Parece que, na miséria, tomamos consciência da nossa própria existência

Passei as últimas horas tentando escrever a biografia da minha personagem, que não é nova, mas não passava de uma transeunte em outra história. Eu gosto imenso quando as minhas personas migram de uma narrativa para outra, como aconteceu com Alice que, em seu momento de vida-e-morte — muito mais morte que vida — acabaContinuar lendo “Parece que, na miséria, tomamos consciência da nossa própria existência”

38 — Um tempo para anoitecer à luz de lâmpadas

Cara M., Vim me sentar  na varanda com alguns rascunhos antigos, em mãos. Xícara de chá ao lado e as janelas dos prédios da avenida com nome de pássaro como cenário. Há poucas luzes acesas nessa noite de domingo. A maioria exibe um brilho típico de televisão acesa… Eu gosto imenso de perceber o passadoContinuar lendo “38 — Um tempo para anoitecer à luz de lâmpadas”