14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra. Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto.Continuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

10 | o meu mundo…

Acordei cedo e fui para a varanda observar a cidade sonolenta. Manhã de sexta-feira… e eu a repetir, feito um mantra: hoje é sexta… hoje é sexta… hoje é sexta — sem consequência alguma em minha mente-pele, que seguiu o curso do nåo-saber… coisa bastante comum nesse meu mapa de vivências irregulares. Enquanto aguardava peloContinuar lendo “10 | o meu mundo…”

03  |  * a quem vê o rosto teu…

Nessas últimas semanas em que tantas despedidas pousaram na ponta dos meus dedos — onde acenos ficaram represados — recordei alguns dos meus ontens. A minha vida —  desde a infância —  é feita de chegadas e partidas. Sempre me lembro — como se tivesse acontecido há pouco —  da cena que presenciei na estaçãoContinuar lendo “03  |  * a quem vê o rosto teu…”

* Let’s take a ride and run with the dogs tonight

Depois de zanzar pelos espaços-cômodos do lugar, fui até a prateleira e após excepcionar os livros… optei pelas crônicas de Hilda. Escolhi a cama para me sentar, com as costas contra a parede e um travesseiro entre nós. Enfiei as pernas debaixo da coberta e virei as páginas sem preocupação alguma — como se fosseContinuar lendo “* Let’s take a ride and run with the dogs tonight”

27  | às segundas…

Acordei cedo — coisa pouco comum para essa figura-humana-noturna que sou. Espreguicei os músculos e nervos. Alonguei braços-pernas-ponta-de-dedos-pescoço… esticando todos os ossos do corpo — como faz a menina de quatro patas da casa. Respirei fundo — como um monge — uma saudade-peculiar que despertou comigo. Talvez um resquício de sonho que ficou em algumContinuar lendo “27  | às segundas…”