Tag: ano novo

1/365…

‘eu nunca escrevi futuros sempre escrevi passados’ A agenda com sua capa vermelha exibe — como quem afronta — trezentas e tantas páginas em branco, o único novo que realmente conheço. E volto no tempo… não o ontem-velho — esse eu atravesso… e aterrisso no ontem-caduco. … Continuar lendo 1/365…

Navega-se sem mar, sem vela ou navio…

Eu não sei fazer retrospectivas. Não sei pesar os dias — medir as horas —, mas eu sei fechar um livro e pensar uma realidade onde tudo se embaralha. Ficção e realidade. Dois mil e treze foi um ano estranho — não foi bom, mas também não foi ruim. Teve suas coisas e eu tive as minhas… nem tudo deu certo, nem todos os planos vingaram.

Mais uma vez eu fiquei a deriva das minhas emoções, a pensar essa realidade entre páginas. Reli antigos livros. Virei páginas conhecidas, algumas novas e enquanto tomava café ali nesse novo cenário-velho cenário… entre esquinas — solucei esse desejo: alinhavar livros, mas é como um sonho impossível no momento. Afinal, a realidade local é de prateleiras. Os escritores por aqui desejam se ver à mesa, a assinar seus livros e deixá-los aos montes nas livrarias. A grande maioria, no entanto, acaba mesmo é com caixas embaixo da cama.

Dois mil e treze ainda está aqui — talvez porque seja janeiro, esse mês regido por Janus —, o deus que ousa olhar para frente e para trás, assim como eu faço todo os dias…

Ainda ouço os fogos nas praias, nas avenidas e, na maioria das ruas de todas as cidades. Ainda ouço o alvoroço. O estouro da rolha. O tirintintar das taças. Vejo apertos de mãos. Abraços. Percebo sorrisos e ouço as mesmas-velhas-e-gastas promessas sendo feitas. Sei das simpatias… mas nada disso me pertence. O que é meu, está guardado em gavetas, baús, caixas de sapato e eu quero deixar lá por enquanto…