A… gosto!

Há tempos que não tenho um calendário por perto. A agenda do Google me posiciona/atualiza. Mas não aponta os dias em um pedaço de papel com aqueles números coloridos, capitaneados por um nome. A agenda de papel — artesanal e exclusiva — oferece esse Norte, mas como de costume, escapo dos dias-semanas-meses ao avançar eContinuar lendo “A… gosto!”

emoções conflitantes

 | Para ler ao som de belle & sebastian, clique aqui  | Meu primeiro rascunho — no sentido de produção literária –, aconteceu em sala de aula, durante as enfadonhas aulas de Geografia. Aproveitei o meu — nunca usado –, caderno para rascunhar uma espécie de romance policial. Minha personagem principal era uma colega deContinuar lendo “emoções conflitantes”

Um lugar para a minha escrita…

Minha escrita é mais ou menos como eu… uma criatura indócil que precisa de movimentos dispares-urbanos-contrários, qualquer coisa de passado-presente-e-futuro devidamente misturados e um canto seguro-confortável para existir-acontecer — Ser. Não consigo escrever em lugares comuns… organizados para esse fim. E sei disso graças ao fracasso após inúmeras tentativas. Na casa onde cresci, havia uma biblioteca-escritório… comContinuar lendo “Um lugar para a minha escrita…”

19 | O que a memória nos recorda (?)

Recordei enquanto degustava uma generosa xícara de chá de um correspondente com quem troquei cartas durante anos. M., era um signore muito generoso com as palavras, que vivia em Santa Maria da Feira, em Portugal. As missivas escritas por ele… chegavam dentro de um envelope artesanal, na primeira e última semana do mês, respectivamente… Suas linhasContinuar lendo “19 | O que a memória nos recorda (?)”

Como escrever um romance

Quando decidi escrever lua de papel — meu primeiro romance — eu não tinha muita coisa. Uma parte de mim estava atordoada com a possibilidade que não era inédita. Eu havia escrito algumas histórias… sem compromisso algum com o universo literário. Era apenas uma pessoa-comum— que não tinha a menor intenção em ser escritora, masContinuar lendo “Como escrever um romance”

Um ano depois…

Eu não sou uma pessoa de somas, mas a contagem dos dias-semanas-meses-um-ano-inteiro… me deixou em suspenso nos últimos dias, a calcular rotas-distâncias. A procurar por algo onde pousar o olhar e me sentir na condição de Álvaro de Campos a rascunhar um soneto. Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão — éContinuar lendo “Um ano depois…”

Um poema para essa sexta-santa

Estes tempos de pandemia são prosaicos, mais lentos e um tico aborrecidos. As notícias se repetem e qualquer roda de conversa versa a respeito do invisível… enfatizando a nossa proximidade com o vírus. Se em um tempo anterior, os números eram somas impossíveis-estranhas-distantes — os nomes de pessoas próximas-conhecidas-parentes-amigas se agigantam numa lista que nãoContinuar lendo “Um poema para essa sexta-santa”

Carta a você que me lê nesse Abril…

o mais cruel dos meses, segundo o mestre Eliot Escrevo-te nesse abril… Outono quente-febril. Ano 2021. Não estou — mas como eu queria estar — em viagem estelar, como no seriado visto tantas vezes — era o meu favorito! —, na minha meninice… em que tomei espetadas no braço esquerdo para todas as doenças… “daContinuar lendo “Carta a você que me lê nesse Abril…”

10 | A última refeição…

Quando a execução de uma pessoa condenada a pena de morte se aproxima… é concedido o direito de escolher o que deseja comer em sua última refeição. Dizem por aí que tem relação com a última ceia de Cristo, a famosa Santa Ceia. Baseado nesse costume o artista e fotógrafo especialista em comida neozelandês HenryContinuar lendo “10 | A última refeição…”

01 | A… gosto de Kairos!

Agosto está por aqui… de novo! E eu gastei um par de horas nubladas a pensar os meses acumulados até aqui. Tudo que eu consegui foi pensar em uma pilha de roupas por dobrar. Daquelas que a gente deixa acumular e entrega ao depois — esse tempo impossível — a tarefa.E como roupas não seContinuar lendo “01 | A… gosto de Kairos!”