24 | livro publicado e agora?

Uma das coisas mais engraçadas quando você é escritor… acontece quando você publica um livro, que é apenas a ponta do iceberg. Você leva anos para escrever um romance e quando finalmente o publica, nem tem tempo para saboreá-lo em paz… é preciso dar festa — tarde-noite de autógrafos — para os amigos que acompanharamContinuar lendo “24 | livro publicado e agora?”

02 | as etapas da escrita…

Quando finalmente decidi que iria escrever um romance… conclui que de todas as coisas que tinha em mente, a mais importante era a certeza que eu acalentava em meu íntimo: eu queria contar uma história e sabia exatamente qual.Mas, ao mencionar minha intenções a pessoas do meio… colhi um surpreendente arregalar de olhos e ouviContinuar lendo “02 | as etapas da escrita…”

Criando e desenvolvendo o personagem

Depois de observar por um bom tempo… a parede-branca da sala onde me sentei para escrever o meu romance, dei pelo movimento frenético dos meus dedos no teclado. Como se houvesse um horário pré-agendado no mundo para a escrita acontecer e pronto. Não contei as palavras, as linhas ou o tempo — como fez JackContinuar lendo “Criando e desenvolvendo o personagem”

08 | Nem sempre tenho respostas…

…e veio a pergunta fatal: e então, o que vai escrever, agora? Respirei fundo. Observei o cenário ao meu redor. As portas do teatro estavam sendo fechadas por uma figura cabeluda, que juntava as duas folhas de madeira, presas por um ferrolho.Um punhado de pessoas esperavam pelo artista da noite e eu me senti nuaContinuar lendo “08 | Nem sempre tenho respostas…”

11 | uma voz nas pedras

Li em algum lugar que, bons livros levam tempo para existir na superfície das coisas. Não penso no tempo — dos ponteiros — não me ocupo de calendários. Não tenho pressa… mas não se engane — eu sou uma pessoa movida a urgência.Quando as frases gritam dentro — e de tão cheia, necessito transbordar… deixarContinuar lendo “11 | uma voz nas pedras”

05 | Um torvelinho por dentro

As minhas ideias acontecem quando eu me coloco em movimento de cômodos-calçadas-ruas-esquinas. Só depois é que me sento para escrever. Meu pensamento necessita do passo… como o grafite que precisa caminhar pelo papel. Tudo se organiza naturalmente e eu sinto dentro, o lado de fora e o contrário também.Quando leio um texto-livro-original-a-mim-encaminhado… o mesmo acontece.Continuar lendo “05 | Um torvelinho por dentro”

Detalhes de uma escrita ficcional

. “Não tenho certeza de nada, a não ser da santidade dos afetos do coração e da verdade da imaginação…” — John Keats — . Vez ou outra… alguém me pergunta: como surgem os meus textos! Confesso que, nas primeiras vezes, eu pensava na teoria da geração espontânea — que caiu por terra há anosContinuar lendo “Detalhes de uma escrita ficcional”

O meu primeiro livro…

Lembro-me do exato momento em que tomei a decisão. Era outono, mas já se falava em inverno numa contagem de dias-horas… e as ruas do bairro ainda estavam úmidas. Os caminhos estavam desertos de pessoas-cães. Houve uma pausa nas chuvas de maio-junho… e eu caminhava em círculos pelas ruas que se ligavam umas às outras,Continuar lendo “O meu primeiro livro…”

Sobre a minha escrita,

Minha professora de literatura, uma das responsáveis pela minha dedicação à escrita, certa vez, durante um diálogo literário, me disse — ‘de repente, eu também aprendo‘. Eu tinha poucos anos. Ainda era primária. Aprendia as primeiras palavras-frases, devorava os meus primeiros livros… e começava a trilhar o caminho da realidade rumo ao imaginário. Ela eraContinuar lendo “Sobre a minha escrita,”

Os livros

Os livros me deram a oportunidade de habitar outras paisagens, viver em outros corpos, provar de outras vidas. Ser outra e ninguém. Tudo e nada. Eu sempre fui uma pessoa encolhida, para dentro. Nunca fui tímida… apenas não apreciava presenças, não gostava de se fazer presente. Fui forjada em ausências e nostalgias. Uma criança queContinuar lendo “Os livros”