Manhã de sábado azul

Fotografia: Mariana Gouveia Escolhi para esse texto primeiro/página primeira… a palavra “amanhecer”, porque não gosto de inícios-começos-primeiras-linhas. Sempre tive dificuldades em lidar com esse outro verbo: iniciar…Dar o primeiro passo nunca foi para mim.Eu sou do tipo que junta os pés e salta… Mas, foi lá na infância que tudo se tornou demasiadamente complicado. O primeiroContinuar lendo “Manhã de sábado azul”

* Don´t stop´til you get enough

Eu ainda me lembro da primeira vez em que me sentei diante de uma televisão ligada. Estava na casa do mio nonno que gostava de se distrair com a programação no começo da noite. Não me interessei pelo programa de auditório com personagens mambembes. Provavelmente devido a falta de hábito de ficar imóvel-quieta — comoContinuar lendo “* Don´t stop´til you get enough”

É uma rosa rubra a autora dessas linhas

A primeira vez em que tive contato com o branco… foi em sala de aula. Eu era a menina do canto-quieta. A que não se misturava com a turba e não tirava os olhos das páginas do caderno-novo — apreciando com intensa paixão o silêncio de uma página surda-muda-quieta… em branco. Eu queria — desesperadamenteContinuar lendo “É uma rosa rubra a autora dessas linhas”

Último capítulo desse ano-maluco

Noite de dezembro… a primeira — estranhamente agradável depois de um dia quente e tempestuoso. O trabalho ficou para depois, como tantas coisas outras, nesse ano que começou com promessas. Eu não pulei ondas, tampouco fiz pedidos à meia-noite. Não sou do tipo que se veste de branco… mas, eu escrevi uma missiva para oContinuar lendo “Último capítulo desse ano-maluco”

Politicamente (?) correto…

Está tudo muito chato hoje em dia — é uma das frases que mais se repete — de boca em boca — nesse nosso contemporâneo monótono. Virou uma espécie de Norte para os incomodados com o tal do politicamente correto — termo que gera polêmica até na hora de definir a sua origem.Pesquisando, descobri queContinuar lendo “Politicamente (?) correto…”

Amanheceu outubro (de novo)

Setembro foi embora como chegou… trinta dias riscados num calendário-torto. E eu nem sei o que fiz. Não fiquei parada feito os ponteiros do carrilhão da minha infância… que silenciou o pulsar em um outubro-outro. Mas, eu sigo com a sensação de imobilidade no corpo-alma…Talvez porque Outubro — que é o décimo mês no calendárioContinuar lendo “Amanheceu outubro (de novo)”

26 | Bom dia para você também…

Depois de uma noite tumultuada, desisti do travesseiro e fui andar pelos cômodos da casa e acabei na cozinha. Mas, se eu fosse adepta ao cigarro, daria pesadas tragadas na varanda e deixaria no rastro um ar de nostalgia.O que me tirou o sono? Um personagem que chegou e ficou. Dialogamos boa parte da noite,Continuar lendo “26 | Bom dia para você também…”

23 | no tempo em que éramos felizes…

 | para ler com trilha sonora, clique aqui  | Aconteceu junho e ao ler-te, eu me lembrei de outros tempos quando o mês de junho era isso — um tempo muito bom… perfeito e as manhãs tinham uma luz natural intensa. Eu gostava imenso de espiar os raios dourados de sol através do vidro porqueContinuar lendo “23 | no tempo em que éramos felizes…”

22 | O ano que não passou…

Acordei pela manhã com uma sensação de outono na pele e também na alma — mas a moça do tempo disse que o Inverno chegou no sábado, pontualmente às 18h44… horário local. Como se pontualidade fosse coisa-comum por aqui.E para contrariar a moça… o sol emergiu forte logo nas primeiras horas, estampou um dia naContinuar lendo “22 | O ano que não passou…”