte da mãe da Detetive e, o surgimento do melhor serial killer que a televisão foi capaz de produzir: o vilão 3XK — tão sagaz quanto o nosso escritor.

A detetive Beckett — interpretado por uma desconhecia Stana Katic — é uma excelente policial, mas tem uma frustração: não ter sido capaz de desvendar o assassinato de sua mãe. Leitora febril de Castle, ela encontra nos livros do escritor uma rota de fuga para seus tormentos. Uma espécie de sobrevida…

Com uma química perfeita entre os atores… somos seduzidos e levados a desvendar os mistérios da trama, que chega ao fim apenas na sexta temporada respectivamente… quando somos brindados com alguns excelentes episódios… mas a série já não tinha mais o mesmo fôlego  e seus personagens já não traziam mais a riqueza das primeiras temporadas.

Assisti Castle até o último episódio — da oitava temporada… esbravejei contra o desfecho de conto de fadas… e me irritei como a condução dada ao personagem principal que foi se liquefazendo a cada novo episódio. A trama perdeu o estilo, a agilidade. E Castle perdeu suas principais qualidades.

Mesmo assim… os episódios da série ainda me prendem diante da televisão, como nessa noite, em que o sequestro da filha de Castle — capítulo duplo da quinta temporada — foi ao ar na Rede Globo. Ainda vibro com o pai-escritor-homem Castle, que vai do desespero ao ato-extremo para trazer de volta sua ‘menininha’…

Castle é uma série sobre pessoas… e a maneira como sobrevivem a si mesmos. É o escritor-homem-investigador a sair de casa para conviver com sua musa-inspiradora em aventuras insanas… e voltar para os braços da filha — fruto de uma relação castleniana… e de sua mãe, uma mulher que fez o seu possível por ele…

Castle são somatórias de mundos comuns… nos quais vivemos e sobrevivemos e embora combine drama policial com comédia, seus melhores momentos estão nas relações humanas que retrata…

“Sou escritor. Boa noite… é entediante.
Até amanhã… é mais otimista.

Sou uma policial. Boa noite”.

Você é seu próprio autor…

Uma das coisas mais difíceis na vida de um escritor… é saber pontuar suas histórias, atribuindo ritmo a sua narrativa. Não é mesmo fácil e talvez seja uma das mais ingratas tarefas, sendo apenas superada pelo desafio da folha em branco… quando é preciso escolher a melhor das frases para lançar o leitor no abismo, colocando-o em queda permanente.

Uma história começa a existir — primeiro — dentro dessa caverna, que são os escritores. É tudo muito secreto, silencioso. A trama vai sendo — lentamente — urdida em malabarismos particulares. Nesse momento, o silêncio se acaba e começam os barulhos — alguns insuportáveis.

Mas até se sentar diante da tela para escrever, o escritor irá organizar milhares de pensamentos, traçar centenas de anotações e pesquisar milhares de informações.

E na hora em que finalmente os dedos se mostram prontos para dedilhar o teclado nessa construção insana, cada um tem seu próprio ritual — estranhos, esquisitos, surpreendentes e até mesmo inacreditáveis…

Mas o ato de se sentar para escrever, não significa que o autor alcançou seu objetivo maior. Geralmente, o primeiro escrito, é apenas uma promessa-que-não-se-cumpre. Alguns autores preferem abandonar o texto primeiro… optando por voltar a ele num tempo futuro, quando a maturidade de seus pensamentos, talvez, venha lhe permitir outro olhar.

Que uma história precisa ter começo, meio e fim, todos nós estamos cansados de saber, mas a estrutura literária vai muito além disso… é preciso pontuar os objetivos, determinar as pausas e arquitetar cuidadosamente esse roteiro onde absolutamente nada escape.

Eu tenho alguma preferência — confesso — por histórias divididas em capítulos… justamente por facilitar as interrupções da leitura em determinado momento. Como leio em coletivos, ao descer em determinado ponto, posso caminhar por todo o universo para o qual fui tragada. Alguns de meus livros favoritos, contudo, não dispunham desse artifício, e eu sempre me perguntei: “por que razão o infeliz do autor não dividiu a trama em capítulos?”

Mal sabia eu o quão difícil é organizar uma história em pequenas divisões precisas, desenvolvendo argumentos que sirvam como fios condutores para o leitor, sem que esse se sinta diante de uma rua sem saída. Cada capítulo, deve ser para o leitor, uma espécie de cruzamento, de onde se pode observar os caminhos sem saber para qual direção ir… mas avistar na figura de um transeunte qualquer, alguém a quem pedir orientações e ao indagá-lo, a única resposta possível para a pergunta feita pelo leitor — sabe onde fica a rua desse capítulo? — deve ser inevitavelmente: no capítulo seguinte.

O fim de um capítulo tem essa responsabilidade, afinal, se trata do caminho que conduzirá o leitor ao que ele tanto deseja: o final… da trama! Mas antes de chegar a esse ponto, ele tem que ser, cuidadosamente, conduzido… É mais ou menos como em um jogo de xadrez, antes de derrubar o rei, dizemos Xeque e todo o resto — sabemos — se orienta naturalmente…

* esse texto é parte integrante da Revista Plural Solombra, publicada pela Scenarium em formato artesanal e também digital…

E vivemos no tempo do amor inventado numa indústria de lábios

(…)

“esta carne frágil este dia vasto
esta vida feita no que é morte nela
este amor sujeito ao que é sempre efémero

este ódio ao mundo que é amor eterno”

António Carlos Cortez

— a cena entre Fernanda Montenegro e Natália Timberg —  na pele de suas respectivas personagens na novela das nove — me fez voltar no tempo e recordar uma cena antiga, que parece ter ficado guardada aqui dentro de mim, para esse momento.

Estava em um shopping de São Paulo, a esperar pelo meu menino quando um casal da intitulada “terceira idade” chamou a minha atenção. Ocupavam uma mesa pouco a frente da minha e estavam — por causa do horário — rodeados por uma multidão… alheios ao que era presença, trocavam carícias de mãos… uma linda cena que resultou em um beijo ameno-pequeno-perfeito, que levou sorriso aos meus lábios e emoção aos meus olhos.

Me embriaguei — confesso — com a perfeição da cena e também do momento! E a novela resgatou esse sentimento em mim. A sensação de que em tempos estranhos, o amor ainda é possível porque amar é doar-se ao outro sem restrições, é acontecer dentro do dia seguinte, é ser grato a quem nos acompanha, apesar da vida, às vezes, ser indigesta e intragável…

As pessoas, no entanto, me surpreenderam com a mesma pequenez.
Quando dei por mim, o lugar — praça de alimentação — estava Vazio. Para minha surpresa, as pessoas foram deixando o local uma  a uma… incomodadas com a cena que lhes causava incômodo-horror-nojo-desconforto, porque acontecia ao alcance de seus olhos — incrédulos — algo indevido-impróprio. Houve quem se manifestasse em voz alta, contrários ao carinho entre duas pessoas… olhei com algum espanto para aquelas reações estupidas, sem sentido.

O amor, pressupõe — sempre — duas pessoas… sem citar idade-sexo-tamanho-cor e outros elementos tantos. No entanto, estranhamente, acredita-se que o amor é coisa para os jovens, que vivem a primavera da vida. Aos mais velhos cabe apenas a solidão, o declínio, o fim. Nada de amor ou alegrias. É fim da linha. O temido ponto final…

E eu que via na cena, uma vida inteira de obstáculos superados… um longo caminho percorrido lado a lado — ali permaneci com o meu encantamento. Vi quando — de mãos dadas — foram embora, com seus passos encaixados uns nos outros… na lentidão que apenas a ‘velhice’ permite.

A vida a dois não é fácil… exige muito de nós. É um eterno aprendizado… um constante deixar-se para depois. E aquele casal — ultrapassados todos esses ingredientes nem sempre fáceis de digerir — ainda nutria carinho nos gestos e cuidado nas ações. Amavam-se depois de tudo. Estavam juntos e queriam o toque dos lábios, das mãos, da pele, da alma!

Lindo — sem dúvida — mas tão assustador para os outros… a distância entre as duas cenas — reais e inventadas — guardam aproximadamente dez anos de tempo e espaço… mas o meu espanto é exatamente o mesmo: como podemos reprovar o amor, preferindo o ódio? Porque o que eu vi depois de uma simples cena de novela — entre duas mulheres — foi apenas isso: uma demonstração evidente de que o amor foi amassado e jogado no lixo e o ódio foi estendido no varal para secar, passar, dobrar e guardar dentro de si…

O livro é seu — não meu…

Ao correr meus olhos por cima de uma revista especializada em literatura — uma das últimas no gênero mundial — me deparei com um excelente artigo, escrito por um Editor… à inglesa! Confesso que, desde que mergulhei no mundo literário, sempre me senti propensa mais ao estilo inglês e francês de escrita e edição que aos demais… gosto de pensar a literatura como sendo um diálogo para com o outro.

No cenário literário europeu prega-se a idéia de “editing“… o que significa que por lá, o editor é alguém que corrige, anota, sugere alterações, risca e rabisca sem receios e, às vezes, muda “todo” o conteúdo, dando nova forma e, sobretudo, melhorando as linhas que compõe o escrito. E não apenas, seleciona títulos e subtítulos para publicação, função específica de um publisher.

No artigo que chegou aos meus olhos, o Editor divide com o leitor… algumas de suas experiências com autores… e apresenta uma conclusão necessária, porém, muito difícil, a qual chegou depois de muito esforço: “o livro é seu, não meu“… mas em seguida, Ele diz em voz alta: “mas sem mim, não existe livro, porque exageros não vendem e escritores tendem a ir em frente, sem saber quando é o melhor momento de parar”.

Achei interessante a necessidade do Editor — e também autor do texto — de afirmar seu pranto, mas superá-lo como quem respira profundamente, tendo total conhecido de suas habilidades. Eu me lembrei — imediatamente — das inúmeras reclamações que eu já ouvi desde que escolhi alinhavar palavras com agulha e linha, exigindo sempre o melhor conteúdo de meus autores para publicar… recentemente uma autora — após enviar seus escritos —  me disse: “mexe, mas não mexe muito, porque eu tenho ciúmes das minhas coisas”… o que me fez ligar o alerta com relação ao material recebido. Respirei fundo e tracei minha estratégia a fim de fazê-la enxergar que o conteúdo precisava de cuidados. Sugeri mudanças, como se fosse uma vendedora dessas lojas de roupas: “olha, essa não ficou bem em você, quer tentar outro modelo?”.

Mas já houve susto-espanto-desconforto-e-outros-tantos-punhados-de-reações quanto as sugestões por mim apresentadas, porque o autor trabalha com sua idéia — sem ressalvas ou cuidados. Muitas vezes, trabalha a exaustão física… e quando entrega suas linhas a alguém, acredita ter feito o seu melhor… e na maioria das vezes, ele quer receber apenas afagos — elogios —  para amenizar o cansaço…

É um fato bastante complicado/delicado quando o Editor se apodera de um material para “lapidar“… muitos afirmam que editores são em sua maioria, escritores frustrados: “falta-lhe o dom da concepção —  dizem os mais revoltados.  São úteros vazios — afirmam com veemência os mais alterados — resta-lhes apenas a adoção do que é alheio”.

Eu comecei no universo paralelo da escrita muito jovem… a lembrança mais antiga que tenho comigo acerca de rabiscos inventivos, me leva de encontro aos meus sete anos. Eu era uma “inventora” de histórias. Sempre tinha algo a contar para entreter minhas páginas em branco… um velho caderno de capa vermelha, onde escrevia com algum prazer a minha trajetória de maneira mais aguda, escolhendo o que descartar e também o que melhorar. Riscar e rabiscar sempre foi um exercício bastante natural…

Aos quinze anos, eu já tinha inúmeros rascunhos de gaveta. Qual escritor não vivenciou essa fase em sua vida? Mas o universo da edição só passou a ter espaço em mim quando minhas notas mais secretas chegaram aos olhos de um professor que, sem nenhuma piedade, saiu atropelando as linhas expostas ao seu olhar.

…ele riscou com alguma vontade — munido de uma caneta-pincel-preta — diversas palavras enquanto repetia: “excesso-excesso-excesso”. Engoli seco, cerrei os punhos e tentei não estrangulá-lo. O remendo feito por ele foi meu primeiro aprendizado. Ler incansável vezes — em voz alta — para agradar o próprio ouvido foram o segundo e terceiro…

Percebi ao final daquele difícil exercício, que as técnicas são vazias e destrutivas para os escritores, mas para os Editores são absolutamente necessárias. E de um tempo para cá, venho percebendo que quando mais cru o escritor, mais simples a escrita se revela tornando muito mais agradável o tato… e mais próximo de um diálogo natural para com o leitor ela se mostra.

O fato é que raras são as vezes em que o material vem pronto para as mãos de um Editor… contudo, é preciso respeitar a voz que lhe chega em intermináveis frases. Um bom editor precisa saber calar a si mesmo, ter bom senso e, saber exprimir o melhor do material literário que tem em mãos e, que pertence totalmente ao seu autor que, receberá todos os louros das linhas escritas, restando ao editor, o anonimato… as sombras! O seu nome escrito, sem destaque, em algum canto do livro…

Um editor precisa, sobretudo, ser uma pessoa totalmente descontente. Precisa estar disposto a exigências fazer… e lembrar que seu nome estará preso a de seu autor e, se ele fracassar, não o fará sozinho. O Editor não prova do sucesso, mas, infelizmente… saboreia todo o fracasso e vai para o limbo com o seu autor, afinal, você o disse pronto para encarar o universo editorial e o entregou aos leões — os leitores…

E para encerrar, acredito que, fundamentalmente, um Editor precisa ser possuidor de imensa compreensão, afinal, os excessos na escrita são como tempestades de verão e, os autores, quando escrevem, enxergam apenas a realidade de suas palavras… onde tudo é infinitamente azul.

Tirar uma vírgula, acrescentar uma palavra, sugerir cortes… pode fazer do Editor um vilão para o autor e nem sempre ele será compreensivo e conseguirá entender que, para ser um diamante, uma pedra bruta precisa ser lapidada.