Dois mil e vinte e dois…

Eu não sou pessoa de fazer planos e desenhar listas para o tal de ano novo. Não crio expectativas. Não faço promessas, tampouco me rendo a simpatias ou rezas. Não como lentilhas. Não me visto de branco… e definitivamente não solto fogos. Prefiro passar a limpo o conjunto de vivências para apreciar tudo que seContinuar lendo “Dois mil e vinte e dois…”

Não há motivos para uma festa à-Gatsby

Em face de outros mil disfarcesque o tempo reassume a cada passo,pode pensar-se em todas essas mãosque emergem como sombras embaçadasem milhares de quartos mobiliados. T.S.Eliot — pág. 79 Li em algum lugar que novembro é a sexta-feira do ano… e como sou aquela “estranha passageira” que não se dá nada bem com calendário eContinuar lendo “Não há motivos para uma festa à-Gatsby”

05 | o ano ainda é novo?

manhã de terça-feira. ouço o canto das maritacas nas árvores. será um dia de sol. se será quente, parece impossível saber. estamos no verão. é janeiro. mês das tempestades. céu azul e nuvens carregadas que mudam o cenário num piscar de olhos. e o ano — aparentemente — ainda é novo. mas quando é queContinuar lendo “05 | o ano ainda é novo?”

Último capítulo desse ano-maluco

Noite de dezembro… a primeira — estranhamente agradável depois de um dia quente e tempestuoso. O trabalho ficou para depois, como tantas coisas outras, nesse ano que começou com promessas. Eu não pulei ondas, tampouco fiz pedidos à meia-noite. Não sou do tipo que se veste de branco… mas, eu escrevi uma missiva para oContinuar lendo “Último capítulo desse ano-maluco”

  01 / 365….

queria ver se chegava por extenso ao contrário:força e pulsação e graça,isto é: luz, de dentro, despedaçando tudo,e concentrada:estrela / estela Herberto Helder…… Às vezes, o início de um novo ano é como a descoberta de uma música boa, que me acompanha pelas horas seguintes… Embala o passo que avança seguro pelo lado de dentroContinuar lendo ”  01 / 365….”

Ano novo… de novo!

Pensei um bocado de tempo na refeição que escolheria para esse dia… que é o último do ano. Amanhã será outro… Ano novo de novo. Eu não sigo os calendários humanos. Desconectei o meu corpo desses fios há algum tempo e a vida seguiu ritmo próprio. O meu tempo é outro. Minha soma tem outrosContinuar lendo “Ano novo… de novo!”

Navega-se sem mar, sem vela ou navio…

“Como se alguém realmente soubesse de minha vida um nada,quando até eu, eu mesmo, tantas vezes sinto que pouco sei ou nada seida verdadeira vida que é a minha: somente uns poucos traços apagados, uns dados espalhados e uns desvios, que eu buscopara uso próprio, marcando o caminho daqui afora”. >> Walt Whitman Eu nãoContinuar lendo “Navega-se sem mar, sem vela ou navio…”