Papel em branco

Primavera/08 Sai às ruas para visitar essa pequena parte de São Paulo que tenho para mim… Ver as ruas, sentir os aromas é tudo que precisava hoje. As ruas exibem aromas inéditos. Hoje eu senti cheiro de bolo de laranja. Não sei de qual casa vinha. Espiei uma a uma. São muitas, uma depois daContinuar lendo “Papel em branco”

Leaves of Grass

na vitrolinha Quando menina, comecei a colecionar folhas… fomos caminhar e C., inventou uma brincadeira: tentar interromper a tragetória do voo de uma folha qualquer, antes que aterrissasse no chão. Claro que eu topei e passamos horas na praça, tentando agarrá-las. Foram muitos quases, mas nenhum sucesso. Nos divertimos horrores. Exaustas… deitamos na grama eContinuar lendo “Leaves of Grass”

À primavera, em mãos

Cara Primavera, você chegou no meio da tarde, não sei dizer o horário. Não reparei… ocupada que estava com os processos de vida-arte-mundo. Tudo anda tão estranho-esquisito, fora de lugar — às avessas. As estações-outras passaram por aqui, sem força-peso. Sei quando chove porque esfria e quando faz sol porque as horas se amontoam pelosContinuar lendo “À primavera, em mãos”

Oração para esse dia em catarse

A mesa no canto estava a minha espera, mas eu optei por ir lá para fora enquanto aguardava pela bebida. Ocupei o lugar dela, repetindo certos gestos, tentando olhar através daqueles olhos castanhos claros-nublados de fumaça. Eu me distrai com as coisas de sempre-minhas… A esquina a dizer a pressa dos homens pautadas por vermelhoContinuar lendo “Oração para esse dia em catarse”