32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio

Carissimo O, O dia vai longe… já é quase hora do almoço do lado de fora dessa janela aberta que sou. E lhe confesso que, eu  mesma, aqui dentro de minha pele: amanheço. Respiro fundo, atravesso a Rua, desejando deter meu passo e deixar essa gente apressada — uma manada humana — me ultrapassar porqueContinuar lendo “32 — A casa-alma foi ocupada pelo silêncio”

O fantasma de Hopper

Em eleven am Hopper nos convida a olhar para dentro enquanto a personagem olha para fora… Não sabemos o que ela vê, mas a nudez da personagem cria uma superfície de projeção para os desejos inconscientes, sugerindo que o olhar está, sujeito a um código típico de uma mentalidade engaiolada por uma sociedade cheia deContinuar lendo “O fantasma de Hopper”

Limites da civilização

Ao sair para caminhar pelas ruas do bairro em que moro, sempre tenho em mente a frase de Ralph Waldo Emerson “a tentativa de exprimir uma verdade interior da percepção“… estou sempre atenta as possíveis geografias do lugar, prestando atenção na fachada das casas-prédios, como se estivesse diante de uma tela de Hopper que temContinuar lendo “Limites da civilização”

30 | The cat´s house

…de todos os livros disponíveis na pilha, ele escolheu o único que poderia iluminar a sua anatomia de homem — que, minutos antes, tinha aberto a porta para que a autora de dias desfeitos… entrasse. Ele tinha recusado Modigliani — o primeiro. Picasso — o segundo… e todos os outros artistas, que foram deixados sobreContinuar lendo “30 | The cat´s house”

20 | * tarde numa Grande Cidade…

Passa das quatro, o céu está nublado e a cidade sem movimentos, é um dia frio… as horas avançam em pares e a tarde se perde dos meus olhos. As preces crescem nas janelas que os meus olhos alcançam. Tenho essa mania — desde a infância — observar esses espaços onde vez ou outra um rosto seContinuar lendo “20 | * tarde numa Grande Cidade…”