A criança que eu fui…

Sai para caminhar com o cão e me deparei com um signore levando uma criança — sua neta, penso eu — para um passeio matinal. Senti pincelar a pele com um dourado aquecido-gostoso e quase me esqueci que havia chovido a noite toda. Eu fui uma criança quieta — segundo as minhas lendas pessoais eContinuar lendo “A criança que eu fui…”

29  |  Caetano e seus oitenta fazem eco nos meus quarenta

Eu era menina quando ouvi Caetano pela primeira vez… C., gostava da voz do baiano que precisou deixar o próprio país pelas portas dos fundos por ser contra o sistema — o pior de todos. Uma ditadura… que muitos insistem em dizer que não houve. Como o nazismo alemão e o fascismo italiano. Piscou osContinuar lendo “29  |  Caetano e seus oitenta fazem eco nos meus quarenta”

52 — A alegria é um aroma de tangerina na ponta dos dedos

Lizziê, Sai para caminhar ruas… antes de o dia se exibir com suas cores por cima dos prédios do lugar em que vivo. Sem destino, como eu gosto e prefiro. Hoje era dia de feira no bairro. Todos os movimentos começam mais cedo. Os caminhões se aglomeram ao longo da alameda e as caixas saltamContinuar lendo “52 — A alegria é um aroma de tangerina na ponta dos dedos”

Meus naufrágios

É um não-livro! Um calhamaço de páginas onde textos se escrevem, em forma de ensaios-crônicas-diálogos, que levam de encontro a um questionamento natural: de quantos fracassos é feita uma vida? Eu escrevi sem compromisso com a literatura — missivas guardadas em envelopes selados e com um destino: a autora do livro meus desacontecimentos: Eliane BrumContinuar lendo “Meus naufrágios”

Questão de ênfase

Antes de sair de casa, na manhã desta quinta-feira — a última de agosto — saquei da prateleira um de meus livros preferidos-lidos-muitas-vezes nos últimos anos, como forma de oxigenar a mente… porque preciso respirar quando finalizo projetos pessoais. Aproveitei os movimentos da Avenida com nome de pássaros e o silêncio das janelas dos prédiosContinuar lendo “Questão de ênfase”

Uma fornada de pães…

Tem certas coisas que são como rituais e eu os repito de tempos em tempos — sempre que alguma coisa acontece no mundo-vida-realidade e a vontade se espalha por todos os meus músculos e nervos, me pedindo qualquer coisa de calma-pausa e eu digo em voz alta, juntando a minha voz a de minha nonnaContinuar lendo “Uma fornada de pães…”

Igreja da Consolação

Gosto imenso da maneira como a Igreja da Consolação, em pleno coração paulistano, emerge grandiosa do chão… O prédio original foi remodelado para se adequar a região, que passou por uma significante mudança em meados da década de 1930. Em 1922, a Igreja tinha apenas o piso de tijolo, as paredes, o telhado e umaContinuar lendo “Igreja da Consolação”

Palacete São Jorge

A região da 25 de março esta cada vez mais ocupada por chineses e seus “negócios da china”. Mas eu duvido que a influência árabe irá desaparecer. O Palacete São Jorge — um investimento do árabe Rizkallah Jorge Tahan que fez fortuna o início do século passado vendendo em seu estabelecimento comercial — na RuaContinuar lendo “Palacete São Jorge”

Romance Lua de Papel

O amor com furor, por meio do objeto amado, alguma coisa que está para além dele. E como não a encontra se desespera D. Miguel de Unamuno Lua de Papel — meu primeiro romance — conta a história de Alexandra Mendes, uma menina do interior… nascida num vilarejo encolhido entre montanhas e que sonha fugirContinuar lendo “Romance Lua de Papel”

Bruschetta italiana…

Se tem uma coisa que eu gosto de preparar na cozinha, a qualquer momento-hora do dia… é uma boa e deliciosa bruschetta — prato típico das regiões do Lazio e de Abruzzo, na Itália. Brusciato significa tostado ou torrado. Mas bruschetta não é o único nome dado a famosa fatia de pão amanhecido bem tostadoContinuar lendo “Bruschetta italiana…”