Adeus, Fellini!

Numa bela noite de junho de 2017 — com direito a lua cheia no céu — nos encontramos no Café Feliini para celebrar o lançamento do primeiro Coletivo Scenarium — que reuniu 09 poetas e seus poderosos versos em páginas alinhavadas por mim… entregue em mãos, embrulhados com papel de pão e fechados com aContinuar lendo “Adeus, Fellini!”

27 | aumenta o som…

‘Where there is desire, there is gonna be a flameWhere there is a flame, someone’s bound to get burnedBut just because it burns, doesn’t mean you’re gonna dieYou gotta get up and try, and try, and tryGotta get up and try, and try, and tryYou gotta get up and try, and try, and try’ ComContinuar lendo “27 | aumenta o som…”

22 | uma amizade feita em pequenos goles

O mês era agosto e eu andava com o passo solto. Atravessava ruas, dobrava esquinas, entrava e sai de lugares vários, sem compromisso… e ocupava a mesa ao lado da porta, de onde espiava os movimentos do lugar, enquanto brincava de encadear palavras umas às outras.Estava decidida a escrever meu primeiro romance… passava as tardesContinuar lendo “22 | uma amizade feita em pequenos goles”

Cenas Urbanas…

Seguia olhando para o chão, colhendo folhas — hábito antigo que preservo. A cada passo dado, eu meditava alguns dos meus versos favoritos de Cecília Meireles — tenho fases como a lua, fases que vão e que vem num secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para o meu uso. E ao levantar dos olhos,Continuar lendo “Cenas Urbanas…”

As notícias de Paris…

Os pardais de Paris estão em vias de desaparecer e os principais motivos são os de sempre — as velhas notícias do mundo moderno: a poluição da gasolina sem chumbo que mata os insetos que é a sua forma de alimentação e a arquitetura contemporânea que elimina qualquer possibilidade de esconderijo. E se do outroContinuar lendo “As notícias de Paris…”

Coisas de Paris

Sai para caminhar e compreender os caminhos de minha personagem e depois de muitos giros pelas ruas de Paris, meu destino final foi a Galeria Nacional do Jeu de Paume, onde me deparei com uma cena peculiar que entreteu o meu olhar. Uma senhora e um menino — avó e neto — observavam uma telaContinuar lendo “Coisas de Paris”

Carta ao Leitor

A você que não me lê, Se por acaso atracar nesse porto que sou, saiba que mandei erguer um farol para avisar aos navegantes do perigo que correm ao se aproximar dessa ilha. Não se deixe enganar, é o que sou, na condição de leitora da madame Woolf, assumo o melhor dos lugares no meuContinuar lendo “Carta ao Leitor”