velhos hábitos

setembro. outro lugar. realidade. recordei a lista de material escolar. a escola não era o meu lugar preferido-favorito. era apenas um lugar. causa maior de meus cansaços. gostava mesmo era do ritual de papelarias. escolher os cadernos. adquirir os livros. sentir o cheiro de papel intocado. provar do sabor de linhas a preencher. imaginar o desenhoContinuar lendo “velhos hábitos”

Reticências

Reticências foi o meu primeiro projeto de livro-diário e não foi nada fácil alinhavá-lo. Comprei um caderno novo numa papelaria qualquer da cidade e tentei deitar palavras ali. Falhei mi.se.ra.vel.men.te. Tempos depois, optei por folhas avulsas, imitando a poeta estadunidense Emily Dickinson, numa tentativa de escrever a minha versão de: “essa é a minha cartaContinuar lendo “Reticências”

Abril conjungou o verbo: transbordar

aumenta o som Abril chegou, passou e acabou! Não foi rápido-ligeiro, tampouco lento ou preguiçoso… foi mais um mês com seus trinta dias. E eu experimentei outro b.e.d.a — bloging.every.day.april — com posts diários, escritos a partir de um fio condutor, que eu ainda não sei se eu o escolhi ou se fui escolhida porContinuar lendo “Abril conjungou o verbo: transbordar”

6 — das minhas insanidades

Fazer terapia — ainda que seja uma decisão consciente — não é fácil. Eu me sento diante de uma estranha toda terça-feira e durante cinquenta minutos, ofereço tudo de mim, numa bandeja de prata. Há pessoas que fingem-subvertem-escondem. Mas eu não considero esse processo… produtivo. É perda de tempo mentir-fingir. Eu optei — desde aContinuar lendo “6 — das minhas insanidades”

Não perdi o hábito de escrever em diários,

Eu tive muitos cadernos desde a infância… era a menina que andava com a mochila cheia até a escola por não gostar de deixá-los no armário que tinha o meu número de matrícula seguido do meu nome escrito em uma plaquinha. Lembro-me que a coordenadora da minha turma, chacoalhou a chave no ar, antes deContinuar lendo “Não perdi o hábito de escrever em diários,”

Sementes em estado de espera…

…passei à tarde de hoje investigando os meus dias, as minhas horas! Debussy veio comigo. O meu autismo musical me faz ouvir a mesma música em repeat sem nunca me cansar, durante dias inteiros. Foi assim com “claire de lune” — que tocou seguidas vezes. Meus olhos se detiveram junto ao branco do teto por algunsContinuar lendo “Sementes em estado de espera…”

Setpum…

Nesse Agosto… completam-se cinco anos do lançamento de Septum. Eu levei um susto quando recebi a notificação. Fui espiar um calendário imaginário, enquanto observava as fotos da Biblioteca Mário de Andrade, onde nos reunimos no ano de 2016 para apresentar ao nosso-mundo — que em um lançamento de livro, encolhe-se consideravelmente — os nossos diários.Continuar lendo “Setpum…”

É tempo de sentir maio…

O vento cortas os seres pelo meio,Só um desejo de nitidez ampara o mundo…Faz sol. Fez chuva. E a ventaniaEsparrama os trombones das nuvens no azul. (…) Mário de Andrade,Momento (abril de 1937) Enfim, aconteceu Maio… e é outono por aqui, segundo o calendário, mas eu confesso que ainda penso nas cores da primavera que floresceContinuar lendo “É tempo de sentir maio…”

Manhã de sábado nublada

Janeiro/11 (2020) Começarei morrendo pelo coração.Gostarei sempre dele, como se gosta do que está extinto,sejam os dragões, os anjos ou as distâncias. Histórias decoisas que não voltam. O meu coração sem visitas perderáa memória e, quando nos separarmos de vez, certamenteserá mais feliz. Se me perguntarem, direi que nasci sem ele.Jurarei e mentirei sempre. —Continuar lendo “Manhã de sábado nublada”

07  |  O que ando a ler | Diário íntimo

Escrever um diário foi meu primeiro exercício de escrita… ganhei o caderno de capa vermelha no final de uma tarde em meados da minha primeira década de vida. Passei dias a espiar aquela geografia irregular. Um mapa sem cardeais, apenas um Norte… a palavra diary escrita em dourado. Nos estranhamos e fim!Foi me dada aContinuar lendo “07  |  O que ando a ler | Diário íntimo”