10 | os discos da minha infância…

Quando menina eu gostava de espiar as capas dos discos do mio babo… para tentar adivinhar qual deles seria o escolhido para girar na vitrola, na próxima noite de sábado. Era um dos nossos rituais. Ele definia o cardápio… eu e C., saiamos para buscar os ingredientes e à noite… ele escolhia a trilha sonoraContinuar lendo “10 | os discos da minha infância…”

03 | Aquele ontem amanheceu de novo…

“É porque existe o desejo, o olfacto, es o medo, e os vivos apaixonam-sepor outros vivos, e lembram-se, por vezes, do enorme número de mortos;e dentro destes há alguns que os fazem desligar a luz e o trabalho,e o quotidiano aí já não basta, porque o coração tem em certos diasum orçamento incomportável”. Gonçalo M.Continuar lendo “03 | Aquele ontem amanheceu de novo…”

A viagem que se repete dentro…

“Às vezes tudo é tão estranhoque não basta continuar a andar”.Alfonso Barrocal Julho chegou com fortes rajadas de vento e incalculáveis estragos abaixo da linha do Equador. O ano está disposto a não nos dar folga e eu sinto falta dos dias de julho que trago na memória. Tempo de pausa — uma espécie deContinuar lendo “A viagem que se repete dentro…”

O primeiro romance…

Na primeira vez em que me sentei diante da tela — depois de dizer em voz alta vou escrever um romance — abri o Word e fiquei a observar o branco da página. Alguém havia me dito que era o pesadelo da maioria dos escritores. Mas eu achei agradável. Havia qualquer coisa de paz eContinuar lendo “O primeiro romance…”

marco: zero!

Nesse ano faz dez… uma soma inteira. Uma década cheia. Eu tinha as minhas decisões de cabeceiras. O tipo de coisa que eu dialogava apenas com o travesseiro e no silêncio aquecido do quarto. Eram coisas que não-são. Eu tenho uma relação bem grande com coisas que não-são… porque não é preciso movimento. Apenas observá-lasContinuar lendo “marco: zero!”

O túnel que me esconde

A pior fase da minha infância teve início aos sete anos, quando fui levada pela segunda vez ao Colégio, perto de casa. Na primeira vez não havia dado certo… a idade pouca foi o impedimento. Não interessava que eu já soubesse ler e escrever frases inteiras. Eu era muito nova e não estava pronta para meContinuar lendo “O túnel que me esconde”

É pau, é pedra… é o fim do caminho!

Eu sou toda rituais e por ser assim, desde a infância… é que não dou a mínima para o que diz o calendário e seu estranho combinado de dias inteiros, ou pela metade… com semanas que mal começam e terminam.Certa vez, o mio babo me disse que as datas foram inventadas caprichosamente para nos comprometerContinuar lendo “É pau, é pedra… é o fim do caminho!”

28 | quarto capítulo do meu Scenarium

Ao final do primeiro ano da Scenarium, eu não tinha certezas. Tinha inventado meia dúzia de projetos de livro — exemplos de poesias e contos. Vinte disso, cinquenta daquilo. Capas e miolos iguais — tudo feito no Word, em caráter experimental.Tinha investido uma pequena soma para viabilizar o projeto. Desde o começo eu não queriaContinuar lendo “28 | quarto capítulo do meu Scenarium”

O melhor dos prazeres: combinar ingredientes

“Esta é uma arte que aprecio. Existe uma espécie de feitiçaria em toda culinária (…). E é parcialmente a transitoriedade disso que me delicia; tanta preparação carinhosa, tanta arte e experiência colocada num prazer que pode durar apenas um momento, e que só uns poucos apreciarão plenamente.” Joanne Harris in Chocolate Eu cresci, no sentidoContinuar lendo “O melhor dos prazeres: combinar ingredientes”