Da cinza as Asas

Chove em mim.Deixo escorrer por todos os ladosgotas agridoces que imitam lágrimase correntezas do sem fim. Chove, e eu não posso salvarminhas fases esquecidas em mim.Não consigo soltar as palavrasque ficam alagadas dentrodos meus guarda-chuvas. Nem eu mesma posso ser salvadesses respingos que perfuramtodas as minhas artérias. Suzana Martins, in:Nascer pela segunda vez As horasContinuar lendo “Da cinza as Asas”

No cais outra vez

Escrevi muitas histórias para te contar…Depois, desfiz de cada umaDividi tudo em cartas que você nunca irá lerSão 70 páginas onde a lua avisa …que a vida — é feita de fases! Mariana Gouveia in;Sete Luas Hoje é segunda-feira… dia de começar a ler “novos” livros e de sair para pequenas caminhadas, com as mãosContinuar lendo “No cais outra vez”

O poeta portenho Borges

Fui buscar um livro na prateleira nesta manhã em que tudo saiu de controle — as horas principalmente — e tão distraída que estava com o gole de café, um punhado de lembranças e algumas decisões de vida (para ontem, como de costume) que, ao puxar um livro qualquer, uma cena-antiga se repetiu: pela terceiraContinuar lendo “O poeta portenho Borges”

retirante

chegando?indo para onde?longequando volta?nunca e por que parte?saudadede mim?de mim. Adriana Aneli, in; Tempestade Urbana As horas avançam! É segunda-feira… e o meu olhar varre a paisagem em busca de qualquer coisa de euforia. Gosto imenso quando o dourado resvala nas faces envergonhadas dos prédios esparramados ao longo da Alameda encenando o fim. Mais uma tarde queContinuar lendo “retirante”

Excerto da semana | Reticências…

— São Paulo, 27 de junho de 2010. —  Amanheci com a pele anestesiada com a idéia de voltar a ter um diário. Despertar pela manhã, água fria no rosto, pés enfiados em meias e os cômodos ultrapassados um a um — uma espécie de ritual ao qual se submeter. Chaleira no fogo. Olhar sem direção, pautadoContinuar lendo “Excerto da semana | Reticências…”

O ano do gato

Desnecessário dizer que tenho preferência por cães… e considero que gatos são bichos elegantes, (in)dependentes e aborrecidos. Minha opinião… Ponto final. Gosto deles… nas janelas dos prédios vizinhos ou por cima dos muros das casas vizinhas… a viver nas almofadas alheias. As minhas, pertencem a Jane dog. Fim… Mas eu conheço a história de muitosContinuar lendo “O ano do gato”

A trilha sonora para o primeiro Coletivo do ano

E lá vou eu para mais um ciclo de Coletivos… Respiro fundo. Penso no abismo que sou e pronto: sinto-me em queda. Para o primeiro eu arrumei um título e desenhei a proposta. Tudo pronto… aqui dentro — o lado mais importante… Do lado de fora, se irá funcionar, é algo para amanhã ou depois.Continuar lendo “A trilha sonora para o primeiro Coletivo do ano”

O primeiro livro. A última livraria de rua

Liguei o som — com um pequeno toque — para ouvir Debussy e me veio à mente o tempo em que era preciso escolher um disco… removê-lo da capa de papelão, passar uma flanela em suas linhas invisíveis aos olhos e posicioná-lo no velho Gradiente. Acionar o braço com a agulha, posicionando na primeira faixaContinuar lendo “O primeiro livro. A última livraria de rua”

Não existe segunda-feira sem poesia…

Hoje! Apenas hoje… nessa dia de nuvens a tingir de cinza o céu da cidade, quero mergulhar nas margens da vida e ser apenas eu mesma — sem traço, personagens, pseudônimos, invenções momentâneas, alter egos… Quero fechar o livro e deixa-lo quieto no canto, com as páginas em suspenso, sem volteios… para que adormeçam eContinuar lendo “Não existe segunda-feira sem poesia…”

Excerto da semana | Alice, uma voz nas pedras

E lá estava ele… com seus olhos noturnos a espiá-la, como se fosse um encontro combinado no dia de ontem para esse, seguinte a tantas coisas. Sorriso de lua nova nos lábios e aquele sabor de sonho pelos flancos do corpo. — Sabia que iria voltar, então escorei as paredes. Mas não é seguro..— EuContinuar lendo “Excerto da semana | Alice, uma voz nas pedras”