* Através de um continente imaginário

* verso de Laura Riding Cara Laura, Reler é uma das minhas formas de eclipse… É um verbo-ritual que pratico com certa frequência e eu nunca sei qual livro voltará para as minhas mãos. Na maioria das vezes acontece ao descê-los das prateleiras para tirar o pó. Afundo o olhar-corpo-alma-memória em algum exemplar que saltaContinuar lendo “* Através de um continente imaginário”

Somos o círculo das mulheres-loucas que se sentam no salão do hospício 

Cara Llansol, Como fez calor neste dia. Tudo — das paredes ao asfalto — ardia num insuportável dourado… de queimar a retina e incomodar músculos e nervos desacostumados ao calor dos trópicos. Os termômetros das ruas anunciavam os seus quase trinta graus e eu me senti no próprio deserto… a marchar sem sombra, a perder asContinuar lendo “Somos o círculo das mulheres-loucas que se sentam no salão do hospício “

Nesse primeiro de julho, escrevo-te…

Cara Mariana, passei o dia conversando com os dias de julho, como se fosse uma coisa futura, para daqui a pouco ou depois de amanhã. Nem mesmo olhei para o calendário, apenas fui lendo linhas inteiras e preparando a jornada dos dias que virão.  No meio da tarde, repeti sem muita convicção: hoje é sextaContinuar lendo “Nesse primeiro de julho, escrevo-te…”

15 | o agosto seguinte… ao seu!

Eu escrevo nesse agosto… o seguinte ao seu. Dois mil e dezenove, escrito por extenso porque é assim que preferimos… E eu ainda não aprendi a gostar de números na forma-matemática de equações e cálculos insuportáveis. Algo que dificilmente acontecerá nessa vida, que dá continuidade a sua. Por extenso parece que perdem a forma-idéia-formato (deformam)Continuar lendo “15 | o agosto seguinte… ao seu!”

Não perdi o hábito de escrever missivas

Meu caro …no final desta manhã dourada de agosto, escrevo-te — repetindo o velho ritual da minha infância. Mesa da cozinha, xícara de chá… e o olhar lambuzado pela paisagem de tantos “ontens”. Lamentavelmente, meu caro… não me lembro da primeira missiva que escrevi. Vasculhei os dias, os lugares… todo e qualquer fragmento de realidade,Continuar lendo “Não perdi o hábito de escrever missivas”