26 | Bom dia para você também…

Depois de uma noite tumultuada, desisti do travesseiro e fui andar pelos cômodos da casa e acabei na cozinha. Mas, se eu fosse adepta ao cigarro, daria pesadas tragadas na varanda e deixaria no rastro um ar de nostalgia.O que me tirou o sono? Um personagem que chegou e ficou. Dialogamos boa parte da noite,Continuar lendo “26 | Bom dia para você também…”

23 | no tempo em que éramos felizes…

 | para ler com trilha sonora, clique aqui  | Aconteceu junho e ao ler-te, eu me lembrei de outros tempos quando o mês de junho era isso — um tempo muito bom… perfeito e as manhãs tinham uma luz natural intensa. Eu gostava imenso de espiar os raios dourados de sol através do vidro porqueContinuar lendo “23 | no tempo em que éramos felizes…”

22 | O ano que não passou…

Acordei pela manhã com uma sensação de outono na pele e também na alma — mas a moça do tempo disse que o Inverno chegou no sábado, pontualmente às 18h44… horário local. Como se pontualidade fosse coisa-comum por aqui.E para contrariar a moça… o sol emergiu forte logo nas primeiras horas, estampou um dia naContinuar lendo “22 | O ano que não passou…”

12 | Lugar-de-fala

Quando criança — segundo as minhas lendas pessoais e eu tenho algumas —, eu demorei a falar. O que foi motivo de preocupação dos parentes-amigos-vizinhos, que recomendaram a ajuda profissional. Não era natural uma menina com quase três anos… não pronunciar palavras. E as possibilidades foram rapidamente enumeradas: de surdez a algum defeito nas cordasContinuar lendo “12 | Lugar-de-fala”

Ontem foi dia das mães…

Ao me sentar para escrever a respeito da data — dia das mães — na tarde de ontem… uma pergunta gritou dentro… por que as pessoas acham que as mães tem por obrigação amar os filhos? — sempre me pareceu incoerente atrelar um sentimento a qualquer coisa de obrigação. A maioria justifica que é assimContinuar lendo “Ontem foi dia das mães…”

* Let’s take a ride and run with the dogs tonight

Depois de zanzar pelos espaços-cômodos do lugar, fui até a prateleira e após excepcionar os livros… optei pelas crônicas de Hilda. Escolhi a cama para me sentar, com as costas contra a parede e um travesseiro entre nós. Enfiei as pernas debaixo da coberta e virei as páginas sem preocupação alguma — como se fosseContinuar lendo “* Let’s take a ride and run with the dogs tonight”

27  | às segundas…

Acordei cedo — coisa pouco comum para essa figura-humana-noturna que sou. Espreguicei os músculos e nervos. Alonguei braços-pernas-ponta-de-dedos-pescoço… esticando todos os ossos do corpo — como faz a menina de quatro patas da casa.Respirei fundo — como um monge — uma saudade-peculiar que despertou comigo. Talvez um resquício de sonho que ficou em algum cantoContinuar lendo “27  | às segundas…”

13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*

Eu sempre tive paixão por bússolas! Ganhei uma quando tinha seis anos — um pouco mais ou menos. Sempre fui péssima com essa coisa de idade. Me perco em somas improváveis… começo a contar e daqui a pouco, uma folha se desprende da árvore, um pássaro cruza o ar em movimentos magníficos de asas, umContinuar lendo “13 | No êxtase de um entardecer que não será uma noite*”

13 | Pessoas são personagens

Sai para andar a cidade e me equilibrar entre passos… rotina que se repete desde que a escrita passou a ser movimento dentro dos meus dias, em pares. Acabei no mesmo lugar de sempre — entre esquinas — a degustar do meu tradicional latte.Estava no segundo gole, quando os personagens do dia chegaram — três escritoresContinuar lendo “13 | Pessoas são personagens”

06 | se eu tenho medo de pássaros?

Assim que aterrissei na pergunta feita com todas vogais-consoantes-e-a-interrogação — uma flecha em pleno vôo, com alvo certo —  ‘por acaso, você tem medo de pássaros?” — voei para longe e alcancei os meus céus de ontem. Acabei por pousar na minha infância, esse lugar particular, que guardo para dias de sol quente porque a minha infância foiContinuar lendo “06 | se eu tenho medo de pássaros?”