Violência contra a mulher

Uma das coisas que me fascina e encanta no universo da escrita é a pesquisa… que é um abrir de portas para muitas realidades paralelas. Eu tinha um tema e precisa explorá-lo a exaustão até ser capaz de responder as muitas mil perguntas que surgiriam durante o processo. Ao escrever Alice, uma voz nas pedras…Continuar lendo “Violência contra a mulher”

Blog day

E chegamos ao fim de mais um Agosto! Ontem, enquanto assistia as notícias esportivas… ouvi o apresentador dizer: está chegando ao fim mais um agosto interminável. Eu respirei fundo e observei os dias passados por mim, os textos escritos-reescritos, as viagens, os dilemas, as soluções (algumas improváveis) e os desencontros. Foi tudo tão rápido-ligeiro… queContinuar lendo “Blog day”

4 | Não sei se irá chover ou não

Cara A.a, Acabou a luz no começo da noite e os gritos se multiplicaram lá fora. Eu apenas fechei os meus olhos para ouvir dentro o som dos trovões e deixei a memória intervir… Senti ressoar todas as tempestades por mim vividas. Sorri a infância, a juventude e momentos diversos da vida-adulta… Recordei a salaContinuar lendo “4 | Não sei se irá chover ou não”

mais um agosto… seguinte ao seu!

Escrevo nesse agosto… seguinte ao seu! E deixei — propositalmente e sei que entenderá — para fazê-lo no dia seguinte a sua aterrissagem. Você chegou cansada… e levou um tremendo susto com tudo que descobriu a sua volta. A pele foi invadida por uma sensação de primeira vez… como se nunca tivesse passado por aqueleContinuar lendo “mais um agosto… seguinte ao seu!”

Um sábado inteiro, ainda incompleto!

Eu e C., tínhamos por hábito nos sentar à mesa da cozinha nas manhãs de sábado… para escritos-leituras-conversas e xícaras de chá. Foi numa dessas manhãs que, com uma xícara em mãos, ela me olhou e disse — “quando crescer, você vai ser uma escritora”. Gostei imenso de ouvir a frase sair de sua boca…Continuar lendo “Um sábado inteiro, ainda incompleto!”

A voz da persona que escreve

Uma das coisas mais difíceis na vida de um escritor… é saber pontuar suas histórias, atribuindo ritmo à narrativa. É uma das mais ingratas tarefas, sendo superada apenas pelo desafio da folha em branco… quando é preciso escolher a melhor das frases para lançar o leitor no abismo, colocando-o em estado permanente de queda. UmaContinuar lendo “A voz da persona que escreve”

Criação de personagens

Quando ministro aulas de escrita… a pergunta mais comum que ouço é: como criar personagens? Parece que se trata de um segredo bem guardado por alguns escritores-especialistas— não é. Mas eu gosto de pensar a resposta com calma… consciente de que irei oferecer o meu processo de criação que talvez não sirva para o outro.Continuar lendo “Criação de personagens”

Gosto de existir no mistério das coisas

| escrito ao som de Fake Empire – The National | Das coisas que eu me lembro… de sentar-me à mesa da cozinha e reter uma xícara bem cheia de leite caramelado entre as mãos. De fechar os olhos e tragar do aroma sutilmente adocicado. Do olhar de C., e de seu sorriso cúmplice aoContinuar lendo “Gosto de existir no mistério das coisas”

Catarina… voltou a escrever!

Nada mais existe, nada mais tem importância,para quem viu a treva nos intervalos das coisas. Jorge de Sena Depois de tantos começos-meios-e-poucos-fins… Silenciei as teclas, rasguei rascunhos, queimei cadernos e tranquei portas e janelas — decretando o meu próprio fim. Sou o tipo de criatura que se recolhe de tempos em tempos… Fica no cantoContinuar lendo “Catarina… voltou a escrever!”

* Da voz das coisas

Foi na escola primária que eu aprendi o que era dor-medo! Estava no segundo ciclo, quando a professora apresentou a “menina nova” à turma e indicou onde se sentar — apontando o lugar vago, ao meu lado.Olhos opacos, lábios secos, os braços cruzados a frente do corpo e aquele não-andar encolhido…  disciplinado a base doContinuar lendo “* Da voz das coisas”