BEDA | Meu Scenarium de… agosto!

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As horas passam em velocidade ímpar-luz. A semana acabou… e hoje não parece sexta. Agosto tampouco. Mariana (Gouveia) chegou na quinta-ontem… no meio da tarde e trouxe seu abraço de menina-mulher-autora-poeta. Recebeu de minhas mãos, o seu romance-primeiro — “corredores, codinome: loucura‘… com capa vermelha e fita marrom.

Gosto imenso de apreciar o primeiro contato… e todas as emoções que se precipitam como se o próximo passo fosse imediatamente… para dentro do abismo. Mas a queda é minha… silenciosa-secreta-deliciosa.

Com o Obdulio — autor da zona norte paulistana — o encontro aconteceu no outro dia-terça… entre esquinas. No famoso ‘café da seria de duas caldas’. Rua 2 se definiu em capa, fita e miolo aos poucos.

O gostoso do lavouro artesanal… é que se trata de um processo similar a colheita — feita a seu tempo, na fase certa da lua e durante todas as estações do corpo-alma-mente-realidade-das-coisas…

Amanhã à noite…  o encontro será mais uma vez entre esquinas — no Paraíso-paulistano—, regado a café e abraços. Espera-se a presença dos amigos-inimigos-curiosos. É só chegar e se apoderar de uma cadeira.

O lançamento, como sempre segue o melhor dos elementos… o plural! Com a Plural Clandestina e suas vivências literárias, a partir do afiado discurso de nossos contraditórios Autores e alguns convidados nada sensatos.

E o projeto Sete Luas com singular mistério de linhas, cores fôrmas e formas.

Ah, meus caros… foram dias de caos dentro e fora da pele — até esse dia em que tudo se orienta com movimentos de furos e linhas.

 

| escrito ao som de she moves |


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Beda | reticências…

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O ano era dois mil e treze… e eu tinha finalizado “reticências”… publicando-o em formato artesanal-alternativo — uma espécie de zine, que foi entregue nas mãos de insanos leitores naquele agosto-outro…

Eu acreditei que iria voltar para casa com minha pequena coleção de vinte exemplares para serem guardados dentro de meu baú de madeira, arquitetado por meu menino…

Eu ainda nem tinha terminado minha breve-fala sobre a escolha do título e as cento e poucas páginas impressas em papel reciclado, alinhavadas com barbante branco… quando as reclamações começaram — “Fiquei sem. Quero um… como faz?”

Me desorientei… não estava preparada para a mesa vazia e aquela espécie de fila a espera de autógrafos. Quem resolveu o dilema… foi o meu menino, que colheu nomes numa lista-futura… satisfeito com o resultado da noite, que para ele não poderia ser outro.

Ocupei o meu lugar à mesa… e escrevi um punhado de palavras — duas-três-quatro —, para cada leitor. Não faço idéia do que escrevi. Nunca faço. Escrevo por escrever somente… em linha reta.

E num sem-voz… li — como quem tropeça — trechos escolhidos pelos leitores, que abriam numa página qualquer… enquanto os garçons apertavam o botão da máquina de expresso, deixando no ar aquele som reconfortante… e o supremo aroma embriagante do ristretto doppio.

 


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25 | lua de papel

20140807_WillPrado_0076.jpg…entre esquinas, numa noite de quinta-feira úmida e com nuvens a anunciar uma tempestade. A atriz Carla Martelli leu trechos da história… escrita aos poucos, reescrita muitas vezes.

lua 15…os livros tem seus próprios processos — escrevem-se! Nunca no tempo dos homens. E nem sempre é possível dizê-los prontos-acabados.

lua 9As histórias desenham personagens… alguns, escapam da realidade e saltam direto para as páginas. Outros se deixam inventar…

lua 14 …a trama, que se orienta em trezentas e poucas páginas, é vidro feito em pedaços, esparramado no chão. Eu quis partir redomas, ao escrever… para convidar o leitor, a andar descalço!

20140807_WillPrado_0021.jpg[  …assim o que me resta é lua cheia a / transbordar de tridimensional. A paz a falhar toda / e eu resolvida em causa a insistir papel. E amor. Ana Luisa do Amaral  ]

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Lua de Papel – Scenarium livros artesanais
encomenda: scenariumplural@gmail.com