S E P T U M

Sete… Septem… Setembro… Septum, do latim ‘aquilo que contém’ — quem conhece esta artesã das palavras sabe bem que se encontrará lá dentro, em cada linha de cada página, porque a colecionadora age assim… na calada da noite, nos gritos do dia, transformando pessoas em arte”.

Adriana Aneli


“minha pele tem…
suas próprias Estações”


 

 

 

 

 

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Adriana Aneli também escreve diários…

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Lembro-me — e não sou boa em recordar pessoas — de nosso primeiro contato: apressado.  Seu passo pequeno sem deixar rastros. Olhar dissimulado… sem vertente de fazer somas. Nem mesmo voz parecia ter… foi apenas um gesto: cartão deitado em minhas mãos.

Bastou, no entanto, uma xícara de café, para sabê-la Mulher… de palavras e traços… de azul a bordô. Uma sombra no chão a marcar seus contornos, como se calculasse o espaço vago para si mesma.

Sempre breve e exata… um expresso degustado no final da tarde. Um bom presságio para um diálogo que não retorna… se espalha e se conjuga com sorriso esquadrilhado.

Foi café-amor, com narrativas que são tatuagens em busca de pele… e em linha reta foi… diário a narrar as peripécias do verão ao inverno, em poucas horas.

Também é poesia… missiva… é tudo que o papel aceita quando o silêncio se aconchega e e pais, mar… um céu esquecido. Memória. Ausência das horas. Caderno aberto. Xícara de chá quente. Um degustar demorado.

Senhoras e senhores: Adriana Aneli

adriana-e-lunna

 

 


Diário das Quatro Estações —  A construção da primavera
Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h
Biblioteca Mário de Andrade
R. da Consolação, 94 – Consolação

Mariana Gouveia também escreve diários

Scenarium 381

Mariana foi gerada… no próprio útero — e dali se precipitou para o mundo… onde nos encontramos. Primeiro através de nossas palavras. Depois dentro de um abraço — onde nos esquecemos por um punhado de incontáveis segundos.

Gosto de “ouvi-la” narrar suas histórias — em linhas retas, que são ruas e quebras imprecisas — que são calçadas. Me sinto tragada por esse sopro de vento forte — rajadas tropicais — que varre a minha realidade.

Mariana é toda colorida de sol. Seus passos desenham mapas que os dias se ocupam de colorir. Seu nome é uma sonoridade antiga em meus quintais de fruta. A nona dizia que significava duas mulheres em uma mesma pessoa. Uma menina linda e uma mulher apaixonante.

Faz sentido… pois, não sei quem de fato escreve! Mas, desconfio que a menina junta as mãos em concha nos ouvidos da mulher… e cochicha seus sonhos e ilusões de vida. Uma espécie de itinerário — pequenos pontos no papel que a gente brinca de ligar um ao outro com um lápis preto para ver se vira desenho para fazer a menina sorrir.


 

Diário das Quatro Estações 

Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h

Biblioteca Mário de Andrade

R. da Consolação, 94 – Consolação

SEPTUM | Sou eu ali naquelas linhas…

Trago dentro do meu coração, como num cofre
que se não pode fechar de cheio,
Todos os lugares onde estive, todos os portos a que cheguei,
todas as paisagens que vi através de janelas ou vigias,
ou de tombadilhos, sonhando, e tudo isso, que é tanto,
é pouco para o que eu quero.

Álvaro de Campos, in passagem das horas

seh M Pereira

Eu sou feita de metades… sou meio bruxa. meio arteira. meio artista. meio menina. meio moleque. meio mulher. meio homem. meio bicho. meio isso e meio aquilo…

Eu sou o que tiver que ser no momento em que as coisas se orientam junto a essa minha anatomia nada regular… já fui Deborah Bodeh, Julia Campos, Elizabeth Bennet, Alexandra Mendes, Anne Letrech, Mariana, Raissa, Catarina — a quem emprestei muito mais de mim do que eu realmente gostaria. Já fui tantos outros personagens que, não sei dizer como ainda não me esfumacei diante do espelho…

Tudo isso sou eu… tudo isso é minha escuridão-lucidez-perdição-insanidade, e outras coisas mais. Em ‘Septum‘, não posso dizer que sou apenas eu… porque, se você tropeçou em mim, eu também sou você! — e é exatamente sobre isso que escrevo em meu diário… um punhado de notas mentais para depois.



Diário das Quatro Estações 

Lançamento 27 | 08 | 16 – a partir das 16h

Biblioteca Mário de Andrade

R. da Consolação, 94 – Consolação