Gosto de existir no mistério das coisas

| escrito ao som de Fake Empire – The National | Das coisas que eu me lembro… de sentar-me à mesa da cozinha e reter uma xícara bem cheia de leite caramelado entre as mãos. De fechar os olhos e tragar do aroma sutilmente adocicado. Do olhar de C., e de seu sorriso cúmplice aoContinuar lendo “Gosto de existir no mistério das coisas”

A imaginação pornográfica

Passei um par de minutos a falar com o teto depois de ler o ensaio de Susan Sontag — a imaginação pornográfica —, em que ela defende a ideia de que ninguém deveria falar da pornografia sem antes reconhecer a existência das pornografias. No ensaio, publicado no Brasil pela Companhia do Bolso, ela propõe considerar trêsContinuar lendo “A imaginação pornográfica”

22 | reflexões sobre o verso livre

Depois de ler uma resenha no blogue Café com leitura… fiquei a pensar na questão do vers libre — verso livre — e na maneira como é defendido por muitos poetas e críticos, enquanto é atacado por outros tantos. Não sou poeta e nem tenho a pretensão de ser… muito embora tenha flertado com oContinuar lendo “22 | reflexões sobre o verso livre”

Cenas Urbanas…

Seguia olhando para o chão, colhendo folhas — hábito antigo que preservo. A cada passo dado, eu meditava alguns dos meus versos favoritos de Cecília Meireles — tenho fases como a lua, fases que vão e que vem num secreto calendário que um astrólogo arbitrário inventou para o meu uso. E ao levantar dos olhos,Continuar lendo “Cenas Urbanas…”