Pseudônimo

Quando publiquei o meu primeiro livro — em meados dos anos noventa — assinei com um nome inventado. Não queria ser reconhecida e optei por ficar à sombra da criatura que acabou publicada. Mania italiana… o mistério. Temos uma das maiores autoras contemporâneas que se aproveita desse argumento. Ninguém sabe quem é a pessoa porContinuar lendo “Pseudônimo”

O primeiro livro. A última livraria de rua

Liguei o som — com um pequeno toque — para ouvir Debussy e me veio à mente o tempo em que era preciso escolher um disco… removê-lo da capa de papelão, passar uma flanela em suas linhas invisíveis aos olhos e posicioná-lo no velho Gradiente. Acionar o braço com a agulha, posicionando na primeira faixaContinuar lendo “O primeiro livro. A última livraria de rua”

É tanta loucura que anda na bohemia da minha imaginação

* Katia Kastañeda (labaredas) De todo o processo de escrita, a fase em que me encontro — a conhecer os meus personagens — é a preferida e me faz passageira do verso escrito por Kátia Castañeda. É como sair para andar ruas e no meio de uma multidão de ninguéns… esbarrar em um estranho qualquerContinuar lendo “É tanta loucura que anda na bohemia da minha imaginação”

Real ou imaginário?

Um dos temas que sempre rondaram a minha mente… antes mesmo de decidir me aventurar pelo universo da escrita — até por ser um assunto recorrente no mundo de onde vim — a psicologia —, é o limiar da tríade: real, fictício e imaginário. Nas pesquisas que fiz, encontrei uma tênue relação entre a loucuraContinuar lendo “Real ou imaginário?”

livro do desassossego

“Porque eu não sou nada, eu posso imaginar-me a ser qualquer coisa.” Não sou de fazer lista de livros por ler ou para ler — lista me lembra ida ao supermercado, prateleiras, códigos de barra e, filas nos caixas. Eu sou do tipo que vai até a estante — nos intervalos do dia — paraContinuar lendo “livro do desassossego”

15 | Pessoa e eu!

“Meu coração é um almirante louco que abandonou a profissão do mar”. — foi o que disse Campos, em um de seus poemas que termina com a pergunta: “e onde diabo estou eu agora com almirante em vez de sensação?”… …esse foi o primeiro poema de Campos que li em voz alta. Estava a andarContinuar lendo “15 | Pessoa e eu!”