Um verbo para esse dia

 …escrevo nessa hora quase cheia. Passa das nove e falta pouco para as dez. Certamente ouvirei o badalar dos ponteiros antes que esse texto alcance a sua última linha. O chá esfria na xícara enquanto eu ouço a minha playlist, que dá ritmo a esse dia recém-desperto e tento lidar com o verbo: ir — perfeito para resumirContinuar lendo “Um verbo para esse dia”

— das minhas insanidades

Comecei a fazer terapia aos doze anos… conselho de C., que percebeu minha angústia… motivada — obviamente — pela escrita em fase de enraizamento. Era confuso para uma menina se multiplicar em tantas figuras-personagens que surgiam em mim e me transformavam em outra pessoa, num piscar de olhos. Um constante vestir e despir de si mesma. Continuar lendo “— das minhas insanidades”

19 — A poesia é algo que acontece na alma quando uma palavra faz o corpo tremer

Caríssima Mariana, Na tarde de ontem… ao ler Rubem Alves e sua escrita amena e certeira, recordei seus envelopes vermelhos e fui revirar meus baús para reencontrá-la e passar alguns minutos desse janeiro recém chegado na tua companhia. Rubem que escrevia como se estivesse sentado à mesa da cozinha, a esperar pela xícara de caféContinuar lendo “19 — A poesia é algo que acontece na alma quando uma palavra faz o corpo tremer”

Dois mil e vinte e dois…

Eu não sou pessoa de fazer planos e desenhar listas para o tal de ano novo. Não crio expectativas. Não faço promessas, tampouco me rendo a simpatias ou rezas. Não como lentilhas. Não me visto de branco… e definitivamente não solto fogos. Prefiro passar a limpo o conjunto de vivências para apreciar tudo que seContinuar lendo “Dois mil e vinte e dois…”

Meus olhos de traça

É uma espécie de lembrança que ecoa em minha mente e não sei dizer se é coisa minha ou se é coisa emprestada — herança de frases ditas em voz alta. Estou nesse quarto de piso solto a ranger debaixo da sola do meu calçado e há num canto essa pequena estante com livros velhos.Continuar lendo “Meus olhos de traça”