Sábado, fim de tarde…

Começamos a empacotar as coisas para levar de um apartamento ao outro, numa manhã de segunda-feira. Aconteceu poucos dias antes do mundo entrar em colapso. Tínhamos lido as notícias do mundo, mas era tudo tão distante. Não nos preocupamos. Estávamos ocupados com os nossos planos-futuros. Tanto por fazer. Os dias contados. Tudo era véspera naquelesContinuar lendo “Sábado, fim de tarde…”

Tarde quente de sábado

O dia se manteve desguarnecido com seus tons amenos se precipitando por toda a paisagem. As cores são mais quentes em dias frios. Nos dias quentes tudo arde e fica difícil admirar a paisagem que se transforma em qualquer coisa agressiva… Dei por meus passos pelas calçadas… e ao lado, a intranquilidade de certos humanosContinuar lendo “Tarde quente de sábado”

Um sábado inteiro, ainda incompleto!

Eu e C., tínhamos por hábito nos sentar à mesa da cozinha nas manhãs de sábado… para escritos-leituras-conversas e xícaras de chá. Foi numa dessas manhãs que, com uma xícara em mãos, ela me olhou e disse — “quando crescer, você vai ser uma escritora”. Gostei imenso de ouvir a frase sair de sua boca…Continuar lendo “Um sábado inteiro, ainda incompleto!”

certas pessoas não morrem, se eternizam em nossos gestos…

Eu tenho um pequeno velho baú… presente de meu menino que o confeccionou para celebrar as minhas três décadas de existência. Os baús — acredito eu — por excelência, têm por obrigação serem velhos… só assim podem guardar ‘coisas esquecidas’. A primeira vez que vi o interior de um baú, eu tinha pouca idade… aconteciaContinuar lendo “certas pessoas não morrem, se eternizam em nossos gestos…”

Noite de sábado… pouco antes da meia-noite…

E a noite é essa sombra intensa junto aos meus olhos. Todos dormem aqui em casa e lá fora há poucos movimentos. Comecei a pensar nessas páginas como uma publicação. Confesso sentir alguma estranheza quanto a isso… não é algo que eu pense com frequência, muito pelo contrário — é algo que passou por mimContinuar lendo “Noite de sábado… pouco antes da meia-noite…”

algumas páginas de Elizabeth Bishop depois

Ah, estranha vida a de bordo! Cada novo diaRaia mais novo e mais outro que cada dia na terra. — Álvaro de Campos, pág. 221 — O espaço é outro… tudo por aqui é novo — das paredes aos móveis. Ainda não domei essas figuras que saltam a minha volta. Sou estrangeira de novo: naContinuar lendo “algumas páginas de Elizabeth Bishop depois”

Sementes em estado de espera…

…passei à tarde de hoje investigando os meus dias, as minhas horas! Debussy veio comigo. O meu autismo musical me faz ouvir a mesma música em repeat sem nunca me cansar, durante dias inteiros. Foi assim com “claire de lune” — que tocou seguidas vezes. Meus olhos se detiveram junto ao branco do teto por algunsContinuar lendo “Sementes em estado de espera…”

Setpum…

Nesse Agosto… completam-se cinco anos do lançamento de Septum. Eu levei um susto quando recebi a notificação. Fui espiar um calendário imaginário, enquanto observava as fotos da Biblioteca Mário de Andrade, onde nos reunimos no ano de 2016 para apresentar ao nosso-mundo — que em um lançamento de livro, encolhe-se consideravelmente — os nossos diários.Continuar lendo “Setpum…”

Manhã de sábado… a caminho da tarde

Fevereiro/01 (2020) Me surpreendi — há pouco — com o olhar de uma menina a bordo de seus sete ou oito anos… talvez mais — talvez menos. Olhar curioso-faminto… de quem avista um pouco de si no outro. Reconheci a mim mesma, num tempo anterior a esse, quando me escondia nos cantos, afundava o corpoContinuar lendo “Manhã de sábado… a caminho da tarde”

Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!

Janeiro/25 Metrô cheio… e eu em pé, no canto oposto a tudo e todos… a me equilibrar ao som de Elis cantarolava — “uma gente que ri quando deve chorar e não vivi, apenas aguenta” e as páginas do pequeno livro de Patti Smith e seu mapa particular de vivências literárias… entre vinte e setentaContinuar lendo “Manhã de sábado sem sol, sem chuva… apenas nuvens!”