21 — Eu me lembrei de você, em mim

“Imaginar não é lembrar-se. Certamente uma lembrança,à medida que se atualiza, tende a viver numa imagem:mas a reciproca não é verdadeira, e a imagem pura e simplesnão me reportará ao passado a menos que sejaefetivamente no passado que eu vá buscá-la,seguindo assim o pregresso contínuo quea trouxe da obscuridade à luz” — Henri Bergson —Continuar lendo “21 — Eu me lembrei de você, em mim”

Tudo vai ser diferente quando eu abrir os olhos

Era uma brincadeira das crianças da rua em que eu morava. Colavam a cabeça contra a parede e contavam em voz alta — de maneira apressada-atropelada — até trinta… um ou outro número se perdia. De repente a criatura em miniatura gritava e saía a caça dos outros miúdos escondidos… nos lugares mais óbvios. NemContinuar lendo “Tudo vai ser diferente quando eu abrir os olhos”

20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…

… “há uma nudez que assombra há outra que fulmina e há a que ilumina”. As elegias do Duíno   Abri o armário da cozinha para pegar uma xícara e o cheiro de canela tragou-me para dentro e lá fui eu pousar num desses ontens que coleciono. Quando menina, gostava de ir às compras comContinuar lendo “20 | * agora enfim é que descubro a recôndita chave de meus anos…”