Um grito a ecoar nas paredes do corpo-casa

Enquanto o molho salsa estava a cozinhar, pensava na minha escrita e nessa voz que surge quando os dedos se movimentam afoitos pelo teclado. Eu falo enquanto escrevo ou seria melhor dizer que resmungo palavras-frases para ouvir o que sinto-penso enquanto escrevo-transbordo? Preciso ouvir-me… sabe? A primeira vez que ouvi falar a respeito da vozContinuar lendo “Um grito a ecoar nas paredes do corpo-casa”

Detalhes de uma escrita ficcional

. “Não tenho certeza de nada,a não ser da santidade dos afetos do coração eda verdade da imaginação…” — John Keats — . Vez ou outra… alguém me pergunta: como surgem os meus textos! Confesso que, nas primeiras vezes, eu pensava na teoria da geração espontânea — que caiu por terra há anos — achavaContinuar lendo “Detalhes de uma escrita ficcional”

Sobre a minha escrita,

Minha professora de literatura, uma das responsáveis pela minha dedicação à escrita, certa vez, durante um diálogo literário, me disse — ‘de repente, eu também aprendo‘. Eu tinha poucos anos. Ainda era primária. Aprendia as primeiras palavras-frases, devorava os meus primeiros livros… e começava a trilhar o caminho da realidade rumo ao imaginário.Ela era umaContinuar lendo “Sobre a minha escrita,”

Os livros

Os livros me deram a oportunidade de habitar outras paisagens, viver em outros corpos, provar de outras vidas. Ser outra e ninguém. Tudo e nada. Eu sempre fui uma pessoa encolhida, para dentro. Nunca fui tímida… apenas não apreciava presenças, não gostava de se fazer presente. Fui forjada em ausências e nostalgias. Uma criança queContinuar lendo “Os livros”

Ser escritor,

Faz alguns dias que anotei o título desse post num pedaço de papel. Desde então penso numa espécie de resposta. Naveguei por aí. Andei ruas. Dobrei esquinas. Entrei e saí de estações. Encontrei pessoas. Mergulhei em olhares vazios-cheios. Admirei o céu de Abril e sua lua cheia num falso amarelo. A poluição da cidade mudaContinuar lendo “Ser escritor,”

Capítulo 04 | voltar a escrever…

Eu tinha sete anos — talvez um pouco mais — quando decidi escrever um texto — o primeiro — e para isso imitaria — inconscientemente — o mio nonno, que se sentava diante da sua Remington Victor T, estalava os dedos e escrevia — repetindo cada uma das palavras em voz alta. Ele precisava agradarContinuar lendo “Capítulo 04 | voltar a escrever…”