26 | Bom dia para você também…

Depois de uma noite tumultuada, desisti do travesseiro e fui andar pelos cômodos da casa e acabei na cozinha. Mas, se eu fosse adepta ao cigarro, daria pesadas tragadas na varanda e deixaria no rastro um ar de nostalgia.O que me tirou o sono? Um personagem que chegou e ficou. Dialogamos boa parte da noite,Continuar lendo “26 | Bom dia para você também…”

22 | O ano que não passou…

Acordei pela manhã com uma sensação de outono na pele e também na alma — mas a moça do tempo disse que o Inverno chegou no sábado, pontualmente às 18h44… horário local. Como se pontualidade fosse coisa-comum por aqui.E para contrariar a moça… o sol emergiu forte logo nas primeiras horas, estampou um dia naContinuar lendo “22 | O ano que não passou…”

14 |  meus três verbos favoritos…

Escrever. Escrever. Escrever. Muitas vezes o mesmo texto… incontáveis vezes. Encontrar palavras no ar…  que interpretem o que vai dentro. Nem sempre conquisto o resultado esperado. Insisto. Eu sou a própria metamorfose “kafakaniana”. Foram tantas as vezes em que acordei na pele de um bicho-monstro-coisa-outra.Mas, ao contrário do personagem de Kafka, nunca houve susto. ApenasContinuar lendo “14 |  meus três verbos favoritos…”

10 | o meu mundo…

Acordei cedo e fui para a varanda observar a cidade sonolenta. Manhã de sexta-feira… e eu a repetir, feito um mantra: hoje é sexta… hoje é sexta… hoje é sexta — sem consequência alguma em minha mente-pele, que seguiu o curso do nåo-saber… coisa bastante comum nesse meu mapa de vivências irregulares.Enquanto aguardava pelo apitoContinuar lendo “10 | o meu mundo…”

03  |  * a quem vê o rosto teu…

Nessas últimas semanas em que tantas despedidas pousaram na ponta dos meus dedos — onde acenos ficaram represados — recordei alguns dos meus ontens. A minha vida —  desde a infância —  é feita de chegadas e partidas. Sempre me lembro — como se tivesse acontecido há pouco —  da cena que presenciei na estaçãoContinuar lendo “03  |  * a quem vê o rosto teu…”

* Let’s take a ride and run with the dogs tonight

Depois de zanzar pelos espaços-cômodos do lugar, fui até a prateleira e após excepcionar os livros… optei pelas crônicas de Hilda. Escolhi a cama para me sentar, com as costas contra a parede e um travesseiro entre nós. Enfiei as pernas debaixo da coberta e virei as páginas sem preocupação alguma — como se fosseContinuar lendo “* Let’s take a ride and run with the dogs tonight”

27  | às segundas…

Acordei cedo — coisa pouco comum para essa figura-humana-noturna que sou. Espreguicei os músculos e nervos. Alonguei braços-pernas-ponta-de-dedos-pescoço… esticando todos os ossos do corpo — como faz a menina de quatro patas da casa.Respirei fundo — como um monge — uma saudade-peculiar que despertou comigo. Talvez um resquício de sonho que ficou em algum cantoContinuar lendo “27  | às segundas…”

03 | cada um enxerga o mundo a partir de suas próprias cores!

  Eu nunca lidei com proibições a casa. Havia limites… mas a palavra: proibido… não tinha lugar na casa 141 da Rua Amélia Maranghoni, onde aconteceu a minha infância. Os livros viviam espalhados por cima dos móveis, empilhados nos degraus, ao lado das poltronas… sempre ao alcance das mãos. Não havia restrições de leitura eContinuar lendo “03 | cada um enxerga o mundo a partir de suas próprias cores!”

06 | se eu tenho medo de pássaros?

Assim que aterrissei na pergunta feita com todas vogais-consoantes-e-a-interrogação — uma flecha em pleno vôo, com alvo certo —  ‘por acaso, você tem medo de pássaros?” — voei para longe e alcancei os meus céus de ontem. Acabei por pousar na minha infância, esse lugar particular, que guardo para dias de sol quente porque a minha infância foiContinuar lendo “06 | se eu tenho medo de pássaros?”

04 | Borges Oral

Aproveitei dos aromas da manhã-esbranquiçada — segunda-feira a espreguiçar do lado de fora da janela — para ler mais uma vez o texto de Borges sobre a poesia, no livro borges oral & sete noites. É uma dessas leituras que não cabem dentro de um único momento. É preciso voltar às páginas e navegar palavras…Continuar lendo “04 | Borges Oral”