O primeiro romance…

Na primeira vez em que me sentei diante da tela — depois de dizer em voz alta vou escrever um romance — abri o Word e fiquei a observar o branco da página. Alguém havia me dito que era o pesadelo da maioria dos escritores. Mas eu achei agradável. Havia qualquer coisa de paz eContinuar lendo “O primeiro romance…”

marco: zero!

Nesse ano faz dez… uma soma inteira. Uma década cheia. Eu tinha as minhas decisões de cabeceiras. O tipo de coisa que eu dialogava apenas com o travesseiro e no silêncio aquecido do quarto. Eram coisas que não-são. Eu tenho uma relação bem grande com coisas que não-são… porque não é preciso movimento. Apenas observá-lasContinuar lendo “marco: zero!”

O túnel que me esconde

A pior fase da minha infância teve início aos sete anos, quando fui levada pela segunda vez ao Colégio, perto de casa. Na primeira vez não havia dado certo… a idade pouca foi o impedimento. Não interessava que eu já soubesse ler e escrever frases inteiras. Eu era muito nova e não estava pronta para meContinuar lendo “O túnel que me esconde”

É pau, é pedra… é o fim do caminho!

Eu sou toda rituais e por ser assim, desde a infância… é que não dou a mínima para o que diz o calendário e seu estranho combinado de dias inteiros, ou pela metade… com semanas que mal começam e terminam. Certa vez, o mio babo me disse que as datas foram inventadas caprichosamente para nosContinuar lendo “É pau, é pedra… é o fim do caminho!”

17 |  Sou um naufrago da tua lembrança…

A distância dos teus olhos não a sei abreviar, o latido dos teus sonhos não me deixa adormecer José Miguel Silva …a juventude chegou até mim como se fosse um interruptor, que alguém toca sem cuidado, e pronto: uma lâmpada se acende no meio do cômodo que sou. Eu existia de maneira contida, indiferente aoContinuar lendo “17 |  Sou um naufrago da tua lembrança…”