Missivas

Não perdi o hábito de escrever missivas

Não me lembro quem foi o meu primeiro correspondente… mas o hábito nunca se perdeu. Sento-me na varanda e escrevo para os amigos que aceitam-me na condição de correspondente

Somos o círculo das mulheres-loucas que se sentam no salão do hospício 

Cara Llansol, Como fez calor neste dia. Tudo — das paredes ao asfalto — ardia num insuportável dourado… de queimar a retina e incomodar músculos e nervos desacostumados ao calor dos trópicos. Os termômetros das ruas anunciavam os seus quase trinta graus e eu me senti no próprio deserto… a marchar sem sombra, a perder asContinuar lendo “Somos o círculo das mulheres-loucas que se sentam no salão do hospício “

11 |  As horas estão escritas num futuro impossível

Cara mia, Despertei há pouco, por volta das quatro horas de uma madrugada escura. Não me lembrava de ter adormecido… é assim quando adormeço sem a ciência de tê-lo feito. Acordo repentinamente… e dou pela casa às escuras e o corpo em suspenso. Demoro a me acostumar com as figuras em minha volta. Pareço uma sonâmbulaContinuar lendo “11 |  As horas estão escritas num futuro impossível”

15 | o agosto seguinte… ao seu!

Eu escrevo nesse agosto… o seguinte ao seu. Dois mil e dezenove, escrito por extenso porque é assim que preferimos… E eu ainda não aprendi a gostar de números na forma-matemática de equações e cálculos insuportáveis. Algo que dificilmente acontecerá nessa vida, que dá continuidade a sua. Por extenso parece que perdem a forma-idéia-formato (deformam)Continuar lendo “15 | o agosto seguinte… ao seu!”

Receba novos conteúdos na sua caixa de entrada.

%d blogueiros gostam disto: