07 — Sou feita de trovões

Caríssima Ana, Pensava em tuas linhas quando ouvi o som de um trovão ressoar pelos cantos da casa-corpo-alma. Fechei os olhos, respirei fundo… e vesti a pele com um punhado de sensações novas e antigas — devidamente misturadas. A mente escapou e foi folhear as páginas do livro de Helder, em estado de repouso naContinuar lendo “07 — Sou feita de trovões”

Poemas Completos

A faca não corta o fogo Herberto Helder que eu aprenda tudo desde a morte,mas não me chamem por um nome nem pelo uso das coisascolher, roupa, caneta,roupa intensa com a respiração dentro dela,e a tua mão sangra na minha,brilha inteira se um pouco da minha mão sangra e brilha,no toque entre os olhos,na boca,naContinuar lendo “Poemas Completos”

escrever poemas não é boa maneira de atordoar

escrever poemas não é boa maneira de atordoar os tempos do verbo,não é o mesmo que meter a cabeça num buraco abissínio,nem perder algures uma perna e lembrar-se depois de perder ainda a outra:ninguém ganha assim uma barra de ouro,ninguém glorifica o corpo queimando-o com barras de ouro,ninguém transforma assim numa chaga a beleza humana,tóraxContinuar lendo “escrever poemas não é boa maneira de atordoar”

09 | ‘poemas canhotos’…

Algumas coisas não acontecem… como esse domingo azul, sem nuvens e com todas as coisas da cidade nos mesmos lugares de sempre. Eu preparei uma xícara de chá e fui me sentar no canto do sofá. Coloquei a minha playlist clássica para tocar e mergulhei nas páginas de ‘poemas canhotos‘ — o último livro escrito porContinuar lendo “09 | ‘poemas canhotos’…”