* Entalhadas nas nervuras do corpo ser — semente — flor

* Nirlei Maria Oliveira, As estações Ao observar a paisagem urbana que chega a minha varanda no meio da manhã de hoje, lembrei da primeira vez que sentei para escrever uma história… Eu abri um caderno em sala de aula… e corri o grafite pelas linhas — sem compromisso algum com regras literárias. Escrevi por escrever somente — umaContinuar lendo “* Entalhadas nas nervuras do corpo ser — semente — flor”

* O mundo parou ali onde dói a alma e onde o silêncio é apenas aquele eco que invade os meus ouvidos surdos

* Suzana Martins (In)Versus Abandonei o corpo no canto do sofá… e assisti a noite se esparramar por cima de tudo, com suas sombras embriagadas. A dog veio procurar afagos… aconchegando-se ao meu lado, oferecendo-se ao toque e eu aproveitei para ter uma conversa-muda com ela.. Falei da minha decisão. Ouvir a minha própria voz…Continuar lendo “* O mundo parou ali onde dói a alma e onde o silêncio é apenas aquele eco que invade os meus ouvidos surdos”

* um caderno que colecionava relatos de personagens antigos

Suzana Martins, in: “As Estações” Há quem diga que uma criatura que escreve só se torna um escritor após publicar um livro. Confesso que isso me diverte. Penso que um escritor se define ao caminhar pelas ruas de uma cidade, observando tudo com olhos de primeira vez: colhendo detalhes que ninguém mais no mundo inteiro,Continuar lendo “* um caderno que colecionava relatos de personagens antigos”

* Em delírio me transporto ao limbo

* Katia Kastañeda  (labaredas) Escrever nos impõe algumas perguntas… mas a resposta se dissolve no ar e nem sempre alcança o corpo de quem escreve, fica à deriva. A maioria das pessoas querem saber: por que você escreve? E eu me aborreço ao observar os espaços brancos e vagos ao meu redor. Toda vez queContinuar lendo “* Em delírio me transporto ao limbo”

É tanta loucura que anda na bohemia da minha imaginação

* Katia Kastañeda (labaredas) De todo o processo de escrita, a fase em que me encontro — a conhecer os meus personagens — é a preferida e me faz passageira do verso escrito por Kátia Castañeda. É como sair para andar ruas e no meio de uma multidão de ninguéns… esbarrar em um estranho qualquerContinuar lendo “É tanta loucura que anda na bohemia da minha imaginação”

* Aqui não tem base as Èpocas para o Tempo ser passado

* verso de um poema de Emily Dickinson, traduzido por Jorge Senna Fui até a prateleira e busquei por Emily “na voz” de Sena. O livro é antigo e me acompanha há tempos. Vivemos os dois… de encontros e reencontros. Foi um dos poucos a atravessar os dias em Coimbra comigo. Frequentou as aulas deContinuar lendo “* Aqui não tem base as Èpocas para o Tempo ser passado”

O fantasma de Hopper

Em eleven am Hopper nos convida a olhar para dentro enquanto a personagem olha para fora… Não sabemos o que ela vê, mas a nudez da personagem cria uma superfície de projeção para os desejos inconscientes, sugerindo que o olhar está, sujeito a um código típico de uma mentalidade engaiolada por uma sociedade cheia deContinuar lendo “O fantasma de Hopper”