6 on 6  |  A… gosto da persona que escreve enquanto passeia calçadas!

Eu demorei a compreender o ritmo dos meus passos e a necessidade de movimento por calçadas. Sentir o lugar. Admirar a paisagem. Aprender os caminhos. Eu saia para as ruas e dificilmente repetia o traçado. Ou virava uma esquina antes ou uma depois. Seguia em linha reta e, de repente, a bússola do meu corpoContinuar lendo “6 on 6  |  A… gosto da persona que escreve enquanto passeia calçadas!”

Reticências

Reticências foi o meu primeiro projeto de livro-diário e não foi nada fácil alinhavá-lo. Comprei um caderno novo numa papelaria qualquer da cidade e tentei deitar palavras ali. Falhei mi.se.ra.vel.men.te. Tempos depois, optei por folhas avulsas, imitando a poeta estadunidense Emily Dickinson, numa tentativa de escrever a minha versão de: “essa é a minha cartaContinuar lendo “Reticências”

É sempre verão por lá…

Existe um lugar nas minhas lembranças onde é sempre verão… e tem uma casa com seus cômodos grandes, o piso da cozinha é vermelho-chão, e da sala e dos quartos são laminados de madeira que rangem ao passar dos passos. Tem um carrilhão preso no meio de uma parede que canta lá pelas oito daContinuar lendo “É sempre verão por lá…”

Aconteceu agosto… de novo!

Agosto não passa e invade outros meses…setembro, avançando por outubroe alcançando novembro. Caio Fernando Abreu Antigamente eu arrancava a folha do calendário e a amassava para ouvir o som do papel deformando sob o efeito de um gesto-rude-meu. Mas, faz tempo que não uso calendário, nem folhinhas. Apenas os dias da agenda, seguindo o cursoContinuar lendo “Aconteceu agosto… de novo!”

Abril conjungou o verbo: transbordar

aumenta o som Abril chegou, passou e acabou! Não foi rápido-ligeiro, tampouco lento ou preguiçoso… foi mais um mês com seus trinta dias. E eu experimentei outro b.e.d.a — bloging.every.day.april — com posts diários, escritos a partir de um fio condutor, que eu ainda não sei se eu o escolhi ou se fui escolhida porContinuar lendo “Abril conjungou o verbo: transbordar”

As Bibliotecas e eu…

“Cada biblioteca compartilha a orgulhosa ambição de Alexandria, na qual os bibliotecários antigos prentendiam reunir todos os livros produzidos na totalidade do mundo conhecido” Depois do post de ontem… fiquei a pensar a respeito da minha relação com as Bibliotecas, que vem de longe: diretamente do templo sagrado da minha infância. A primeira — daContinuar lendo “As Bibliotecas e eu…”

Biblioteca Mário de Andrade

“Há alguns anos tenho um sonho recorrente. Estou em uma biblioteca – pouco iluminada tal como era a minha na França, com abajures verdes, teto alto, quase invisível – e caminho  implacavelmente pelos corredores cobertos de livros, imaginando quais os volumes que distingo pela lombada. Percebo que esses livros imaginários são um sonho no sonhoContinuar lendo “Biblioteca Mário de Andrade”

A janela indiscreta do meu olhar…

Passa das onze… as horas avançam em pares e a noite se esparrama por cima da cidade.Gosto imenso desse momento. Lembra um filme antigo-conhecido, em preto e branco. O dissolver da realidade como conhecemos. As preces crescem nas janelas que os meus olhos alcançam. Tenho essa mania desde a infância — observar esses espaços onde vez ouContinuar lendo “A janela indiscreta do meu olhar…”

6 on 6  |  Arte de rua…

Gosto imenso de sair para as ruas, com o passo solto e o olhar atento para ver o que me atinge — feito um raio. Uma das primeiras andanças das quais tenho lembranças vem lá da infância… andávamos pelos arredores do bairro em que moravámos e ao atravessarmos uma das muitas ruas estreitas da cidade,Continuar lendo “6 on 6  |  Arte de rua…”

35 — Não há outra verdade que se possa contar

Para M., Escrevo-te na primeira hora deste domingo-primeiro de abril… Tive um sonho agradável na noite que passou e acordei com vontade de sentir o chão debaixo dos meus pés. Nunca fui de andar descalça, como você. Incomoda-me sujar os pés. Mas, essa vontade floresceu em mim… Tem acontecido com certa frequência… vontade de água friaContinuar lendo “35 — Não há outra verdade que se possa contar”