hoje dei por mim e estava feliz

Meio dia no relógio dos homens e chove lá fora… Novembro é assim mesmo pra mim. Chove todos os dias – uns mais que os outros. Mas chove… Os guarda chuvas desfilam pelas calçadas, atravessam ruas, enroscam-se uns nos outros. Uns vão mais rápidos… Outros mais lentos. Chove… Às vezes, pela manhã! E quando pensoContinuar lendo “hoje dei por mim e estava feliz”

49 — Nada quebra a moldura da noite

Deixa o coração apaixonar-se pelas paisagens enquanto a alma, no puro sopro da madrugada, se recompõe das aflições da cidade. A pouco e pouco, aprendi que nenhum viajante vê o que os outros viajantes, ao passarem pelos mesmos lugares, vêem. O olhar de cada um, sobre as coisas do mundo é único, não se confundeContinuar lendo “49 — Nada quebra a moldura da noite”

07 — Sou feita de trovões

Caríssima Ana, Pensava em tuas linhas quando ouvi o som de um trovão ressoar pelos cantos da casa-corpo-alma. Fechei os olhos, respirei fundo… e vesti a pele com um punhado de sensações novas e antigas — devidamente misturadas. A mente escapou e foi folhear as páginas do livro de Helder, em estado de repouso naContinuar lendo “07 — Sou feita de trovões”

De poças d´água, eu entendo…

A chuva deu uma trégua e eu aproveitei para ir lá para fora com o cão. Eu precisava caminhar… Dar aos pés o movimento de passos, oxigenar a mente, a pele. Expandir o meu horizonte, ir além das cortinas-vidraças, sentir o cão em que piso e estar presente quando alguma coisa acontecer… A ao chegarContinuar lendo “De poças d´água, eu entendo…”