Sábado, fim de tarde…

Começamos a empacotar as coisas para levar de um apartamento ao outro, numa manhã de segunda-feira. Aconteceu poucos dias antes do mundo entrar em colapso. Tínhamos lido as notícias do mundo, mas era tudo tão distante. Não nos preocupamos. Estávamos ocupados com os nossos planos-futuros. Tanto por fazer. Os dias contados. Tudo era véspera naquelesContinuar lendo “Sábado, fim de tarde…”

Tarde quente de sábado

O dia se manteve desguarnecido com seus tons amenos se precipitando por toda a paisagem. As cores são mais quentes em dias frios. Nos dias quentes tudo arde e fica difícil admirar a paisagem que se transforma em qualquer coisa agressiva… Dei por meus passos pelas calçadas… e ao lado, a intranquilidade de certos humanosContinuar lendo “Tarde quente de sábado”

certas pessoas não morrem, se eternizam em nossos gestos…

Eu tenho um pequeno velho baú… presente de meu menino que o confeccionou para celebrar as minhas três décadas de existência. Os baús — acredito eu — por excelência, têm por obrigação serem velhos… só assim podem guardar ‘coisas esquecidas’. A primeira vez que vi o interior de um baú, eu tinha pouca idade… aconteciaContinuar lendo “certas pessoas não morrem, se eternizam em nossos gestos…”

Noite de sábado… pouco antes da meia-noite…

E a noite é essa sombra intensa junto aos meus olhos. Todos dormem aqui em casa e lá fora há poucos movimentos. Comecei a pensar nessas páginas como uma publicação. Confesso sentir alguma estranheza quanto a isso… não é algo que eu pense com frequência, muito pelo contrário — é algo que passou por mimContinuar lendo “Noite de sábado… pouco antes da meia-noite…”

Em meu princípio está o meu fim

Na infância… o tempo não existe. Talvez por isso, as pessoas, em geral, sintam tanta falta daquela fase menor. O tempo não é ontem, hoje, amanhã… muito menos agora — o mais inexistente dos modelos. É coisa dos adultos, que anunciam a hora de acordar, almoçar, ir para a escola, brincar e dormir.Existe tempo paraContinuar lendo “Em meu princípio está o meu fim”

Manhã de sábado… a caminho da tarde

Fevereiro/01 (2020) Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina a bordo de seus sete ou oito anos… talvez mais — talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpoContinuar lendo “Manhã de sábado… a caminho da tarde”

Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!

Janeiro/25 Metrô cheio… e eu em pé, no canto oposto a tudo e todos… a me equilibrar ao som de Elis cantarolava — “uma gente que ri quando deve chorar e não vivi, apenas aguenta” e as páginas do pequeno livro de Patti Smith e seu mapa particular de vivências literárias… entre vinte e setentaContinuar lendo “Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!”

Manhã de sábado com promessas de tempestades

Janeiro/18 (2020) Gostaria de ter a capacidade de registrar os sentimentos atuaisenquanto ainda sou pequena, pois quando eu crescersaberei como escrever, mas terei esquecido como erase sentir pequena.  — sylvia plath — Sei com toda certeza que o tempo inexiste… que é apenas uma invenção humana, assim como tantas outras. Poderia fazer uma lista doContinuar lendo “Manhã de sábado com promessas de tempestades”

Manhã de sábado nublada

Janeiro/11 (2020) Começarei morrendo pelo coração.Gostarei sempre dele, como se gosta do que está extinto,sejam os dragões, os anjos ou as distâncias. Histórias decoisas que não voltam. O meu coração sem visitas perderáa memória e, quando nos separarmos de vez, certamenteserá mais feliz. Se me perguntarem, direi que nasci sem ele.Jurarei e mentirei sempre. —Continuar lendo “Manhã de sábado nublada”

Manhã de sábado azul

Fotografia: Mariana Gouveia Escolhi para esse texto primeiro/página primeira… a palavra “amanhecer”, porque não gosto de inícios-começos-primeiras-linhas. Sempre tive dificuldades em lidar com esse outro verbo: iniciar…Dar o primeiro passo nunca foi para mim.Eu sou do tipo que junta os pés e salta… Mas, foi lá na infância que tudo se tornou demasiadamente complicado. O primeiroContinuar lendo “Manhã de sábado azul”