As muitas versões de Mr. Darcy…

Na semana passada… fez vinte e cinco anos que o ator Colin Firth saiu do lago na pele do personagem Mr. Darcy, na minissérie Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice) com suas roupas e a camisa branca toda molhada… deparando-se com uma espantada Elizabeth Bennet, interpretada por Jennifer Ehle — se transformando numa das cenasContinuar lendo “As muitas versões de Mr. Darcy…”

Ariel

olmoSilva Plath Conheço o fundo, ela diz. Conheço com minha própria raiz:Você temia isso.Eu não: já estive lá. É o mar que você ouve em mim.As suas insatisfações?Ou a voz do nada, era essa sua loucura? O amor é uma sombra.Como você mente e chora por ele.Ouça: esses são seus cascos: se foram, como umContinuar lendo “Ariel”

Outras maneiras de usar a boca

As melhores paisagens de São Paulo, envolvem livros. A Martins Fontes, na Paulista, instalada a poucos passos da Brigadeiro Luis Antônio. A Livraria da Vila, com suas várias unidades na cidade… todas simpáticas, sendo a de Moema a melhor — sem dúvida. Cenários para se ver com calma. Limpar o pé ao chegar e seContinuar lendo “Outras maneiras de usar a boca”

[todos os poemas]

PedreiraPaul Auster Não mais que seu canto. Como seo canto e sónos tivesse trazido até aqui. Estivemos aqui, e nunca estivemos aqui. Estivemos a caminho de onde começamos,e estivemos perdidos. Não há fronteirasna luz. E a terranão nos deixa palavrapor cantar. Pois o desmoronamento da terrasob os pés já é música, e andar entre essasContinuar lendo “[todos os poemas]”

Four Quartets (1943)

Burnt NortonT.S.Eliot V As palavras se movem, a música se moveApenas no tempo; mas somente o que vivePode morrer. As palavras, faladas, se calamFazem silêncio. Apenas pelo modelo, a forma,As palavras ou a música podem alcançarO repouso, como um vaso chinês que ainda se movePerpetuamente em seu repouso.Não como o repouso do violino, enquanto aContinuar lendo “Four Quartets (1943)”

23 | os meus melhores ingredientes

Percebi ao me sentar para escrever esse texto que a pessoa que cozinha e a leitora que eu sou… tem as mesmas manias. Gosto imenso de abrir o armário e espiar a ordem das coisas para só então, selecionar os ingredientes de acordo com o cardápio do dia. Uso o mesmo trigo, a mesma marcaContinuar lendo “23 | os meus melhores ingredientes”

22 | os meus livros não-lidos (ainda)

Passei um par de horas a espiar minhas caixas de livros… suas sequências ainda organizadas de poesias, romances, novelas, crônicas, contos e ensaios. Gosto dos livros que ali permanecem, em estado de espera. Um livro sempre me leva a outro e a outro e a outro e mais outro — aos poucos vão abandonando aContinuar lendo “22 | os meus livros não-lidos (ainda)”

21 | A mesa do canto do café Ino

Sempre passava por Linha M na livraria — em destaque em uma ilha, bem na entrada da Livraria… eu o observava de longe. Não me aproximava para reparar os detalhes da capa e perceber um click de Robert Mapplethorpe ou reconhecer a lenda viva do punk Patti Smith, com seus potentes versos people have theContinuar lendo “21 | A mesa do canto do café Ino”

20 | Malditos Paulistas

Fui até a prateleira e ali fiquei — imóvel — a observar os livros e seus cenários tantos. Se tem uma coisa que eu percebi através da leitura desde que passei a devorar livros… é que as cidades narradas por autores — inexistem. Cada escritor tem a sua própria cidade… inventada-reinventada, sempre a partir doContinuar lendo “20 | Malditos Paulistas”

19 | uma página é sempre uma janela aberta

Fiquei a observar as janelas dos prédios ao longo da Avenida… nesse fim de tarde sem sol. As luzes começaram a se acender… uma a uma, como de costume. E eu fui contando-as, como se fossem livros na prateleira — observando os títulos-autores-orelhas. E comecei a pensar nelas como habitat natural de tantos personagens não-escritos.RepareiContinuar lendo “19 | uma página é sempre uma janela aberta”