O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!

(…) e deixamos de confiar no poema, no poeta ,na metáforae em todas as mentiras neste equinócio,com pronúncia de outono e voz de setembro esquecido [de repente parece que o mundo murchoupara os que amam por acaso nestes dias lentos]. Um poema, de Jorge Pimentapara a estação de setembro Setembro acabou… esse mês, que traz emContinuar lendo “O fim só é uma palavra para quem nunca morreu ao menos uma vez em vida!”

planeta mutante-mutável

Ao ler o Cachorro magro… achei interessante a idéia de revisitar alguns textos antigos — raramente faço isso porque acabo alterando coisas aqui e ali… trocando uma palavra por outra. São textos literários — rascunhos ou ensaios — que podem e devem ser melhorados na leitura seguinte… Mas eu resolvi — antes de começar osContinuar lendo “planeta mutante-mutável”

* outras metamorfoses da memória

Lendo-te ontem… recordei a nossa conversa durante a chuva. Fazia sol no teus quintais e você falou do varal e da roupa por lavar. Depois eu li o texto… e vi a sua foto no instagram. Lembrei-me imediatamente de um personagem da minha infância… Uma criatura com quem aprendi tanto. Foi com ela que euContinuar lendo “* outras metamorfoses da memória”

À primavera, em mãos

Cara Primavera, você chegou no meio da tarde, não sei dizer o horário. Não reparei… ocupada que estava com os processos de vida-arte-mundo. Tudo anda tão estranho-esquisito, fora de lugar — às avessas. As estações-outras passaram por aqui, sem força-peso. Sei quando chove porque esfria e quando faz sol porque as horas se amontoam pelosContinuar lendo “À primavera, em mãos”

minhas não-colecões

Não sou o tipo de pessoa que acumula coisas e mesmo consciente disso… tentei colecionar algumas coisas durante algumas fases da vida. A minha primeira tentativa… foi com selos. Acumulei uma dúzia deles — de todas as partes do mundo. Mas ao visitar um colecionador de selos da cidade, fui apresentada a sua “sala deContinuar lendo “minhas não-colecões”

quase primavera

Há uma antiga lenda na Escócia afirmava que os jovens que lavassem o rosto no orvalho, antes do nascer do Sol no primeiro dia de primavera, tinham os seus desejos realizados. Especialmente se tais desejos estivessem relacionados ao amor… Eu adoro lendas… elas se parecem com aqueles cubos de açúcar comprados nos mercados europeus. DeContinuar lendo “quase primavera”

Verbo do dia: envelhecer…

Gosto de envelhecer… sempre gostei. Lembro-me que na infância, em uma das aulas, uma professora perguntou à turma: qual é o seu maior medo? As respostas eram coisas pequenas, do tamanho das criaturinhas que lá estavam. Eu tinha medo de não-envelhecer. A professora espantou-se comigo (para variar). Eu conhecia poucas pessoas velhas. A professora nãoContinuar lendo “Verbo do dia: envelhecer…”

11 de setembro

E lá se vão vinte anos… e todo mundo parece saber o que fazia no momento do impacto dos aviões com as torres gêmeas. Ao contrário da turba… levei muito tempo para encontrar o meu lugar “nessa história”. Não sou o tipo de pessoa que coleciona tragédias, mesmo tendo vivido-encenado algumas e saber exatamente quantasContinuar lendo “11 de setembro”

TBC | Teatro brasileiro de comédias

Eu não me lembro o que motivou o meu caminhar pela região central da cidade. Sei que me desorientei dos passos — coisa bastante comum –, e quando dei por mim, passava por baixo da monstruosa estrutura de concreto que liga a zona oeste da cidade à leste. Estava há poucos do antigo prédio doContinuar lendo “TBC | Teatro brasileiro de comédias”

 Café com Borges… na Livraria da Vila!

  …um dos meus lugares favoritos no bairro é a Livraria da Vila, na Avenida Moema que é  um desses ambientes que São Paulo disponibiliza por toda a parte. O diferencial da livraria é que ela foge do estilo bookstore, modelo importado dos Estados Unidos — o que significa que tem prazo de validade eContinuar lendo ” Café com Borges… na Livraria da Vila!”