02 | A Persona!

Eu tinha quase vinte — ela vinte e seis! Eu era recém-chegada… e ela parecia estar lá desde sempre, com seus olhos cor de caramelo. Os meus eram cor de café expresso. Ela sentava-se na primeira fileira de cadeiras — e eu mais ao fundo… nas últimas. Não nos falamos nas primeiras vezes, apenas nos olhamosContinuar lendo “02 | A Persona!”

Catarina versão fanzine…

O meu primeiro contanto com um fanzine aconteceu na década de noventa — na porta da escola. Era uma folha de papel dobrada, com desenhos feitos à mão e meia dúzia de palavras. Parecia uma Hq improvisada. O grupo de garotos era fã de um seriado popular na época:  Buffy — the vampire slave… eContinuar lendo “Catarina versão fanzine…”

28 | quarto capítulo do meu Scenarium

Ao final do primeiro ano da Scenarium, eu não tinha certezas. Tinha inventado meia dúzia de projetos de livro — exemplos de poesias e contos. Vinte disso, cinquenta daquilo. Capas e miolos iguais — tudo feito no Word, em caráter experimental.Tinha investido uma pequena soma para viabilizar o projeto. Desde o começo eu não queriaContinuar lendo “28 | quarto capítulo do meu Scenarium”

28 | quase sete anos depois

Houve um momento em que eu decidi que não queria os modelos prontos, por saber que não seria o bastante para mim. Era pouco ou nada. Deitar minha escrita em velhos moldes conhecidos e ocupar os mesmos espaços não seria o suficiente. E foi a minha insatisfação que me fez ir atrás de um verboContinuar lendo “28 | quase sete anos depois”

Sete anos

Uma tarde de junho descompromissada… qualquer coisa de outono-inverno. Uma xícara de chá e a tela iluminada do notebook com a página do wordpress aberta, a dizer-me: crie um novo blogue. Eu não pretendia ter outro blogue. Estava satisfeita com o ‘menina no sótão’ e sua proposta de ensaio laboratorial. Observei a tela como seContinuar lendo “Sete anos”

O meu primeiro livro…

Lembro-me do exato momento em que tomei a decisão. Era outono, mas já se falava em inverno numa contagem de dias-horas… e as ruas do bairro ainda estavam úmidas. Os caminhos estavam desertos de pessoas-cães. Houve uma pausa nas chuvas de maio-junho… e eu caminhava em círculos pelas ruas que se ligavam umas às outras,Continuar lendo “O meu primeiro livro…”