Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra

Eu escrevia por escrever somente, na infância… sem preocupação alguma com as regras literárias — que eu nem sabia existir à época. Preenchia livremente as páginas dos meus cadernos com qualquer coisa minha: vocabulário pouco, realidade pequena-encolhida… de uma janela a outra, ruas estreitas e calçadas encolhidas. Eu escrevia conforme crescia — um centímetro ou doisContinuar lendo “Interessava forjar um corpo além do corpo, na letra”

…lendo meus desacontecimentos

Escolhi viver sem fronteiras definidas, nações não me interessam, limites só me importam os da ética. Tenho um coração andarilho, um corpo mutante, uma mente trangênera. Sou irmã, mãe, filha, homem, cúmplice, bicho bicho, humano, árvore, erva daninha, pedra, rio, Vírus. Sou todas as cores, todos os sexos, todas as línguas. Sou palavra em palavras.Continuar lendo “…lendo meus desacontecimentos”