A casa de Alice

Percorria a Avenida Sumaré com os ouvidos ocupados com as músicas de Lèon e a mente a tecer as linhas de meu romance Alice (uma voz nas pedras) quando avistei essa casa, que um dia foi de alguém… Observei o portão de ferro, a tranca, os degraus, as paredes fragéis, a pixação, a janela… TudoContinuar lendo “A casa de Alice”

Não perca o seu olhar estrangeiro

                                                   em ruínas Saímos para andar pelo bairro com suas ruas para baixo entrecortadas por inúmeras vielas e acabamos nos perdendo dos passos e dos caminhos… foi quando avistei essa construção. O muro foi o que me chamou a atenção. E como o portão estava entreaberto, espiei o lado de dentro e avistei o queContinuar lendo “Não perca o seu olhar estrangeiro”

17 — Quando a ausência de mim é presença em você

Caríssima M., Manhã de domingo indecisa entre nuvens e sol e ventos e o canto dos pássaros nas árvores da Alameda. Há previsão de tempestade no decorrer das horas. Mas, as nuvens no céu dizem contrários. Fui à feira pouco depois da terceira hora cheia… para fugir do sol quente. E ao avançar pelas ruasContinuar lendo “17 — Quando a ausência de mim é presença em você”

uma velha casa no bairro

A primeira vez em que esbarrei nessa construção antiga foi num fim de tarde… eu gosto imenso de sair para caminhar para dar movimento aos meus pensamentos — o que permite escrever no ar, nas paredes do corpo… pontuando melhor as minhas futuras-frases. Essa casinha sobrevivente é uma das minhas paisagens favoritas… e não façoContinuar lendo “uma velha casa no bairro”

Limites da civilização

Casa abandonaadaMoema – SP Ruínas urbanas2021 Veneziana Do lado de fora Parede Desbotando Ao sair para caminhar pelas ruas do bairro em que moro, sempre tenho em mente a frase de Ralph Waldo Emerson “a tentativa de exprimir uma verdade interior da percepção“… estou sempre atenta as possíveis geografias do lugar, prestando atenção na fachadaContinuar lendo “Limites da civilização”