Ana Luísa Amaral

Lua de Papel e eu cantasse o amor sem resultado ou causa,seria mais sensata: chegava-me uma lua de papel,um par de braços lisos, conformados Se eu cantasse o amor sem causa ou resultado,tinha muito mais paz: fingida em luas-cheias,seria mais sensata e decerto poeta bem melhor Assim o que me resta é lua cheia aContinuar lendo “Ana Luísa Amaral”

Um poema para essa sexta-santa

Estes tempos de pandemia são prosaicos, mais lentos e um tico aborrecidos. As notícias se repetem e qualquer roda de conversa versa a respeito do invisível… enfatizando a nossa proximidade com o vírus. Se em um tempo anterior, os números eram somas impossíveis-estranhas-distantes — os nomes de pessoas próximas-conhecidas-parentes-amigas se agigantam numa lista que nãoContinuar lendo “Um poema para essa sexta-santa”

Ano 08

Ana Luísa Amaral Outras vozes Fechar os olhos e por dentro ecoar em passado.Pensar «podia ter outra cor de pele, outra pelagem»E o tempo virar-se do avesso, e entrar-se ali,em vórtice, pelo tempo dentro.Escolher. Trazer cota de malha e de salitre,ter chorado quando o porto ao longe se afastara,milhares de milhas antes,meses em sobressalto paraContinuar lendo “Ano 08”